Friedrich Fendrich em Viena 2

Quando Friedrich Fendrich e sua esposa Catharina Zipperer deixaram a cidade de Viena, em 1875, o teatro Ringtheater ainda estava em pé. Na verdade, ele mal acabara de ser construído. As obras haviam se iniciado em 1872 e terminaram dois anos depois. A abertura oficial aconteceu em 17.01.1874, e o teatro se destinava a operas cômicas, em contraponto à seriedade do Wiener Hofober, outra casa de ópera da cidade. Em setembro de 1878, quando a família Fendrich não estava mais em Viena, o foco da casa mudou para as peças faladas, com óperas alemãs, italianas e variadas. O nome, então, foi mudado para Ringtheater.

Em 1881, a direção do teatro quis aumentar a capacidade de público do lugar, que já estava pequeno. Um arquiteto se viu forçado então a aumentar para cima a construção do teatro. As conseqüências foram desastrosas, pois no dia 08.12.1881, antes da apresentação do “Les contes d’Hoffmann” iniciou-se um incêndio que destruí totalmente o teatro, matando ao menos 384 pessoas que lá estavam para a apresentação.

Ruinas do Ringtheater, em dezembro de 1881

Como já estavam no Brasil há mais de seis anos, os Fendrich, naturalmente, nada viram desse incêndio ocorrido em Viena. Por essa razão, não entendemos e consideramos totalmente improcedente a afirmação de José Kormann de que Catharina Zipperer estava na capital austríaca no dia da tragédia.Em seu livro “O Tronco Zipperer”, Kormann afirma que Catharina era empregada na casa de um professor em Viena, e que ele não queria deixar os seus filhos irem ao Ringtheather naquela noite. A mãe, no entanto, permitiu que fossem escondidos, e o incêndio fez com que perecessem. Assim nos conta Kormann, que ainda afirma, equivocadamente, que a tragédia aconteceu dois anos depois, em 1883.

Ora, Catharina Zipperer e seu esposo Friedrich Fendrich estavam no Brasil desde 1875, e não há razão nem registro que nos levem a acreditar que tenham voltado para Viena depois disso. Em setembro de 1881, três meses antes do incêndio, nasceu em São Bento do Sul meu bisavô Frederico. Admitindo-se absurdamente que neste período eles voltaram para a capital da Áustria, a inquieta família já estaria de volta em 1883, quando batizaram o filho José em São Bento. Certamente não haveria dinheiro nem ânimo para tamanho empenho dar e, mesmo que houvesse, nada consta em livros de registros de passageiros.

Assim, não nos resta a menor dúvida de que a afirmação é falsa, pra não dizer totalmente absurda. Kormann não nos informa qual foi a sua fonte, e não me respondeu quando lhe perguntei sobre o assunto por correspondência. Praticamente nada se sabe sobre o passado da família Fendrich em Viena, mas uma coisa já é possível afirmar sem medo: eles não estavam lá quando o Ringtheater incendiou.

Published in: on 07/07/2010 at 11:23 PM  Comments (1)  
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Novo Endereço

O “Coisa Velha” mudou de endereço, e agora estará mais focado em assuntos pertinentes à história de São Bento do Sul. Eis o link: http://saobentonopassado.wordpress.com

Published in: on 15/12/2008 at 9:32 AM  Comments (7)  

Aldeia Natal dos Imigrantes I – Hammern

Da aldeia de Hammern, na Boêmia, imigraram para Sâo Bento do Sul as famílias Aschenbrenner, Augustin, Dorner, Dums, Eckl,  Ehrl, Fürst, Grossl, Jungback, Kollross, Liebl, alguns Linzmeyer, Oberhofer, Pscheidt, Puschinger, Rank, Rohrbacher, Rückl,  Schreiner, Stiegler, Stoeberl, Stueber, Tauscher, alguns Treml, e provavelmente outras.

Existe um site específico sobre o sul e a floresta da Boêmia. Nele, constam algumas informações sobre a história das vilas daquela região. Entre elas, a vila de Hamry, nome atual de Hammern. De lá, traduzo as seguintes informações sobre a vila:

HAMRY

 

A pequena vila Hamry é um centro bem conhecido de lazer na parte ocidental das montanhas Sumava (Bôhmerwald) no Rio Uhlava, cerca de 8 km a sudeste da cidade de Nyrsko.

