Família Mühlbauer

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Foram duas as famílias Mühlbauer que vieram para São Bento com grande descendência, sendo que houve ainda algumas famílias menores. Uma dessas grandes famílias era da Bavária e a outra da Boêmia, mais precisamente de Flecken, aldeia natal de tantas outras famílias que para cá vieram. Começamos com os Mühlbauer bávaros:

1. Mathias Mühlbauer, que casou com Klara, eram proprietários em Schwarzenberg, e foram pais do imigrante:

1.1 Anton Mühlbauer, sobre o qual não foi encontrado registro de batismo nos arquivos de Eschelkam, na Bavária, sendo portanto a sua origem um mistério, devendo ser natural de outra paróquia. Conforme o registro de navio que temos através do livro de Böbel, era pedreiro e nasceu por volta de 1834. Com a família, imigrou para o Brasil em 1877 a bordo do Navio Rio. Casou-se em Eschelkam no dia 03.10.1868 com Barbara Pfeffer, a qual nasceu em 09.12.1838 às 11h e foi batizada no mesmo dia, tendo por madrinha Barbara, que morava em Kleinagn, e que segundo nos foi possível apurar com a ajuda de pesquisadores bávaros, era fª de Georg Pfeffer e Anna Singer, neta de Josef Pfeffer e Anna Hastreiter, bisneta de Josef Pfeffer e Anna Maria Laurer, trineta de Peter Pfeffer e Margareth Hauser, a qual era fª de Georg e Barbara Hauser, tetraneta de Wolgang e Walburga Pfeffer, pentaneta de Andreas e Anna Pfeffer, e cremos ainda hexaneta de outro Andreas Pfeffer. Pelos registros de batismos dos filhos, sabe-se que Anton estava em 1859 em Schwarzenberg, 1869 em Kleinagn, 1872 em Grossaign e 1873 em Ritzenried. Em 1877 estava em São Bento, onde faleceu em 02.11.1911. Pais de:

1.1.1 Theresia Mühlbauer, que nasceu antes dos pais se casarem, no dia 01.11.1859 em Eschelkam, sendo batizada no dia seguinte, tendo por madrinha Theresia Schwarz, solteira e proprietária em Kleinagn. Imigrando para o Brasil, casou-se em São Bento do Sul no dia 20.09.1881 com Anton Fürst, filho natural de Anna Fürst, natural de Hammern, na Boêmia. Theresia faleceu em 27.03.1939, aos 79 anos. O casal morava na Estrada das Neves e teve ao menos:

1.1.1.1 Bárbara Fürst, nascida em 10.02.1883 e batizada em 09.04.1883, sendo padrinhos José Linzmayer e Bárbara Linzmeyer. Teve:

1.1.1.1.1 Maria, que faleceu com 1 ano e 10 meses no dia 25.10.1910.

1.1.1.2 José Fürst, nascido em 04.04.1884 e batizado no dia 20.04.1884, tendo como padrinhos José Linzmeyer e sua esposa Bárbara Linzmeyer.

1.1.2 Philipp Mühlbauer, nascido em Kleinagn e batizado em Eschelkam. Não foi encontrado seu registro de batismo, mas provavelmente também nasceu antes do casamento de seus pais. Casou-se em São Bento do Sul aos 24 anos no dia 19.10.1889 com Rosalia Kellnner, nascida em “Seigenhof”, e batizada em Eschelkam, filha de Josef Kellner e Barbara Kerscher, por essa neta de Wolfang Kerscher e Barbara Seltner. Como testemunhas, serviram Gaspar Liebl e Ignatz Fischer. Lá por volta de 1900, Phillip pegou tifo e sua situação era preocupante, restando pouca chance de salvação. No entanto, a sua esposa e filhos passaram a orar muito para Deus a fim de que Philippe pudesse sair dessa com vida. Mostrando grande fé, prometeram que caso ele se recuperasse, construiriam uma capela para louvar a Deus. Aos poucos, Philipp foi melhorando. Algum tempo depois, ele conseguiu voltar a trabalhar. Cumprindo a promessa, a família construiu a Capela, que foi inaugurada em 1902 e atendeu a muitos dos moradores da redondeza. Como patrono da igrejinha, a população achou por bem colocar “São Felipe”, pois fora o Philipp Muehlbauer que motivou e liderou a construção da Capela em Banhados I, na atural Rua Conrado Liebl. Philipp faleceu no dia 02.11.1926, com 63 anos. Pais de:

1.1.2.1 João Mühlbauer, casado em São Bento do Sul no dia 15.05.1916 com Margarida Müller, filha de Carlos e Mathilde Müller, com quem teve ao menos:

1.1.2.1.1 João Mühlbauer, casado.
1.1.2.1.2 Ervino Mühlbauer, casado com Renata.
1.1.2.1.3 Ewaldo Mühlbauer, casado com Maria.
1.1.2.1.4 Carlos Mühlbauer, que ainda vive em 2008.
1.1.2.1.5 Willy Mühlbauer
1.1.2.1.6 Maria Mühlbauer, casada com Erico Bail.
1.1.2.1.7 Elly Mühlbauer, casada com Erhardt Weiss.
1.1.2.1.8 Regina Mühlbauer, casada.
1.1.2.1.9 Odete Mühlbauer, casada.
1.1.2.1.10 Iracema Mühlbauer, casada.
1.1.2.1.11 Cristina Mühlbauer, casada.
1.1.2.1.12 Frida Mühlbauer, casada com Erhardt Pauli.

1.1.2.2 Felipe Mühlbauer, que se tornou padre.
1.1.2.3 Francisco Mühlbauer
1.1.2.4 José Mühlbauer, casado com Francisca, e pais de:

1.1.2.4.1 Leonardo Mühlbauer, casado com Wally.

1.1.3 Franziska Mühlbauer, nascida em Kleinagn e batizada Eschelkam no dia 06.05.1868, tendo por madrinha Katharina Pfeffer. Casou-se em São Bento do Sul no dia 23.06.1888 com Johann Augustin, nascido e batizado em Santa Katharina, na Boêmia, e que contava com 26 anos na ocasião, filho de outro Johann Augustin e Theresia Altmann. Pais de ao menos:

1.1.3.1 João Augustin, falecido no dia 21.06.1947, com 53 anos. Casou-se com Francisca Liebl.
1.1.3.2 Carlos Augustin, que faleceu com 5 dias em 11.12.1902, sendo sepultado na sede de São Bento do Sul.
1.1.3.3 Antônio Augustin, que faleceu com 6,5 anos no dia 06.02.1914, na Estrada das Neves.

1.1.4 Ludwig Mühlbauer, que teria nascido em 23.07.1869, às 19h30, e batizado no dia seguinte, tendo por padrinho Ludwig, solteiro, morador de Kleinagn. Como não imigrou, supõe-se que tenha falecido pequeno.

1.1.5 Katharina Mühlbauer, nascida em 14.06.1870 às 19h30 e batizada em seguida, sendo madrinha Katharina Vogl, moradora de Kleinagn. Casou-se aos 22 anos no dia 09.01.1892 com Franz Hannusch, natural de Osseg, na Boêmia, filho de Wenzel Hannusch e Anna Trojan, por essa neto de Anton Trojan e Elisabeth Tausch. Serviram de testemunhas Anton Fürst e Philippe Mühlbauer. Franz faleceu no dia 15.07.1921, aos 55 anos, vítima de influenza. Tiveram ao menos:

1.1.5.1 Francisco Hannusch, nascido em 09.07.1896 e batizado em Bechelbron no dia 26.07.1896, sendo madrinha Barbara Mühlbauer.
1.1.5.2 João Hannusch Sobrinho.
1.1.5.3 Rosália Hannusch, que faleceu com 2 meses no dia 19.12.1905, em Mato Preto, sendo sepultada na sede de São Bento do Sul.

1.1.6 Barbara Mühlbauer, nascida em 29.09.1872 às 16h30, tendo por madrinha Magdalena. Faleceu em Fragosos, onde está sepultada, nno dia 02.07.1943. Se casou no dia 21.12.1895 com Johann Hannusch, filho de Wenzel Hannusch e Anna Trojan, por essa neto de Anton Trojan e Elisabeth Tausch. Como testemunhas, assinaram Anton Fürst e Philipp Mühlbauer. Tiveram ao menos:

1.1.6.1 Francisco Hannusch, batizado na Capela de Nossa Senhora Auxiliadora dos Cristãos, em Lençol, no dia 15.03.1896, tendo como padrinhos seus tios Franz Hannusch e Catharina Mühlbauer.
1.1.6.2 João Hannusch Filho, que nasceu no dia 26.04.1898 e falecido em 22.07.1983, solteiro. Sepultado em Fragosos.
1.1.5.3 Catharina Hannusch, nascida em 26.02.1900 e falecida em 20.11.1982, sendo sepultada em Fragosos. Casou-se com Antônio Basílio da Rocha, e teve:

1.1.6.3.1 Alzira da Rocha
1.1.6.3.2 Lucila da Rocha
1.1.6.3.3 Olinda da Rocha

1.1.6.4 André Hannusch, casado com Sebastiana, e pais de:

1.1.6.4.1 Darci Hannusch

1.1.6.5 Luiz Hannusch, casado com Eloína, com quem teve:

1.1.6.5.1 Jovino Hannusch

1.1.6.6 um filho que faleceu com 5 anos em 1910.
1.1.6.7 Rozina Hannusch, nascida no dia 07.01.1909 e falecida em Fragosos no dia 16.04.1980, sendo sepultada no Cemitério de Fragosos. Casou-se com Luiz Thomé Fragoso, descendente da tradicional família que primeiro ocupou aquela região, filho de Saturnino Fragoso de Oliveira e Joaquina Fragoso Cavalheiro, neto paterno de Generoso Fragoso de Oliveira e Leopoldina Maria de Almeida, e neto materno de Felippe Soares Fragoso e Flora Lina Cavalheira. Pais de:

1.1.6.7.1 Cristina Fragoso, casada com Narciso Ferreira da Silva.
1.1.6.7.2 Adelina Fragoso, casada com Livarte Cordeiro de Meira.
1.1.6.7.3 Carlos Fragoso, casado com Maria Diva Gonçalves.
1.1.6.7.4 Bernardo Fragoso, casado com Benedita de Mello.
1.1.6.7.5 Otília Fragoso, nascida em Fragosos no dia 31.07.1943, casado com Luiz da Silva, nascido em Piên no dia 04.01.1928 e falecido em Fragosos no dia 05.09.2007.