A vila surgiu como um assentamento de ferreiros, próximo das minas de ferro. A primeira menção é de 1429. As fábricas de vidro foram fundadas ali na primeira metade do século XVIII. Hamry foi também uma sede do gabinete magistrado, na Idade Média.

O nome Hamry quer dizer “moinhos de ferro” e se origina do tempo da fundação do original assentamento de ferreiros.

A Igreja de Nossa Senhora das Dores (está “Sorrow”) surgiu da capela original em 1773. A única fonte talhada de um bloco de granito pode ser vista próxima da Igreja. Ela data de 1856 e tem cerca de 4m de comprimento e 1m de largura.

O compositor P. Stuiber nasceu e morreu em Hamry.

 

Mini-Contos de São Bento do Sul II

Os Maridos de Julia Roesler

 

Julia Roesler foi casada com José Peukert, que morava na Estrada do Lago. Algum tempo depois, seu marido faleceu. Ela voltou a se casar, dessa vez com Antônio Finke. Esse seu segundo marido também faleceu pouco tempo depois. Julia então se casou com José Raschel. E quando ficou viúva dele também, não voltou a se casar – embora tivesse recebido uma quarta proposta.

 

Original em: “História da Igreja Católica de São Bento”, de Alexandre Pfeiffer.

Published in: on 12/12/2008 at 8:21 PM  Deixe um comentário  
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1ª Igreja Luterana de São Bento do Sul?

É sabido pela historiografia de São Bento do Sul que a primeira Igreja Luterana de São Bento foi criada em 1887. Um diretoria provisória, composta pelos cidadãos Amandus Jürgensen, Otto Krause, Gustav Kopp, Friedrich Rathunde, Carl Mrosk, Hermann Lille, Hermann Hinke e Adolph Thomsen se reuniu na primeira assembléia geral extraordinária da Comunidade Evangélica de São Bento, em 12 de junho daquele ano. A descrição esmiuçada do que ficou estabelecido após essa reunião está presente a partir da primeira página do livro de atas.

Assim, parece claro que não existia uma Igreja Protestante na época. E não havia outras fontes que sugerisse ter havido alguma outra, em período anterior. Recentemente, no entanto, Brigitte Brandenburg citou um trecho da Gazeta de Joinville de 20/12/1877, na qual algum autor fala sobre assuntos da vida cotidiana de São Bento. E, em dado momento, fala também das Igrejas:

 

“O centro do nosso distrito progride, com quanto se façam sentir algumas necessidades. Já era tempo para termos uma igreja do gremio católico para veneração do culto divino, temos apenas uma insignificante ermida sem capacidade para a quarta parte dos fiéis que em dias santificados procuram cumprir os preceitos de nossa religião. A igreja protestante é mais espaçosa e em tudo mais regular, não obstante o número dos acatólicos ser menor.”

 

As referências feitas a respeito da Igreja Católica conferem com aquilo que é sabido pelos autores da história de São Bento. A primeira missa católica foi realizada em 08/03/1876. O cronista Josef Zipperer comparar a primeira Igreja ao estábulo onde Jesus nasceu – assim, provavelmente não podia abrigar muitos fiéis.

O que há de novo no trecho citado no jornal é, justamente, a citação de uma Igreja Protestante em São Bento do Sul, já em 1877 – dez anos antes daquela que é entendida como a primeira. Embora ainda não saibamos como tenha surgido essa Igreja, onde se localizava, quem foram seus idealizadores e quais eram as atribuições que cabiam a ela (poderia ser uma pequena casa de oração, sem pastor), a descoberta dessa fonte vem, de certa forma, sugerir novas investigações a respeito, a fim de melhor compreender a história da Comunidade Evangélica da Cidade, e complementar o bom livro de Alexandre Pfeiffer “História da Comunidade Evangélica Luterana de São Bento” (1999).

Os jornais antigos de Joinville estão recheados de informações que auxiliam no entendimento da história de São Bento do Sul e de seus personagens.

Published in: on 10/12/2008 at 8:47 PM  Comments (1)  
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Grandes Vultos de São Bento do Sul V

ANGEWITZ, Roberto. (São Bento do Sul, 29/10/1878 – Curitiba, 22/10/1947). Também conhecido por “Perna-de-pau”. Pioneiro na exploração do xisto betuminoso em São Mateus do Sul/PR. Filho de Maximiliano Angewitz, ou Andziewicz, e Nathalia Cyms, imigrantes alemães que vieram para São Bento do Sul. Aos oito anos, foi mordido na perna direita por uma cobra, o que lhe custou a amputação do membro e a sua substituição por uma de maneira – o que lhe rendeu o apelido. Por volta do começo do século XX, se mudou para Curitiba, onde foi motorista de táxi e também abriu uma fundição de bronze e ferro. A 1ª Guerra Mundial fez com que seu negócio ruísse. Depois, montaria uma oficina de reparações. Em 1932, quando as restrições cambiais tornaram muito difícil a importação de gasolina, realizou em São Mateus do Sul experiência de destilação do xisto. Aos poucos, obteve os primeiros resultados satisfatórios, conseguindo produzir gasolina e outros produtos. Passou então a se dedicar exclusivamente à atividade pioneira, criando inclusive a primeira usina para exploração e destilação do xisto. Foi por algum tempo um dos raros homens que podia dispor de gasolina no Brasil e que sabia como obtê-la. O pioneirismo, no entanto, fez com que não tomasse alguns cuidados e, conseqüentemente, fosse lentamente envenenado pelos gases com que lidava.  Com o surgimento da campanha nacional do “O Petróleo é Nosso”, não houve como defender-se dos interesses do governo, que adquiriu a sua inovadora usina e lhe deu em troca apenas 200 contos. Casou-se com Helena Henning e teve os filhos Elly, Paula e Roberto Oscar. Entre 1946 e 1947 voltou para Curitiba, onde faleceu. Para homenageá-lo, foi construída uma estátua de Angewitz na cidade de São Mateus do Sul, em tamanho natural. (Fontes: “São Bento na Memória das Gerações”, de Alexandre Pfeiffer)

Published in: on 10/12/2008 at 5:01 PM  Deixe um comentário  
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Mini-Contos de São Bento do Sul I

As Pílulas Milagrosas

 

Não havia médicos, e o colono Franz Lilla estava para morrer. Chamou-se outros colonos para auxiliarem a pobre esposa. Eles olharam para o doente, ouviram o que falava, e constataram: febre gástrica. Os imigrantes foram até o centro da cidade e encontraram uma caixa com a etiqueta “Pílulas contra febre”, contendo trinta e duas pílulas, do tamanho de ervilhas. Voltaram para a casa do doente, e lhe medicaram todas as 32 pílulas, lamentando que só houvesse essas. Com uma dose tão grande de medicamentos, Lilla começou a estrebuchar, a querer pular da cama para dentro d’água, e a puxar os cabelos raivosamente, para desespero dos presentes. Foi difícil conseguir acalmá-lo. Por fim, adormeceu.

No dia seguinte, Franz Lilla estava de volta ao trabalho de sua roça.

 

Original em: “São Bento no Passado”, de Josef Zipperer.

Published in: on 10/12/2008 at 4:59 PM  Deixe um comentário  

Flecken – Aldeia Natal dos Zipperer

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A família Zipperer que imigrou para a cidade de São Bento do Sul em 1873 era originária da aldeia de Flecken, na Floresta da Boêmia, atualmente chamada de Fleky. O local fica próximo à fronteira com a Bavária (a parte em amarelo, no topo da imagem, é a divisa). As imagens do Google Earth mostram o pouco desenvolvimento do lugar, mesmo em nossos dias.