1.1.6.8 Lina Hannusch, falecida com 2 anos no dia 11.08.1914.

1.1.7 Georg Mühlbauer, nascido em 05.12.1873 às 23h e batizado no dia seguinte, tendo como padrinho Georg Rank, proprietário. Faleceu em São Bento do Sul no dia 19.11.1949, aos 75 anos.

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Família Giese - Atualizado

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A história da Família Giese na região de São Bento do Sul começa com a vinda de de Johann Karl Giese e Emilie Wegner para o Brasil, a bordo do navio Henry Knight em 1872. Vieram de Regenwald, na Pomerânia, hoje parte da Polônia, chegando na cidade de Joinville com seus quatro filhos:

1.1 Minna Giese, nascida por volta de 1851.

1.2 August Giese, nascido por volta de 1854.

1.3 Emilie Giese, nascida por volta de 1857.

1.4 Karl Giese, nascido em 30.05.1859, casou-se em 25.10.1891 na Igreja Protestante de São Bento do Sul com Ida Bertha Labenz, nascida em 03.11.1874 (segundo o registro de casamento, 06.11.1874), filha de Friedrich Labenz e Wilhelmine Witt, família que imigrou ao Brasil em 1877 a bordo do navio Bahia, vindo de Eichstedt, na Prússia, hoje também pertecente à Polônia. Nesse assento consta que Carl morava em São Paulo e que a família Labenz morava na Estrada Bismarck. Carl Giese faleceu em 24.06.1924, sendo sepultado no Cemitério Municipal de São Bento do Sul. Sua esposa Ida Bertha Labenz faleceu em 03.10.1934. Tiveram:

1.4.1 Luiza Giese, nascida em São Bento do Sul a 17.11.1892 e falecida a 12.09.1918. Casou-se com Carlos Blödorn, nascido em 05.10.1884 e falecido em 25.07.1956.

1.4.2 Adolfo Giese, nascido em São Bento do Sul a 06.01.1895 e falecido a 06.12.1977. Casou-se com Martha Zoellner, nascida em 22.08.1894 e falecida em 28.03.1972. O casal morava na localidade de Fragosos, pertencente a Campo Alegre, e lá deixaram grande descendência. Descansam no Cemitério local. Tiveram:

1.4.2.1 Afonso Giese, nascido por volta de 1923 e falecido em agosto de 2005, casado com Margarida. Pais de: Odete Giese, Salete Giese, Margarete Giese, Alcione Giese, Anselmo Giese, Marcelo Giese, Rubens Giese, Elizete Giese, Dori Giese, Arlete Giese, Airton Giese, Charles Giese.

1.4.2.2 Irene Giese, casada com Pedro Cavalheiro Neto, falecido em 13.08.2005, com quem teve: Alda Cavalheiro.

1.4.3 Rodolfo Giese, nascido em São Bento do Sul a 13.09.1897 e falecido a 07.03.1965, sepultado no Cemitério Municipal. Casou-se em 27.08.1921 com Catharina Bail, nascida São Bento do Sul a 03.05.1896 e falecida a 30.11.1974, filha de Benedicto Bail e Catharina Brandl, neta pelo lado paterno de Maria Bail e pelo lado materno de Josef Brandl e Anna Schweinfurter, imigrantes de Eisenstrasse, na Boêmia, que chegaram ao Brasil em 1874 a bordo do Navio Shakespeare. Rodolfo morava com sua família em Campina dos Crispim, no Município de Piên. Foi comerciante e sapateiro. Rodolfo e Catharina tiveram:

1.4.3.1 Ermelino Carlos Giese, casado com Dorita Maria Treml. Pais de:

1.4.3.1.1 Carlos Séris Giese, casado com Janete Teresinha Wolff. Tiveram: Ellen Cristine Giese, Carlos Henrique Giese.

1.4.3.1.2 Sérgio Giese, casado com Dóris Eugênia Welter, com quem teve:

1.4.3.1.2.1 Christopher Giese, casado com Vanessa Cristina Vidal. Pais de Berkeley.

1.4.3.1.2.2 Soraya Giese

1.4.3.1.2.3 Diogo Giese

1.4.3.1.2.4 Christiane Giese

1.4.3.2 Laurindo Vitorino Giese, casado com Anita Spitzner. Pais de ao menos:

1.4.3.2.1 Zilda Giese, nascida por volta de 1949 e falecida em 23.06.2005 em Curitiba. Casou-se com Salvador de Souza.

1.4.3.3 Alcides Paulo Giese, casado com Elvira Weiss. Pais de:

1.4.3.3.1 Elimar Giese, o “Tico”, casado com Glaci de Lima. Faleceu no dia 10.02.2008, em casa.

1.4.3.3.2 Ademir Giese

1.4.3.4 Dóris Isolda Giese, nascida em 23.08.1931 em Piên, casada em São Bento do Sul a 06.10.1951 com Herbert Alfredo Fendrich, nascido em 05.04.1930 e falecido em 30.07.2007, filho de Frederico Fendrich Filho e Anna Roesler, neto paterno de Friedrich Fendrich e Catharina Zipperer e materno de Johann Rössler e Amália Preussler.

1.4.4 Paulo Giese, nascido em 06.10.1900 e falecido em 02.08.1975, sendo sepultado no Cemitério Municipal de São Bento do Sul, lado protestante. Casou-se com Anna Mühlbauer, nascida em 24.05.1904 e falecida em 13.11.1992, e com quem teve:

1.4.4.1 Alfredo Raymundo Giese, casado com Melanie Hoffmann. Tiveram: Dolores Giese, Lucinda Giese, Líria Giese, Renato Antônio Giese, Dorly Giese, Ingelore Ana Giese, Neusa Maria Giese, Raymundo Paulo Giese, Janete Teresinha Giese, Lianda Inês Giese, Rogério Luís Giese, Marcelo Rui Giese.

1.4.4.2 Olinda Giese, casada com Afonso Hoffmann.

1.4.4.3 Milda Giese, casada com Afonso Maria Weihermann. Pais de: Luiz Carlos Weihermann, Renate Marli Weihermann, Aroldo Weihermann, Dario Weihermann, Vera Lúcia Weihermann, Jony Weihermann.

1.4.4.4 Aloísio Giese, falecido em 02/02/2006, casado com Anita Iris Tschá. Tiveram os seguintes filhos, a maioria morador de Ampére:

1.4.4.4.1 Stela Maris Giese, casada com Luiz Krindges. Pais de Tathiana, Pedro Paulo e Mariana.

1.4.4.4.2 Solange Maria Giese, casada com Oswaldo Hofmann. Pais de: Barbara e Gregório

1.4.4.4.3 Jacson Luiz Giese, morador de Curiiba, casado com Do Hee Kim. Sem geração.

1.4.4.4.4 Edson Carlos Giese, casado com Zuleika Crisina Antonello. Pais de: Marcos Felipe, Giulia e Joana Laura.

1.4.4.5 Adelina Giese, casada com Aloís Maros, com quem teve: Sueli Maros, Eliane Maros, Elisa Maros, Cristiane Maros.

1.4.5 Ernesto Giese, nascido em 27.04.1903 e falecido em 19.04.1980. Casou-se com Francisca Hinz, nascida em 28.09.1905 e falecida em 24.05.1980. Pais de:

1.4.5.1 Isolde Giese, casada com Davi.

1.4.5.2 Reinaldo Giese, casado com Líria.

1.4.5.3 Norma Giese, casado com Jeremias.

1.4.5.4 Erico Giese, casado com Adelina.

1.4.5.5 Teolindo Giese, casado com Cecília.

1.4.5.6 Vanilda Giese, falecida em Curitiba a 15.10.2005, casado com Antônio Seidel.

1.4.5.7 Leopoldo Giese, casado com Alice.

1.4.5.8 Lauro Giese

1.4.5.9 Ervino Giese

1.4.5.10 Waldemar Giese, casado com Cidália.

1.4.6 Frederico Guilherme Giese, nascido em 30.04.1906 e falecido em Piên a 24.04.1968. Casou-se com Maria Bechler, nascida em 14.07.1912 e falecida em 19.05.1978. Frederico foi o primeiro prefeito de Piên, no começo da década de 60. Ganhou em sua homenagem o nome da principal escola daquela cidade.