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Published in: on 07/12/2008 at 2:10 PM  Deixe um comentário  

Grandes Vultos de São Bento do Sul IV

NEUMANN, Johann. (05/04/1858-). Também conhecido como João Neumann. Foi um dos fundadores da Sociedade de Cantores 25 de Julho, em 11/10/1881. Filho de Anton Neumann e Brígida Fischer. Aos 22 anos, Imigrou sozinho para o Brasil, vindo de Wurzeldorf, na Boêmia, a bordo do Navio Montevideo, que saiu do porto de Hamburgo em 18/06/1880 e chegou ao porto de São Francisco do Sul em 19/07/1880. Pouco tempo depois, casou-se com Antonia Hermann, filha de Franz Hermann e Anna Wagner.  Neumann cedia o seu salão para ensaios do Coral. Em setembro de 1895, aconteceu um encontro de corais em São Bento, do qual participaram a atual Sociedade de Cantores 25 de Julho, a Sociedade de Canto Erholung, de São Bento, e o Coral Sängerbund, de Joinville. João Neumann e sua esposa Antonia Hermann fizeram parte do grupo responsável pelos enfeites e decoração do encontro – o que acabou lhes saindo bastante caro, diminuindo os possíveis lucros do evento. Numa reunião da Sociedade em 05/04/1908, João Neumann recebeu o título de sócio honorário, como forma de homenageá-lo pela passagem, naquele dia, do seu qüinquagésimo aniversário. Naquele mesmo ano, em meio às discussões sobre a necessidade da Sociedade encontrar uma nova sede, Johann Neumann foi um dos que ofertaram um pedaço de terra que julgou conveniente para a instalação do grupo. Em uma eleição secreta, o terreno de João Neumann foi escolhido como o mais adequado, por 8 votos a 5. Uma comissão da Sociedade tratou de todos os detalhes, e a sede se mudou, efetivamente, para o seu terreno. O presidente da Sociedade de Cantores 25 de Julho, Wilhelm Thomas (ver), sugeriu, em reunião, que o terreno adquirido não pudesse ser vendido para nenhuma outra pessoa, a não ser ao próprio João Neumann, caso quisesse um dia vender a sua propriedade. Neumann havia emprestado vinte mil-réis para que a Sociedade pudesse comprar os primeiros pregos para a construção da nova sede. Em um gesto nobre, resolveu que a quantia era uma doação. Em um ensaio de canto ocorrido em 14/03/1911, o regente Veit Schwedler (ver) chamou a atenção para os poucos cuidados que estavam sendo dispensados para os livros de canto da Sociedade. Nomeou-se, então, dois cantores para assumir a responsabilidade de cuidar dos livros, encapando-os e deixando-os sempre em seus devidos lugares. Esses cantores foram Victor Greipel (ver) e João Neumann. O nome de Neumann também aparece entre os componentes do Coral Misto que o regente Hugo Schwarz (ver) manteve durante alguns anos, os primeiros da década de 30. Durante as comemorações pelo centenário da Sociedade de Cantores 25 de Julho, em outubro de 1981, João Neumann foi lembrado pelos coralistas, que colocaram uma bonita coroa de flores na sua sepultura, no cemitério da Estrada da Serra, relembrando os seus gestos em benefício da Sociedade. O terreno doado por Neumann para ser a sede dos cantores foi, décadas depois, cedido à Comunidade Evangélica de Confissão Luterana, uma vez que a Sociedade construíra uma nova sede em terreno de Martin Bayerl (ver). Neumann também fazia relógios e placas de cemitério pintadas. Foi ele mesmo quem fez a própria lápide, assim como da sua esposa. O casal teve ao menos as filhas Maria Mathildes, Anna e Laura. (Fontes: “A Cultura na Sociedade de Cantores 25 de Julho”, de Herbert Alfredo Fendrich” e “Famílias Tradicionais”, de Paulo Henrique Jürgensen).