1.4.7 Ewaldo Giese, que faleceu com 1 ano às 15h de 26.12.1916, vítima de diarréia.

Publicado em: on 27.04.08 at 09:54 Comentários (0)

84 Anos do Falecimento de Generoso Fragoso de Oliveira

No dia 25.06.1924 faleceu meu tetravô Generoso Fragoso de Oliveira, filho de Hermenegildo Rodrigues de Oliveira e Francisca Soares, por essa neto de Manoel Soares Fragoso e Marciana Maria de Marafigo. Contava com 79 anos. Natural da Lapa, casou-se em São José dos Pinhais com Leopoldina Maria de Almeida, com quem teve, entre outros, meu trisavô Saturnino Fragoso de Oliveira.

Com a família, mudou-se para a região limítrofe entre Paraná e Santa Catarina. É tradição oral na família que Generoso foi o primeiro morador da região de “Fragosos”, sendo que, provavelmente, foi “um dos”. De qualquer forma, tudo indica que tenha sido pessoa de prestígio naquela região, onde possui o nome de uma rua em sua homenagem. Está sepultado no Cemitério de Fragosos no mesmo túmulo de seu filho Ernesto Crescêncio Fragoso.

Curiosamente, meu tetravô Generoso Fragoso de Oliveira faleceu exatamente um dia depois de meu trisavô Karl Giese - só que um é pelo lado materno e outro pelo lado paterno, e certamente jamais chegaram a se conhecer.

Publicado em: on 27.04.08 at 09:54 Comentários (0)

84 Anos do Falecimento de Karl Giese

Há 84 anos faleceu meu trisavô Karl Giese. Natural da região de Regenwald, na Pomerânia, imigrou com 13 anos para a Colônia Dona Francisca, em companhia dos pais Johann Karl Giese e Emilie Wegner e seus três irmãos. Morou em São Paulo por um tempo, e casou-se em São Bento do Sul no ano de 1891 com Ida Bertha Labenz. Com ela, teve, entre outros, meu bisavô Rodolfo Giese. Quando seu pai faleceu, Rodolfo estava com 26 anos. Está sepultado no Cemitério Municipal de São Bento do Sul, no lado protestante, pois na época ainda havia essa divisão, e era essa a religião que professava. Há duas placas no cemitério com suas datas de batismo e nascimento, sendo que uma, a mais antiga, está colocada numa sepultura que não a sua. Karl Giese é ancestral direto de todas as famílias Giese de São Bento do Sul, Rio Negrinho e Piên.

Publicado em: on 27.04.08 at 09:54 Comentários (0)

205 Anos do Casamento de Theodoro Soares Fragoso e Feliciana Rodrigues França

Foi no dia 21.06.1803, pela manhã, que se casaram em Curitiba meus ancestrais Theodoro Soares Fragoso e Feliciana Rodrigues França, ambos naturais dessa cidade, ele filho de Domingos Soares Fragoso e Maria Dias Camacho, neto paterno de João Soares Fragoso, de Taubaté, e da índia Páscoa das Neves, e neto materno de Francisco Dias Camacho; e ela filha de Manoel Fernandes França e Maria de Chaves de Almeida, neta paterna de Agostinho Fernandes França e Anna Maria Esteves, e neta materna de Paulo de Chaves de Siqueira e Joana Cardoso Esteves.

Muito provavelmente, os dois nunca souberam que eram primos distantes: ambos descendem do português Antônio Preto e também de Domingos Dias e Marianna de Chaves.

Os nomes de Theodoro Soares Fragoso e Feliciana Rodrigues França são dois dos quais me orgulho de ter tirado do esquecimento eterno por meus próprios méritos. Como muitas vezes há outras pessoas pesquisando as mesmas famílias, é comum acontecer de outra pessoa já ter descoberto nossos ancestrais em determinado ramo. Da mesma forma, é possível encontrar o nome de algumas dessas pessoas em livros genealógicos e históricos. O filho de Theodoro, Manoel Soares Fragoso, de quem descendo, já aparecia em muitos registros em São Bento do Sul e, assim, acabou aparecendo no livro do Paulo Jürgensen “Famílias Tradicionais”. Já o pai de Theodoro, Domingos Soares Fragoso, aparece num Batch Number do familysearch, de modo que era possível consultar seu nome virtualmente.

Mas Theodoro Soares Fragoso não aparecia em lugar nenhum, a não ser no próprio livro de registros de casamento, de onde o tirei para o mundo novamente, mais de duzentos anos depois. Posteriormente, eu descobriria uma porção de coisas interessantes: que ele era vários anos mais velho que Feliciana, que se mudou para São José dos Pinhais, e que logo em seguida se mudou para a Lapa, e que lá colhia “duzentas mãos de milho e nove alqueires de feijão” e tinha “de renda cem mil réis”.

O casal Theodoro e Feliciana teve ao menos sete filhos, entre eles o citado Manoel Soares Fragoso, que casou-se com Marciana Maria de Marafigo, de quem descendo.

Publicado em: on 27.04.08 at 09:54 Comentários (0)

Famílias de Pelkowitz: Os Wawrich

Com muita dificuldade e com a ajuda de pessoas mais entendidas, eu havia descoberto que descendo também da família Wawrich. Esse nome aparece no registro de batismo de meu trisavô Johann Rössler, e corresponde ao sobrenome de sua avó materna: Barbara Wawrich, casada com Josef Lang. O registro também informa que essa família era de Pelkowitz, na Boêmia. E informa o ainda o pai de Barbara, chamado Josef Wawrich (verdadeira preciosidade encontrar um registro de batismo que informa alguns dos bisavós da criança).

Pesquisando, percebi que esse sobrenome “Wawrich” parece bem pouco comum hoje em dia, e mesmo antigamente não parecia ser dos mais populares, embora todos as pessoas com esse nome fossem moradores de regiões próximas a Pelkowitz. No livro “Famílias Tradicionais”, do Paulo Jürgensen, encontrei por acaso outros nomes que, sem dúvida, são da mesma família que me interessa.

Maria Anna Ullrich, natural de “Boeshing” era casada com Franz Seiboth, de Pelkowitz, e juntos imigraram para São Bento do Sul. O registro de uma filha do casal, já brasileira, nos dão o nome de seus pais, os avós da criança. E Maria Anna era filha de Josef Ullrich e Maria Anna Wawrsich. Esse sobrenome parece claramente ser uma variação de Wawrich. Entre os padrinhos da filha Inez, de Franz Seiboth e Maria Anna Ullrich, também estava um certo Antônio Wawrisch. Ao que parece, no entanto, não há famílias com esse sobrenome nas listas de passageiros dos navios que chegaram a São Bento.  Por serem praticamente da mesma região que os meus Wawrich, certamente há parentesco.

Na internet, encontrei menção a um Jozef Wawrich, nascido por volta de 1765, casado com Anna Didková, pais de uma Anna Wawrich, nascida por volta de 1793, esposa de Franz Hawlina. Eram de “Chloudov 2″. Como ainda não conheço profundamente a geografia da época na região, não sei dizer se moravam próximos ou não de Pelkowitz, região de meu interesse.

Pelo livro de Jürgensen, é possível encontrar uma séria de sobrenomes que eram comuns na região norte da Boêmia, incluindo Pelkowitz, Gablonz, Johannesberg e muitas outras aldeias. São sobrenomes que, invariavalmente, acabam se relacionando entre eles. Entre eles, estão as famílias: Rössler, Lang, Preissler, Seiboth, Ullrich, Jaeger, Wünsch, Hübner, Pfeiffer, Weiss, Pilz, Posselt, Reckziegel, Schwedler, Wöhl, Jantsch, Seidl e muitas outras.

40 Anos do Falecimento de Anna Roesler

Minha bisavó Anna Roesler faleceu há 40 anos, no dia 14.06.1968, aos 77 anos. Era filha de Johann Rössler e Amalia Preussler, neta paterna de Franz Rössler e Antonia Lang, e neta materna de Bernard Preussler e Anna Jaeger. Lavradora, doméstica e cozinheira bastante conhecida na região, sempre ajudando nos eventos comunitários. Casada com Frederico Fendrich Filho, de quem já era viúva há 21 anos, teve 14 filhos, entre eles meu avô Herbert Alfredo Fendrich, que assim anotou essa triste data em seus registros:

“No dia seguinte, 14-6-68, tivemos em nossa família a maior tristeza da vida: a morte de minha querida mãe, que alcançou a idade de 77 anos. Depois deste acontecimento, faltei em alguns ensaios e tocatas. Mas nós devemos continuar.”

Anna está sepultada no mesmo túmulo de seu esposo e de seu sogro Frederico Fendrich, no Cemitério Municipal de São Bento.

176 Anos do Casamento de Georg Pfeffer e Anna Singer

No dia 11.06.1832, em Eschlkam, na Bavária, se casaram meus pentavós Georg Pfeffer e Anna Singer, sendo ele filho de Josef Pfeffer e Anna Hastreiter. O casal foi pai de, entre outros, minha tetravó Barbara Pfeffer, que se casou com Anton Mühlbauer e imigrou com a família para São Bento do Sul em 1877.

301 Anos do Falecimento de Wolfgang Pfeffer

No dia 06.06.1707 faleceu na Bavária meu ancestral Wolfgang Pfeffer, filho de Andreas e Anna Pfeffer. Era casado com Walburga, com quem teve, entre outros, meu antepassado Peter Pfeffer, esposo de Margareth Hauser. Um ramo dessa família acabou indo para os Estados Unidos, e consegui relacioná-los com a minha árvore de brasileiros.