Published in: on 06/12/2008 at 3:37 PM  Deixe um comentário  
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Grandes Vultos de São Bento do Sul III

FREITAS, Francisco Teixeira de. Subdelegado, Juiz de Paz, fazendeiro e um dos primeiros moradores nacionais de São Bento do Sul. Filho de Joaquim Teixeira da Cruz e Maria de Freitas, neto paterno de Pedro Teixeira da Cruz e Maria Rosa de Oliveira. Foi o primeiro subdelegado de São Bento do Sul, dois anos após sua fundação, em 1875, nomeado pela Presidência da Província. Teve a primeira audiência em 06/10/1875. Quase dois anos depois, a 06/10/1877, foi demitido do seu cargo, assim como Amâncio Alves Correa (ver) sob a alegação de que não residiam no distrito de São Bento. Com a criação do Distrito de Paz de São Bento, em 1878 ocorreu a primeira eleição para Juizes de Paz. A mesa paroquial de Joinville, reunida para a votação, elegeu Francisco Teixeira de Freitas, fazendeiro, como o 1º Juiz de Paz de São Bento do Sul, recebendo 61 votos. Em 1º de Julho de 1880 ocorreu eleição para vereadores e juizes de paz para o quadriênio 1881-1884. Dessa vez, Francisco Teixeira de Freitas foi eleito como 2º Juiz de Paz, ficando atrás apenas de Francisco Bueno Franco (ver). Entre os nomes presentes no alistamento eleitoral de São Bento no ano de 1881, enviado ao Juiz Municipal substituto de Joinville, Sr.Victorino de Souza Bacellar, Francisco aparece como morador do 3º Quarteirão. Em 20 de agosto de 1882 houve nova eleição em Joinville para o cargo de Juiz de Paz em São Bento. Novamente candidato, Francisco Teixeira Freitas foi eleito como 3º Juiz de Paz, ficando atrás de Francisco de Paula Pereira (ver) e Vicente Ferreira de Loyola (ver). Com a elevação de São Bento à categoria de vila, ocorreu a eleição municipal no dia 20/10/1883, da qual Francisco atuou como mesário e o responsável pela chamada dos eleitores. Assim que ouviam seus nomes, eles transpunham a grade, apresentavam os títulos, votavam em uma cédula branca e assinavam um livro de registros. Ao final da votação, coube a Francisco Teixeira de Freitas a leitura das cédulas dos 20 eleitores que compareceram à votação. Na condição de 2º Juiz de Paz, Teixeira de Freitas também foi mesário da nova eleição para vereadores e juízes de paz, que se desenrolou em 12/10/1886. Francisco casou-se em São José dos Pinhais a 13/02/1848 com sua prima Francisca d’Assis Teixeira, filha de Francisco Manoel Teixeira e Anna Machado, havendo dispensa do impedimento de consangüinidade em 2º e 3º graus duplicados em linha transversal. Com ela, teve os seguintes filhos, os quais vieram todos morar nas proximidades de São Bento do Sul: Maria Teixeira de Freitas, Pedro Teixeira de Freitas, Leodora Teixeira de Freitas, Anna Teixeira de Freitas, outro Pedro Teixeira de Freitas, Escolástica Teixeira de Freitas e Francisca Teixeira de Freitas. Próximo à sua casa havia uma ponte, razão pela qual se referia a ela como “ponte de Francisco Teixeira de Freitas”. (Fontes: “São Bento do Sul – Subsídios para a sua História”, de Carlos Ficker; “Família Tradicionais”, de Paulo Henrique Jürgensen, e “Genealogia Cabocla de São Bento do Sul”, de Henrique Luiz Fendrich).

Published in: on 06/12/2008 at 3:34 PM  Deixe um comentário  
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Banda Treml homenageia Josef Blau

Josef BlauJosef Blau, o cronista que escreveu aquele livreto “Bayern in Brasilien”, com informações dos primeiros colonos boêmios/bávaros de São Bento do Sul, repassadas a ele por Jorge e Martim Zipperer, recebeu em sua homenagem uma missa fúnebre em solo são-bentense, três semanas após o seu falecimento na Bavária, em 22/10/1960.

 

A missa aconteceu no dia 15/11/1960, conforme o convite em anexo (em português e alemão). A homenagem contou com a participação da Banda Treml. Assim narrou meu avô Herbert Alfredo Fendrich em seus diários sobre a Banda:

 

“Conforme o programa-convite aqui anexo, celebrou-se aqui em São Bento às 8h30 do dia 15-11-60 a Missa Requiem por alma do Sr. Josef Blau. No início da Santa Missa, nós tocamos o coral “Além dos Astros”, o que chegou a arrancar lágrimas de diversos, pois este é o coral que a Banda toca na sepultura, quando acompanha à última morada algum conhecido. A Requiem-míssa foi cantada pelo Coro Santa Cecília. Terminada a missa, tocamos ainda a marcha fúnebre de Chopin. Então, com lindas palavras do Revdo. Pe. Vigário, teve encerramento este ato, após o qual, tiramos uma foto em frente à Igreja, e que vai ser enviada à família enlutada do finado.

Dali fomos até o Bar Toni, onde nos foi oferecido uma boa cervejada e uma suculenta churrascada, durante a qual fizeram-se ouvir vários oradores, entre os quais o Sr. Martim Zipperer, que falou sobre a tradição. Dizia ele, em seu discurso, que o homem sem tradição não vale a pena viver. Esta é uma frase de grande valor e bem acertada. Após outros discursos e elogios ao Coro e à Banda, e também agradecimentos dos mesmos, cada qual tomou sua cerveja e retiramo-nos para casa.”

Published in: on 06/12/2008 at 3:29 PM  Deixe um comentário  
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Grandes Vultos de São Bento do Sul II

FENDRICH, Friedrich. (Lomnitz, 24/04/1843 – São Bento do Sul, 24/01/1906). Conhecido também como Frederico Fendrich. Homem culto, sapateiro de ofício, e considerado o primeiro professor do núcleo central de São Bento. Filho de Franz Fendrich e Maria Magdalena Trnka, cedo se mudou para a cidade de Viena, onde aprendeu a sua profissão e onde também se casou com Catharina Zipperer, filha de Anton Zipperer (ver) e Elisabeth Mischeck. Com sua esposa e uma filha pequena, imigrou ao Brasil no ano de 1875, a bordo do Barco Alert, que chegou ao porto de São Francisco do Sul em 14 de julho daquele ano. Instalaram-se no centro de São Bento, no local da antiga Caixa Econômica Federal, onde montou a sua sapataria. Reconhecido como homem de inteligência, foi incumbido de dar aulas para as crianças dos imigrantes, já que estas não possuíam qualquer auxílio escolar. Improvisou-se uma escola, anexa à sua casa, e lá Fendrich ensinou as crianças alemãs entre 1876 e 1879, até a chegada do padre Adalberto de Leliva Burowski (ver). Dividia a função de professor com o seu trabalho de sapateiro. Ensinou o seu ofício para os filhos Frederico Fendrich (ver) e Francisco Fendrich. Além deles, teve ainda os filhos Hedwiges Fendrich, nascida em Viena, Maria Catharina Fendrich, Amália Josefina Fendrich, José Fendrich (ver) e Rodolfo Fendrich. Foi por muito tempo o presidente da Sociedade Auxiliadora Austro-húngara, uma agremiação de auxílio-mútuo para os seus conterrâneos. Está sepultado no Cemitério Municipal de São Bento do Sul. É nome de uma escola no bairro de Serra Alta. (Fontes: “São Bento no Passado”, de Josef Zipperer, “São Bento do Sul – Subsídios para sua História”, de Carlos Ficker”, informações de seu neto Herbert Alfredo Fendrich, e “Famílias Tradicionais”, de Paulo Henrique Jürgensen).

Published in: on 06/12/2008 at 9:57 AM  Deixe um comentário  
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Grandes Vultos de São Bento do Sul I