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84 Anos do Falecimento de Wilhelmine Witt

No dia 05.06.1924, às sete horas da manhã, na Estrada Bismarck, em São Bento do Sul, faleceu minha tetravó Wilhelminte Witt, natural da Prússia, filha de Michael Witt e Relina (?). Deixou viúvo o esposo Friedrich Labenz, com quem havia imigrado ao Brasil em 1876. Contava com 76 anos e faleceu vítima de pneumonia, sem assistência médica. O seu registro de óbito informa que foi sepultada no “Cemitério Público dessa vila”. Mas se de fato está no Cemitério Municipal de São Bento, não existe qualquer lápide que informe o local, a exemplo do que também acontece com outros ancestrais antigos.

Wilhelmine Witt e seu esposo tiveram, ao que se sabe, apenas filhas mulheres. Entre elas, minha trisavó Ida Bertha Labenz, que se casaria com Karl Giese, da Pomerânia, e que seriam pais do meu bisavô Rodolfo Giese. Suspeita-se que a família Witt fosse de origem protestante, enquanto que os Labenz eram católicos.

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162 Anos do Batizado de Felippe Soares Fragoso

Meu tetravô Felippe Soares Fragoso foi batizado na Lapa há 162 anos, ou seja, no dia 31.05.1846. Era filho de Manoel Soares Fragoso e Marciana Maria de Marafigo, casados em Curitiba, neto paterno de Theodoro Soares Fragoso e Feliciana Rodrigues França e neto materno de Pedro de Chaves de Marafigo e Águeda de Góes Ribeiro. Não tenho a data de batismo de todos os filhos de Manoel e Marciana, mas com certeza Felippe foi um dos últimos a nascer. Eu descendo também de sua irmã, Francisca Soares, que nasceu ainda em Curitiba em 1827.

Felippe Soares Fragoso casou-se em 1865 com Flora Lina Cavalheiro, filha de João Florido Cavalheiro e Eduvirgens de Pontes Maciel. Com ela teve três filhas conhecidas, entre elas minha trisavô Joaquina Fragoso Cavalheiro, esposa de Saturnino Fragoso d’Oliveira. Felippe ficou viúvo precocemente dela, e então casou-se novamente com Anna Muniz Santana. Esse casamento aconteceu na Lapa em 1883.  Não sei em que momento Felippe Soares Fragoso e família se mudaram para a região de Fragosos, no interior de Campo Alegre.

182 Anos do Casamento de Manoel Soares Fragoso e Marciana Maria de Marafigo

Foi no dia 30.05.1826 que se casaram em Curitiba meus antepassados Manoel Soares Fragoso e Marciana Maria de Marafigo, ele filho de Theodoro Soares Fragoso e Feliciana Rodrigues França, neto paterno de Domingos Soares Fragoso e Maria Dias Camacha, neto materno de Manoel Fernandes França e Maria de Chaves de Almeida, e ela filha de Pedro de Chaves de Marafigo e Agueda de Góes Ribeiro, neta paterna de Sebastiam de Marafigo e Julianna de Chaves de Siqueira, neta materna de Plácido de Góes Ribeiro e Quitéria Dias Cortês.

Ainda não achei o batizado do casal, para saber com maior segurança a idade que tinham, mas Manoel não tinha mais que 23 anos, pois seus pais foram casados em 1803. Um ano depois de casados, Manoel e Marciana tiverama primogênita Francisca Soares, minha pentavó. Depois disso, a família passou um tempo em Curitiba e se mudou para São José dos Pinhais, e posteriormente para a Lapa. Lá, nasceria também o filho Felippe Soares Fragoso, que também é meu ancestral - ou seja, eu descendo de dois filhos desse casamento que hoje completa 182 anos. Os descendentes do casal se mudariam para a região de Fragosos, que levou o nome, justamente, por causa das famílias que primeiro a ocuparam.

Publicado em: on 27.04.08 at 09:54 Comentários (0)
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149 Anos do Nascimento de Karl Giese

Meu trisavô Karl Giese nasceu no dia 30.05.1859, em Regenwald, na Pomerânia, ou numa aldeia das proximidades. Era o filho caçula do casal Johann Karl Giese e Emilia Wegner. Com apenas 13 anos imigrou para o Brasil com a sua família. Primeiramente, se mudaram para a Colônia Dona Francisca, atual Joinville. Em algum momento, Karl subiu a serra até São Bento do Sul, que só foi fundada depois que os Giese já estavam no Brasil. No registro de casamento de Karl Giese com Ida Bertha Labenz tem-se a informação que ele era morador em São Paulo. Ainda não me foi possível descobrir a razão dessa moradia na capital paulista. Com a esposa, o casal teve, entre outros, meu bisavô Rodolfo Giese.

61 Anos do Falecimento de Frederico Fendrich Filho

Eram por volta de 18h40 do dia 25.05.1947 quando faleceu meu bisavô Frederico Fendrich Filho, em sua própria residência na Rua Visconde de Taunay 39, em São Bento do Sul, vítima de  “miocardite no curso de febre tifóide”, conforme atestou o Dr. Pedro Cominese. Era filho de Friedrich Fendrich, sapateiro e primeiro professor do centro da cidade, e sua esposa Catharina Zipperer, que imigraram em 1875 para o Brasil. Aprendera com o pai o ofício de sapateiro, tomando conta de “Sapataria Fendrich”. Contava então com 65 anos, e estava casado há 38 com Anna Roesler, filha dos imigrantes Johann Rössler e Amalia Preussler. O sepultamento seguiu para o Cemitério Municipal, e seu corpo foi sepultado no mesmo túmulo do pai, e onde posteriormente também descansaria Anna Roesler, falecida 21 anos depois.

Frederico Fendrich Filho e sua esposa Anna Roesler tiveram 14 filhos, dos quais apenas duas estão vivas. Há pouco tempo, faleceu Erna Fendrich, casada com Sebastião Sthäelin. E no passado faleceu o meu avô Herbert Alfredo Fendrich.

Ao que parece, Frederico Fendrich Filho gostava bastante de assuntos relacionados à história de São Bento. Destacou-se na Sociedade Atiradores da cidade. Chegou a exercer o cargo de vereador, quando ele não era remunerado. Participou da Sociedade Auxilidade Austro-húngara, da qual o pai havia sido presidente. Foi também o idealizador da primeira carroça fúnebre da cidade, sendo ele próprio o seu condutor na maioria das vezes. Em sua homenagem, há uma rua em frente do Hotel Urupês, ao lado da Sociedade Literária São Bento.

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198 Anos do Nascimento de Anna Singer

No dia 24.05.1810, na Bavária, nasceu minha ancestral Anna Singer. Ela viria a se casar com Georg Pfeffer, com quem teria minha ancestral Barbara Pfeffer. Essa, depois de casada com Anton Mühlbauer e já com vários filhos, imigrou para São Bento do Sul no ano de 1877.

Almoço de Família

Em 13 de julho de 1958, houve um almoço na casa de meus bisavós Rodolfo Giese e Catharina Bail, em Campina dos Crispim, Piên, onde também moravam meus avós Herbert Alfredo Fendrich e Dóris Isolda Giese. Foi convidada a família de José Fendrich Sobrinho, irmão de Herbert, e casado com Maria Tereza Linzmeyer. O prato servido foi churrasco de cabrito. Herbert, que havia tocado com a Banda Treml em Joinville na noite anterior, conseguiu chegar em casa a tempo, ao meio-dia.

181 Anos do Batizado de Francisca Soares

Minha pentavó Francisca Soares foi batizada em Curitiba no dia 14.05.1827. Era a primeira filha do casal Manoel Soares Fragoso e Marciana Maria de Marafigo, neta paterna de Theodoro Soares Fragoso e Feliciana Rodrigues França, que foram seus padrinhos, e neta materna de Pedro de Chaves de Marafigo e Águeda de Góes Ribeiro. Francisca se mudou com seus pais, irmãos e avós para a cidade da Lapa, onde se casou com Hermenegildo Rodrigues de Oliveira. Com ele, teve meu tetravô Generoso Fragoso de Oliveira, um dos primeiros moradores da região de “Fragosos”, no interior de Campo Alegre.

142 Anos do Casamento de Generoso Fragoso d’Oliveira e Leopoldina Maria de Almeida

Foi no dia 12.05.1866 que se casaram meus tetravós Generoso Fragoso de Oliveira e Leopoldina Maria de Almeida, sendo ele natural da Lapa, filho de Hermenegildo Rodrigues de Oliveira, já falecido, e Francisca Soares, e ela de São José dos Pinhais, filha de Joaquim Rodrigues de Almeida e Maria Calisto. Contava Generoso com 20 anos e Leopoldina com apenas 16. O casamento aconteceu em São José dos Pinhais, onde morava a família da noiva, e onde moraram alguns ancestrais de Generoso, antes de migrarem para a Lapa. Havia grande intercâmbio entre as duas cidades. Generoso e Leopoldina, já com alguns filhos, estão entre os primeiros casais que povoaram a região que, em homenagem à essas família, ficou conhecida como “Fragosos”, nome que ostenta até os nossos dias.

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Famílias Roesler da Boêmia

Tenho registrado as seguintes famílias Roesler na Boêmia, sem que tenha sido possível estabelecer ainda uma relação com os meus Roesler que imigraram para São Bento do Sul/SC:

Franz Roesler, nascido em 1785 em Schlag, Boêmia. Casou-se em 1812 com Barbara Wuensch, nascida em 1790 em Gablonz
 
Maria Elisabeth Roesler, nascida em 1737 em Gablonz e falecida em 1805, casada com Johann Wenzel Wuensch.
 
Catharina Roesler, casada com Wenzel Neumann, tiveram o filho Franz Neumann, nascido em Pollaum, Boêmia, em 1838.
 
Herepir Rossler, casada com Anton Wüsnch, tiveram Joseph, nascido em 1855 em Gablonz.
 
Anna Rosina Rossler, nascida em Johannesberg em 1712 e falecida em 1760, casada com Heinrich Wünsch (1712-1783).
 
Johanna Rosler, casada com Franz Heiderich, tiveram Anna, nascida em 1836 em Johannesberg, falecida em Gablonz em 1921.
 
Maria Anna Rossler, casada com Franz Nosswitz, tiveram Josef, nascido em 1818 em Gablonz, falecido em 1901.
 
Antônio Roesler, casado com Paulina Holdemburk. Tiveram Olga, nascida em Imbituva em 1900.
 
Joseph Roessler, nascido por volta de 1760 em Gruenwald, casado com Theresia Roggin.

Meus ancestrais são Franz Rössler, casado com Antônia Lang, filho de outro Franz Rössler, casado com Klara Preissler.

112 Anos do Nascimento de Catharina Bail

No dia 03.05.1896, em São Bento do Sul, nasceu minha bisavó Catharina Bail, filha dos imigrantes Benedikt Beyerl e sua segunda esposa Catharina Brandl, neta paterna de Maria Beyerl e neta materna de Josef Brandl e Anna Schweinfurter. Com 14 anos, Catharina perdeu a mãe, de quem herdou o nome. Teve vários irmãos. Em 1921, casou-se com meu bisavô Rodolfo Giese, filho dos imigrantes Karl Giese e Ida Bertha Labenz. Com ele, passou a morar na localidade de Campina dos Crispim, no município de Piên. Faleceu, já viúva, no ano de 1974. Teve quatro filhos, dos quais dois ainda vivem.

Publicado em: on 27.04.08 at 09:54 Comentários (0)

152 Anos do Nascimento de Benedikt Beyerl

No dia 30.04.1856 nascia o meu trisavô Benedikt Beyerl, filho natural de Maria Beyerl. Era de Holzchalg, na Boêmia, e foi batizado em Gutwasser, nas proximidades. Teve, ao que se sabe, ao menos mais uma irmão, chamada Barbara Beyerl, casada com Franz Pöschl. Imigrou ao Brasil em 1874, a bordo do Navio Shakespeare. Em São Bento do Sul, casou-se com Anna Maria Neppel, uma paixão que nasceu na Boêmia, sempre contrariada pelos pais da noiva. Viúvo dessa, casou-se com minha trisavó Catharina Brandl, que havia imigrado, ainda criança, pelo menos navio de Benedikt.

A data de sua lápide no Cemitério Municipal aponta como dia de nascimento 30.04.1854. Dois anos antes, portanto. Cremos que há aí um equívoco, naturalmente involuntário. As datas apontadas em registros sempre colocam o nascimento de Benedikt pra em torno de 1856. O seu segundo casamento, em 1886, por exemplo, diz que tinha trinta anos (apesar do casamento ter sido em fevereiro, e o aniversário dele ser em abril). A sua certidão de óbito, por sua vez, ocorrido em 24.02.1928, afirma que possuía 71 anos de idade. Novamente, chegamos até 1856 como ano de nascimento.

Bemedikt ficou famoso na historiografia local por ter sido o noivo do primeiro casamento boêmio da cidade, e por toda a história shakesperiana que havia por trás desse matrimônio. Deve ter passado uma vida muito sofrida, pois cedo consta que ficou órfão. Morreu viúvo de duas esposas.

Recentemente, descobriu-se que fez parte da Sociedade Auxiliadora Austro-húngara, coisa que nenhum historiador da cidade havia conseguido saber ainda.

165 Anos do Nascimento de Friedrich Fendrich

No dia 24.04.1843, em Lomnitz, na Boêmia, nasceu meu trisavô Friedrich Fendrich, filho de Franz Fendrich e Maria Magdalena Trnka. Desconheço seus possíveis irmãos. Em algum momento, Fendrich se mudou para Viena, onde se casou com Catharina Zipperer. Com ela, e já com uma filha, Hedwiges Fendrich, imigrou para o Brasil em 1875. É o primeiro Fendrich brasileiro. Já em São Bento do Sul, cuidou da sua sapataria e foi o primeiro professor das crianças alemãs da cidade, por quase três anos. Posteriormente, foi presidente da Sociedade Auxiliadora Austro-húngara. Faleceu em 1906 e recebeu em sua homenagem o nome da escola “Frederico Fendrich”, em Serra Alta.
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Quanto aos seus antepassados, a exceção dos pais, o resto ainda é um mistério. Um pesquisador tcheco garantiu não ter encontrado evidência alguma de membros da família Fendrich nas cidades chamadas “Lomnitz” na República Tcheca (há mais de uma). O nome da mãe, “Trnka”, é visivelmente de origem tcheca, o que supõe alguma relação dos Fendrich por aquelas bandas. Faltam, no entanto, maiores evidências que permitam avanços à pesquisa.

131 Anos de Imigração dos Hannusch e Mühlbauer

No dia 22.04.1877, chegou ao porto de São Francisco do Sul o Navio Rio, que trouxe, entre os seus imigrantes, a família de Wenzel Hannusch e a de Anton Mühlbauer, ambos meus antepassados. As famílias conseguiriam lotes vizinhos, e se uniriam através de casamentos entre irmãos: Franz Hannusch com Catharina Mühlbauer e Johann Hannusch com Bárbara Mühlbauer. Os descendentes da família Hannusch encontram-se, a maior parte, na região de Fragosos. Os Mühlbauer se expalharam por outros pontos da região, como Serra Alta. Ao chegarem ao Brasil, assim como acontecia com todos os imigrantes, nutriam a esperança de legar melhores condições de vida aos seus descendentes, uma vez que na Europa não passavam de serviçais mal-pagos.

283 Anos do Batizado de Julianna de Chaves de Siqueira

Minha ancestral Julianna de Chaves de Siqueira foi batizada em Curitiba no dia 21.04.1725. Ela era filha de Francisco de Anhaya de Almeida e Maria Martins de Ramos, neta paterna de Paulo de Anhaya Bicudo e Ignez de Chaves da Silva, e neta materna de Salvador Martins Leme e Isabel Fernandes de Siqueira; Salvador era filho ilegítimo de Matheus Martins Leme, o Capitão Povoador de Curitiba. No ano de 1744, também em Curitiba, casou-se com Sebastiam de Marafigo, italiano de Gênova, filho de José de Marafigo e Maria de Jesus. Entre os filhos do casal está Pedro de Chaves de Marafigo, de quem descendo.

Família de Ignácio Preto Bueno

Minha ancestral Maria Dias Camacho foi deixada na porta da casa de Ignácio Preto Bueno quando nasceu. Ela era filha de Francisco Dias Camacho e possivelmente de uma índia. Assim o cremos porque, em 1765, ela viria a se casar com Domingos Soares Fragoso, que era mameluco, e também ilegítimo. A escolha de Francisco, ou de quem quer que tenha sido, sobre a casa onde largariam a filha, parece ter sido definida pelos padrões sociais da época: a família de Ignácio Preto era uma das mais abastadas de Curitiba e, assim, poderia cuidar melhor da criança abandonada.
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Ignácio Preto Bueno era filho de Inocêncio Preto Moreira e Joanna de Franca, naturais de São Paulo (Genealogia Paranaense, Vol. I .160). Faleceu em 1760, conforme Silva Leme (Vol. I p. 438).
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Ele era casado com Luzia Cardoso de Leão, falecida em Curitiba no ano de 1792, filha de João Cardoso de Leão e Luiza ou Thereza Corrêa Guedes Brito, neta paterna de Domingos Cardoso de Leão e Ignez de Faria (Genealogia Paranaense, Vol. I p. 305). O casal teve os seguintes filhos:
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1. Joanna França Moreira, casada com Pedro Antonio Moreira, de Lisboa, filho de Antônio Martins e Theresa Maria (Genealogia Paulistana, Vol. I p. 438).
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2. Isabel Bueno, casada com o Alferes João Simões da Costa, filho de Manoel Simões Correa e Caetana da Costa, da Ilha Terceira (id).
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3. Manoel Preto Bueno, casado com Luzia de Chaves de Almeida, filha de João de Chaves Siqueira, de Itu e Bárbara Rodrigues da Cunha (Genealogia Paranaense, Vol. I p. 160 e Vol. III p. 58 8)
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4. Antonio de Oliveira Preto, casada com Isabel Rodrigues França ou Coutinho (id, Vol. III p. 590), filha de Domingos Gonçalves Padilha e Anna de Mello Coutinho, neta paterna de Manoel Gonçalves de Siqueira e Paula Rodrigues França, ambos de Paranaguá, e neta materna de Francisco de Mello Coutinho, de São Paulo, e Izabel Luiz Tigre , de Curitiba (id, Vol. I p. 161 e Vol. III p. 575)
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5. Ignacio José Preto, casado com Maria Rodrigues Pinto, filha do Capitão Estêvão Ribeiro Bayão e de Feliciana Fernandes dos Reis, neta paterna do Capitão Antônio Ribeiro da Silva e Maria de Siqueira de Almeida, e neta materna de João Martins Leme e Catharina Rodrigues Pinto. (id, Vol. I p. 294)
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6. Maria de França ou Franco, casada com João Coelho Borges, natural da Ilha do Pico, filho de Francisco Coelho e Catharina Pereira (Genealogia Paulistana, Vol. I p. 439)
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7. João Preto de Oliveira, casada com Francisca Leme de Jesus
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8. Anna de Oliveira Preto, casada com Manoel Rodrigues Coura, filho de Francisco Rodrigues Coura e Lucrécia Leme (id, Vol. I p. 440)
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9. Escolástica de Oliveira Preto, casada primeiro com Gabriel Fernandes de Moraes, filho do capitão Gabriel Fernandes de Mendonça e Theresa Leite de Moraes (id). e depois com José Rodrigues de França, filho de Francisco Rodrigues Barbosa ou Coura e Victoria Rodrigues de França, neto paterno de outro Francisco Rodrigues Coura e Lucrécia Leme de Brito, de Guaratinguetá (Genealogia Paranaense, Vol. III p. 585) e neto materno de Domingos Gonçalves Padilha, falecido em Tamanduá, e Anna de Mello Coutinho (id, p. 575).
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Além desses nove filhos tidos com sua esposa, todos mencionados nas Genealogias Paulistana e Paranaense, a primeira ainda lhe dá dois filhos naturais, dos quatro que teve, e que eram os únicos ainda vivos em 1760, quando Ignácio faleceu:
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10. Catharina, moradora em São Paulo.
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11. Silvestre Bueno, casado e morador em Curitiba.
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Não sei dizer ainda se o inventário de Ignácio Preto Bueno faz alguma refência a Maria Dias Camacho. Quando Maria se casou, em 1765, Ignácio já era falecido há cinco anos. Ela e seu esposo Domingos Soares Fragoso tiveram uma filha chama Anna Soares, que se casou com João Rodrigues França, também filho de Francisco Rodrigues Coura e Victoria Rodrigues de França, assim como José Rodrigues França, esposo de Escolástica Preto, número 9 acima. Antônio de Oliveira Preto, número 4, casou-se com Izabel Rodrigues Coutinho, que era irmã de João e José Rodrigues França. Já Anna de Oliveira Preto (nº 8), casou-se com um tio desses três irmãos, Manoel Rodrigues Coura. Disso tudo, concluo que Maria Dias Camacho ainda mantinha alguma espécie de relação com o círculo social da Família Preto Bueno, mesmo depois de já ter sido casada. Havia, naturalmente, um “desnível” em relação aos demais nomes, uma vez que Maria apenas foi criada por eles, não sendo filha. Anna Soares, a filha de Maria, descendia de um casal de filhos ilegítimos, possivelmente ambos mamelucos. Apesar disso, conseguiu matrimônio com João Rodrigues França, uma pessoa “da sociedade” na época, e de uma família que mantinha relações com a família que a criou. Essa é a única menção de membros da família Soares Fragoso em toda a Genealogia Paranaense, que, naturalmente, privilegia as classes mais abastadas e os laços familiares mais tradicionais.
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Ainda não se sabe a que tipo de tratamento Maria Dias Camacho estava submetida na casa de Ignácio Preto e sua esposa. O fato é que ela conseguiu sobreviver a um abandono por parte dos pais, arrumou casamento - com pessoa do seu nível social, é verdade - e alcançou provecta idade, tendo grande descendência. Todos os Fragoso de Campo Alegre, Piên, São Bento do Sul, Canoinhas, Concórdia, Lapa, Curitiba e outras cidades onde o nome é comum, são descendentes dessa mulher.
Publicado em: on 27.04.08 at 09:54 Comentários (0)
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27 Anos do Falecimento de Francisca da Silva

No enterro da minha bisavó Rozina Hannusch, dia 16.04.1980, minha outra bisavó, Francisca da Silva, havia dito que no ano seguinte seria a vez dela. Com uma precisão incrível, a 20.04.1981, portanto um ano e quatro dias depois, também ela veio a falecer. Segundo a certidão de óbito, ele faleceu às 15h da tarde, de “morte natural, sem assistência médica”, na sua residência em Fragosos. Contava com 81 anos, e era filha de Francisco e Quintiliana da Silva. A sua passagem foi rápida: alguns poucos dias de cama e logo acabou falecendo. Em seus últimos dias, estava com uma ferida na testa que aumentou consideravelmente de tamanho, e que talvez tenha infeccionado, segundo conta a família. A causa talvez tenha sido algo generalizado. Francisca teve três filhos com Antônio Correia dos Santos, há muito tempo já falecido, sem que, no entanto, fossem casados. Seu sepultamento seguiu para o Cemitério de Fragosos. No mesmo túmulo, foi sepultado em setembro de 2007 meu avô Luiz da Silva, último dos filhos de Francisca.

28 Anos do Falecimento de Rozina Hannusch

Faleceu há 28 anos, no dia 16.04.1980, minha bisavó Rozina Hannusch, contando com 71 anos de idade. Era filha dos imigrantes alemães Johann Hannusch e Bárbara Mühlbauer, neta paterna dos também imigrantes Wenzel Hannusch e Anna Trojan, e neta materna de Anton Mühlbauer e Barbara Pfeffer. Nasceu e sempre morou na região de Fragosos, interior de Campo Alegre. Ela já estava viúva de Luiz Thomé Fragoso, e morava em companhia da filha mais nova, Otília Fragoso, que dispensava cuidados a ela quando começou a ficar doente. Quando a sua situação piorou, tentou-se ainda levá-la de carro até o hospital. Rozina, no entanto, acabou falecendo durante o trajeto. O sepultamento seguiu para o Cemitério de Fragosos.

148 Anos do Nascimento de Johann Rössler

No dia 14.04.1860, em Gablonz, norte da Boêmia, nasceu meu trisavô Johann Rössler, filho de Franz Rössler e Antonia Lang, neto paterno de outro Franz Rössler e Klara Preissler, e neto materno de Josef Lang e Barbara Wawrich. Johann imigrou sozinho para o Brasil em idade muito nova. Na viagem ao Brasil, conheceu Amalie Preussler, aquela que se tornaria a sua mulher, e que era sete anos mais velha. Johann faleceu jovem, aos 45 anos, quando fazia a derrubada de uma mata e uma árvore de bracatinga caiu sobre ele.

Resgate Histórico na Lapa

BEM PARANA de 25.03.08

(http://www.bemparana.com.br/index.php?n=62505&t=iphan-faz-resgate-historico-na-lapa)

Carlos Simon

Dona de um rico patrimônio histórico, a Lapa abriga desde a segunda-feira um projeto para desvendar a parcela de sua história escondida no subsolo. Uma equipe de 15 pesquisadores do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), ligado ao Ministério da Cultura, dá a largada ao resgate arqueológico no centro e arredores da cidade, com fins educativos e turísticos.

Os trabalhos práticos no Centro Histórico concentram-se na escavação de uma antiga fonte que será incorporada a uma nova praça, no limite da área tombada pelo Iphan. Enquanto recuperam a fonte do século 19, pesquisadores abrirão o espaço para o público e estudantes locais. “Assim aproximamos a arqueologia da comunidade, o que raramente ocorre”, afirma o arqueólogo Paulo Zanettini, chefe da equipe do instituto.

Paralelamente ao projeto, cerca de 10 técnicos do Iphan, vindos de diversas regiões do País, participarão de um curso de capacitação e treinamento específico para a arqueologia realizada em áreas urbanas. O instituto pretende ainda formar uma cultura arqueológica da Lapa, com formação profissional e instalação de laboratórios, mostrando os ganhos culturais e turísticos da atividade.

“Lapa tem quase 240 anos de história, ligada à instalação do ciclo do tropeirismo que ligava o Sul com o Sudeste País. Ela ficava às margens da Estrada da Mata, justamente o antigo caminho que ia de Viamão, no Rio Grande do Sul, à Sorocaba, em São Paulo. Deste modo, há diversas representações desse patrimônio histórico e arqueológico, excelentes para exemplificar diferentes períodos e costumes”, diz Zanettini, que considera o patrimônio lapeano um dos mais belos e bem preservados do País.

“É uma cidade rica em potencial turístico. Quantas cidades brasileiras com menos de 50 mil habitantes possuem 7 museus e um belo teatro do século 19? Além, é claro, do patrimônio arqueológico que ainda está escondido nas antigas fazendas e no subsolo da área urbana. É um patrimônio incrível que trará um pedaço da história do Brasil, através do cotidiano do povo paranaense’, completa.

Em outra frente, equipes vão mapear sítios arqueológicos nos arredores da cidade — alguns de até 8 mil anos. “Temos oito sítios cadastrados no Paraná, mas alguns deles não são pesquisados. O Estado tem riqueza pré-histórica muito grande”, afirma Zanettini. Os locais preservam vestígios das primeiras comunidades que habitaram o Estado, atraídos pelas boas condições climáticas e de subsistência na região. As equipes do Iphan devem ficar na cidade por 10 dias.

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158 Anos do Batizado de Leopoldina Mª de Almeida

Foi no dia 10.04.1850 que minha tetravó Leopoldina Maria de Almeida, filha de Joaquim Rodrigues de Almeida e Maria Calisto, foi batizada em São José dos Pinhais. Na mesma cidade, Leopoldina se casou com Generoso Fragoso d’Oliveira, natural da Lapa. E com a família formada, mudou-se para a região que posteriormente seria chamada de “Fragosos”, nome que ostenta até os nossos dias.

Aniversário de Herbert Alfredo Fendrich

Meu avô completaria hoje 78 anos. Falecido em 30 de julho do ano passado, deixou um importante legado para sua família e para a cidade. Participou ativamente de várias atividades culturais, especiamente na música, e possuía bastante interesse histórico - dele, certamente, herdei o gosto. Grande foi o seu destaque na Banda Treml, onde tocou por 35 anos e deixou cuidadosos diários sobre ela. O canto coral também foi uma de suas paixões. Sempre se mostrava disposto a ajudar a todos que estivessen interessados em descobrir alguma coisa do passado de São Bento - inclusive eu, ajudado por inúmeras vezes quando pouco ou nada sabia sobre a cidade e sobre os familiares mais distantes. Futuramente, Herbert deve receber como homenagem o nome de uma das ruas de São Bento do Sul. Eis seu registro de nascimento:
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“Certifico que a fls 119v do livro N. 22 de registros de nascimentos, sob o termo N. 239, foi lavrado em 15 de abril de 1930 o registro do nascimento de Herberto Alfredo Fendrich, nascido em cinco (5) de abril de mil novecentos e trinta (1930), às 23 horas, à rua Argôlo, nésta Vila, do sexo masculino, de côr branco, filho de Frederico Fendrich, natural dêste Município e de Anna Fendrich, natural dêste município, domiciliados e residentes à dita estrada Argôlo, nêste Districto; sendo os avós paternos Frederico Fendrich e Catharina Fendrich e maternos João Roesler e Amalia Roesler. Foi declarante o próprio pai e serviram de testemunhas Paulo Grossl e Jorge Rank.
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O referido é verdade e dou fé.
Serra Alta, 25 de Junho de 1947.
Erico Bollmann, Oficial do Registro Civil.”
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Obs: A certidão de que tenho xerox, cópia datilografada do original manuscrito, foi tirada durante o pouco tempo em que a cidade foi chamada “Serra Alta”, logo depois voltando ao nome de sempre, com o complemento “do Sul”.

117 Anos do Nascimento de Anna Roesler

No dia 02.04.1891 nasceu em São Bento do Sul minha bisavó Anna Roesler, filha dos imigrantes Johann Roesler e Amália Preussler. Anna casou-se com Frederico Fendrich Filho, e foi pessoa conhecida na comunidade, sempre ajudando em atividades comunitárias. Anos depois, foi homenageada com o nome de uma das ruas de São Bento do Sul.
Publicado em: on 27.04.08 at 09:54 Comentários (0)
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Hospital Nossa Senhora da Luz


Essa é fachada atual do Hospital Nossa Senhora da Luz, em Curitiba, onde há 64 anos faleceu meu bisavô Antônio Correia Santos, de “debilidade mental e insuficiência cardio-renal”. O site do Hospital é: http://www.pucpr.br/saude/alianca/ns_luz/index.html

64 Anos do Falecimento de Antônio Correia Santos

Às 11h do dia 31.03.1944, no Hospital Nossa Senhora da Luz, em Curitiba, faleceu meu bisavô Antônio Correia Santos. Contava com apenas 41 anos de idade. A causa apontada pelo médico Dr. João Carmeliano de Miranda foi debilidade mental e insuficiência cardio-renal. Quem declarou seu óbito foi Teófilo Pasternak - não sei ainda de quem se trata. Na verdade, a família do meu avô Luiz da Silva, filho de Antônio, é a que menos tenho informações. Ao mesmo tempo, é motivação suficiente para tentar descobrir mais. Assim é que pesquisei sobre o Hospital Nossa Senhora da Luz e descobri que desde 1903 ele trata de pessoas com transtorno mentais - esse seria o caso de Antônio também, vítima de “debilidade mental”. O conceito de debilidade mental vem da psicologia clássica, e é definido exatamente por aquilo que parece ser: um déficit na capacidade intelectual da pessoa. Naturalmente, é uma definição generalista, sem considerar as inúmeras particularidades que distinguem esses pobres homens. Não faço idéia de quais eram os problemas que meu bisavô Antônio Correia Santos tinha, nem quando começaram, nem de que modo afetavam a sua vida cotidiana. Há de se considerar que há duas causas apontadas pelo médico, sendo que a outra era insuficiência cardio-renal - que, a princípio, não parece ser alguma coisa relacionada com debilidade mental. Papéis antigos do Hospital, se existirem, podem auxiliar de alguma maneira. Entrei em contato com eles, mas sem muita esperança de ser respondido. Antônio foi sepultado no Cemitério do Água Verde, mas não creio que consiga encontrar lápide.

Honório Soares Fragoso e o Cel. Miguel Fragoso

Há algum tempo fiquei sabendo da existência de um certo Miguel Soares Fragoso, ou apenas Miguel Fragoso, e que teria sido personalidade de destaque. O livro de Celso Martins “O Mato do Tigre e o Campo do Gato” o menciona. Eu sabia, através do familysearch, que Miguel era filho de Honório Soares Fragoso e Maria do Pilar. Esse Honório representava verdadeiro mistério nas minhas pesquisas, já que eu tinha o nome de 12 filhos seus, e no entanto ainda não sabia em que lugar da família ele se encaixava. Uma consulta nos livros da Igreja de Curitiba, semana passada, fez com que a dúvida fosse finalmente desfeita. Achei o batismo de Honório, onde encontrei o nome dos seus pais. Levantei, do mais obscuro recolhimento, um acontecimento de 1815. Quase nada em termos de história, mas muito tempo numa sociedade que esquece rapidamente. Mais do que isso, pude compartilhar a descoberta com o autor da obra citada, ressaltando a comprovação de que Miguel tinha sangue indígena, e também a outros descendentes de Honório, que de repente se vêem “conectados” ao resto da árvore que eu já havia compilado. Eis um esboço de alguns dos ancestrais mais próximos de Miguel (os números 8, 9, 16, 17 e 18 também são meus ancestrais):
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1. Miguel Soares Fragoso nasceu em Rio Negro por volta de 1856. Casou-se na mesma cidade a 17.05.1874 com Maria Vieira Machado, filha de Manoel Vieira Machado e de Anna do Rosário.

Miguel foi Coronel da Guarda Nacional, “combatente da Revolução Federalista, tendo ingressado nas tropas de Gumercindo Saraiva”, conforme Celso Martins em seu “O Mato do Tigre e o Campo do Gato” (2007, p. 49). Como assinala o Frei Tambosi em citação de Martins, deve-se ao seu nome e a sua ação a nomenclatura “Lageado dos Fragoso” dada a uma das mais antigas regiões de Concórdia, onde Miguel teria chegado por volta de 1900 e permanecido 18 meses nos campos do Irani. Martins cita Thomé que afirmou que Fragoso era amigo dos principais fazendeiros da região, “muitos deles ex-maragatos, como o coronel Domingos Soares, líder político em Palmas” (THOMÉ 1999, apud MARTINS 2007). O Frei Tambosi diz que Miguel era homem religioso e que mandou construir uma capelinha em honra a Nossa Senhora da Conceição. Miguel Soares Fragoso foi apontado “como o comandante dos caboclos no combate de 22 de outubro de 1912 em Irani, figurando ao lado de Miguel Fabrício das Neves” (MARTINS, 2007 p. 50). Os depoentes declararam que ele não tomou parte no referido combate. Martins lembra que “a má fama de Fragoso se espalhou rapidamente e chegou à historiografia paranaense”, onde é tratado como “figura sombria” e “indigitado cabecilho da malta assassina”. Teria escapado da prisão pela proteção do coronel Domingos Soares.

São ascendentes conhecidos de Miguel Soares Fragoso:

2. Honório Soares Fragoso. Nasceu em Curitiba, onde foi batizado no dia 24.01.1815 (Livro 14, p. 59v), tendo como padrinhos Mariano Cardoso e Maria Antônia Teixeira, mulher de Francisco Soares. Casou-se com Maria do Pilar (segundo todos os registros de seus filhos) ou Maria Cavalheiro (segundo a Lista Nominativa de Villa Nova do Principe no ano de 1850). Quanto o Cel. Miguel nasceu, Honório e Maria já contavam com ao menos 8 filhos. Estava Honório com cerca de 41 anos. Em 1850, Honório, descrito como “pardo”, não sabia ler nem escrever, e estava morando com a família na cidade da Lapa. Em algum momento mudaram-se para Rio Negro, onde faleceu a esposa de Honório. Algum tempo depois, ele voltaria a se casar, a 08.06.1868, dessa vez com Anna Maria de Jesus, da Lapa, filha de Antônio Lisboa e Rosa Palhano, com quem também teria uma filha.

3. Maria do Pilar. A mãe de Miguel Soares Fragoso faleceu antes de 1868, quando ele contava com mais ou menos 12 anos. Com seu esposo teve ao menos doze filhos.

4. Antônio Soares Fragoso. Também natural de Curitiba, onde se casou no dia 30.06.1795 com Floriana de Chaves de Almeida.

5. Floriana de Chaves de Almeida.

8. Domingos Soares Fragoso. Casou-se em Curitiba no dia 30.10.1765 (Livro 3 p. 19v) com Maria Dias Camacho, tendo como testemunhas Miguel Pereira e Manoel Rodrigues. A Lista Nomitativa de Curitiba referente ao ano de 1776 aponta um Domingos Soares, com 27 anos, no rol dos homens casados na cidade.

9. Maria Dias Camacho. Ao nascer, foi exposta na casa de Ignácio Preto, família afortunada financeiramente. Possivelmente fosse filha de indígenas, como também o era seu esposo.

10. Theodoro Esteves dos Reis, casado em Curitiba no ano de 1751 com Ignez de Chaves de Almeida. Filho de Balthazar Carrasco dos Reis, o neto, e de Margarida Esteves dos Reis.

11. Ignez de Chaves de Almeida. Filha de João de Chaves de Almeida e Bárbara Rodrigues da Cunha. Com ascendência que segue conforme Silva Leme (Vol. IV p. 416).

16. João Soares Fragoso, natural de Taubaté, e que se mudou para Curitiba, onde foi casado a 04.02.1745 com Ignez de Chaves da Silva. O seu filho Domingos, no entanto, é fruto da relação com a índia Páscoa das Neves, administrada de seu sogro.

17. Páscoa das Neves, índia, administrada de João de Siqueira.

18. Francisco Dias Camacho. Apontado no registro de casamento de Maria Dias Camacho como seu pai, mas por ele não criada, uma vez que foi exposta.

281 Anos do Nascimento de Josef Pfeffer

No dia 12.03.1727 nasceu meu heptavô Josef Pfeffer, filho de Peter Pfeffer e Margareth Hauser. Josef teria se casado mais de uma vez (possivelmente três). A esposa que é minha ancestral se chama Anna Maria Laurer. Com ela, teve o filho também chamada de Josef Pfeffer, meu hexavô. Os Pfeffer habitavam a região de Eschlkam, Bavária, Alemanha.
Publicado em: on 27.04.08 at 09:54 Comentários (0)
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43 Anos do Falecimento de Rodolfo Giese

Foi no dia 07.03.1965 que faleceu meu bisavô Rodolfo Giese, casado com Catharina Bail. Era comerciane em Campinas dos Crispim, Piên, e foi também sapateiro. Teve três filhos e uma filha. Seu passamento aconteceu na casa de seu filho Ermelino, em Rio Negrinho. Rodolfo Giese foi sepultado no Cemitério Municipal de São Bento do Sul, no mesmo túmulo de seu sogro Benedicto Bail, onde também repousaria sua esposa Catharina, falecida 9 anos depois.
Publicado em: on 27.04.08 at 09:54 Comentários (0)

293 Anos do Casamento de Peter Pfeffer

No dia 04.03.1715, se casaram em Eschlkam, na Bavária, meus octavôs Peter Pfeffer e Margareth Hauser. São esses nomes um verdadeiro achado nas minhas pesquisas, já que é difícil avançar gerações nas famílias de imigrantes. Esse casal teve meu ancestral Josef Pfeffer, casado com Anna Maria Laurer. Descendentes dos Pfeffer imigraram para os Estados Unidos, onde possuem considerável descendência.
Publicado em: on 27.04.08 at 09:54 Comentários (0)

Sovas de Pau

Já tivemos oportunidade de tratar dessa nota da Legalidade, mas com a imagem ela fica ainda mais curiosa. O texto fala por si só sobre aqueles tempos.

Publicado em: on 27.04.08 at 09:54 Comentários (0)

62. Barbara Pfeffer (1838-)

Minha tetravó Barbara Pfeffer nasceu em Kleinagn, na Bavária, às 11h do dia 09.12.1838, filha de Georg Pfeffer e Anna Singer, sendo madrinha uma Magdalena. Casou-se em 03.10.1868 com Anton Mühlbauer, com quem imigrou ao Brasil em 1877 e com quem teve os seguintes filhos: Theresia Mühlbauer, casada com Anton Fürst; Philipp Mühlbauer, casado com Rosalia Kellner; Franziska Mühlbauer, casada com Johann Augustin; Ludwig Mühlbauer, que não aparece na lista de passageiros, mas cujo registro de batismo foi encontrado na Bavária; Catharina Mühlbauer, casada com Franz Hannusch; e minha trisavó Barbara Mühlbauer, casada com Johann Hannusch. Como se vê pela foto ao lado, Barbara faleceu com avançada idade, mas ainda não sabemos precisar em que ano. Cremos que foi depois de 1920.
Publicado em: on at 09:54 Comentários (0)

A Sociedade Auxiliadora Austro-húngara

Seguindo a tradição de se criar “sociedades culturais, recreativas e beneficentes” em colônias alemãs (FICKER 1973), São Bento do Sul também teve as suas. Já em 1881 existia a Sociedade Literária, que perdura até os nossos dias. Outra que resiste é a Sociedade dos Atiradores, criada em 1895. E os velhos boêmios, que imigraram ao Brasil na década de 1870, também decidiram criar a sua Sociedade Auxiliadora. Verdade é que uma das motivações para essa criação foi o ciúme que tinham da Sociedade dos Soldados Veteranos, como Josef Zipperer (1954) não fez nenhuma questão de esconder. Essa outra agremiação reunia alemães ex-combatentes de batalhas, como “as guerras de 1864-1866” e a “grande guerra contra a França”, em 1870 e 1871 (Idem). Cheio de condecorações estampadas no peito, era com grande galhardia que os membros desfilavam pelas ruas de São Bento no dia 02 de setembro, quando lembravam a batalha de Sedan, na guerra de 1870.

Os boêmios, embora mais rústicos, também tinham os seus ex-combatentes. Havia alguns que lutaram nas guerras na Dinamarca, contra os Prussianos, em Sadwa, e mesmo na Itália. Não poderiam, naturalmente, fazer parte da outra sociedade, já que lá estavam apenas os alemães prussianos, que há pouco tempo ainda estavam em guerra contra os austríacos. Quiserem então fazer uma sociedade á parte, e criaram a Sociedade Auxiliadora Austro-húngara.

Ao que parece, não existem muitos registros sobre essa sociedade – já teriam sido encontrados se houvessem. De modo que sabemos muito pouco sobre ela, além dos relatos de Zipperer. Sabemos por dedução que sua criação se deu entre os anos de 1895 e 1898. Primeiro, porque Zipperer diz que quando da criação da Sociedade, já existia o grupo dos Atiradores, e ele foi criado em 1895. Segundo, porque o mesmo autor cita um episódio dessa Sociedade que aconteceu em 1898. Quanto à duração, tampouco nos é possível precisar, mas sabemos pelas atas da Sociedade de Cantores que ainda existia em meados de 1906.

Meu trisavô Friedrich Fendrich foi presidente da Sociedade. Não se sabe durante qual período, ou se houveram outros. A Sociedade tinha uma bandeira que misturava o verde-amarelo do Brasil com o amarelo-preto da dinastia dos Habsburgos, que por séculos governaram a Áustria, e ainda governavam quando da criação da Sociedade.

A grande festa dessa associação era no dia 18 de agosto. Portando, apenas alguns dias antes da festa prussiana. Nesse dia se comemorava o aniversário de Francisco José, o imperador austríaco. Como os prussianos, agora os boêmios também poderiam desfilar nas vias púlicas. Aqueles que eram ex-combatentes poderiam, igualmente, exibir orgulhosamente as suas condecorações.

Zipperer descreve uma dessas festividades, falando que antes do desfile, membros e familiares assistiam a uma missa. Os festejos começavam em seguida, animados por bandas que tocavam canções da Boêmia, terra de todos eles. Terminavam o dia na cervejaria de Johann Hoffmann, que era o secretário da Sociedade.

A sede da sociedade era o salão de Josef Zipperer. Nas comemorações do ano de 1898, houve então um baile nesse salão. Ele nunca havia ficado tão cheio, com os membros e suas famílias, que “na maioria eram simples lavradores” (ZIPPERER 1954). Os dançarinos tiveram que ficar separados em grupos. Por essas dificuldades, a sociedade decidiu trocar de salão, e optou pelo salão de Hermann Knop (um pomerano! Zipperer julgou isso como uma verdadeira desfeita).

Os livros não nos apontam muitas coisas a mais sobre a Sociedade, além da fajuta visita do cônsul alemão, forjada por Zipperer para se vingar da desfeita, e que já foi narrada aqui. Eis uma foto dos membros em 1900:

E quem eram esses membros? Infelizmente a maioria não é mais possível descobrir. O livro de Vasconcellos nos dá o nome de dois: o presidente Friedrich Fendrich, que é o quinto da primeira fileira, partindo da esquerda, e ainda o do secretário Johann Hoffmann. Esse era também cervejeiro, e teve a infelicidade de ser desafeto do Dr. Philipp Maria Wolf, que, nas suas críticas, dizia que fazia de parte de “agremiações idiotas”. Todos os outros fotografados são tratados como incógnitos. Mas algumas descobertas foram feitas. Por fontes de tradição familiar, sabemos também que faziam parte Aloís Schreiner e seu irmão Johann Schreiner. Aloís é provavelmente o terceiro da segunda fileira, partindo da direita. Seu irmão Johann provavelmente estava perto, podendo ser o que está antes dele. Mas isso ainda não é possível afirmar. Graças a foto de Benedicto Bail que recebi de Norma Huebl e ao olhar clínico de Rose Vidal Teixeira, descobri que também ele fez parte da Sociedade! Isso era totalmente desconhecido para mim, e ouso dizer