BEYERL, Benedikt. (Holschlag, 30/04/1856 – São Bento do Sul, 24/02/1928). Lavrador, membro da Sociedade Auxiliadora Austro-húngara, considerado o noivo do primeiro casamento boêmio de São Bento do Sul. Filho natural de Maria Beyerl, cedo ficou órfão. Bastante jovem, arrumou emprego na marcenaria de Georg Neppel, e lá se encantou pela filha do seu chefe, Annemarie Neppel (ver). Os pais de Annamarie não viram com bons olhos o interesse de Benedikt (que era um rapaz órfão e humilde) e proibiram o romance. Deixou de trabalhar na marcenaria. Em 1874, Benedikt acompanha a família de Georg Gschwendtner, seu parente, na imigração para o Brasil, a bordo do navio Shakespeare – sem, no entanto, esquecer de Annemarie. Arrumou para si um lote na atual Rua Antônio Hilgenstieler. No ano de 1876, a família de Georg Neppel também imigra para o Brasil, instalando-se em São Bento, e Benedikt e Annemarie voltam a se ver. Contrariando a vontade dos pais, a moça decide se casar com Benedikt, o que aconteceu em julho de 1876 – cerca de um mês depois que Annemarie imigrara para o Brasil. A festa foi grande e considera-se que, além de ter sido o primeiro casamento na cidade, foi o primeiro evento em que uma banda de música local se fez presente – a Bandinha Augustin. Benedikt ficou viúvo de Annemarie menos dez anos depois e parece não ter deixado geração dela. Casou-se novamente, dessa vez com Catharina Brandl, que imigrara no mesmo navio que ele, ainda pequena. Com ela, teve os filhos Luiz, Thereza, Maria, José, Carlos, Engelberto, Benedicto, Catharina, Rodolfo e Paulo Bail. (Fontes: “São Bento no Passado”, de Josef Zipperer, “Bayern in Brasilien”, de Josef Blau, “A Sociedade Auxiliadora Austro-húngara” e “80 Anos do Falecimento de Benedikt Beyerl”, de Henrique Luiz Fendrich, registros eclesiásticos e civis, e informações de Herbert Alfredo Fendrich e Dóris Isolda Giese, neta de Benedikt Beyerl).

Published in: on 06/12/2008 at 12:17 AM  Comments (1)  
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Os pais de João Florido Cavalheiro

João Florido Cavalheiro é um dos meus antepassados – meu pentavô, para ser mais exato. Era casado com Eduvirgens de Pontes Maciel, com quem teve vários filhos, todos batizados e casados na Lapa. Entre eles, minha tetravó Flora Lina Cavalheiro, nascida em 1848, e que se casou com Felippe Soares Fragoso. Da Lapa, Flora e seu esposo chegaram até a região de Fragosos, hoje município de Campo Alegre, onde deixaram descendência.

Muito pouco se sabe, no entanto, sobre o passado de João Florido Cavalheiro. As pesquisas que tenho feito não conseguiram encontrar o registro de seu casamento, que deve ter ocorrido por volta de 1826. Nos livros eclesiásticos da Lapa, não existe tal assento. Os registros de batismo dos filhos de João Florido tampouco apontam sua origem – não dizem se era da Lapa e também não dizem ser de outro lugar (como creio ser mais provável).

Apesar dessas dificuldades, creio ter encontrado algumas pistas de quem eram os seus pais. Em suma, suspeito que tenham sido Florêncio José Leme e Benigna Maria (ou Maria Benigna). Há uma série de razões que me levam a crer nessa hipótese, mas não encontrei ainda o documento definitivo que me aponte com segurança a sua filiação – razão pela qual ainda não é possível sair do campo das hipóteses, por mais prováveis que elas nos pareçam.

De início, sei que existiam algumas famílias com o sobrenome “Lemes Cavalheiro”, ou “Lemos Cavalheiro”, na região de Curitiba – e parece que no Rio Grande do Sul esse sobrenome duplo também aparecia. Elas podem ou não ter relação com os nomes dessa pesquisa. A isso se soma o fato de que, para as famílias portuguesas, nem sempre o sobrenome do pai era o mesmo sobrenome do filho. Por isso, nada impede que um Leme tenha tido como filho um Cavalheiro, conforme eu suspeito.

Não sei dizer de que forma minha suspeita tomou raiz, ou qual coincidência me chamou a atenção primeiro, a ponto de me fazer cogitar a ligação entre esses nomes. De qualquer forma, procurarei enunciar todas as características que pude perceber no decorrer da análise, independente da ordem em que tenham surgido.

Em 1825, a família de Florêncio José Leme aparece pela primeira vez nos maços populacionais da Lapa, morando no fogo 174. Tinha Florêncio 45 anos e sua esposa Maria Benigna 36. Com eles, moravam dois filhos: João, de 16 anos, e Joaquim, de 14 anos. Os escravos Dionísio (28 anos), Anacleto (24 anos) e Domingas (22 anos), além do agregado Firmino (pardo, 14 anos) completam a lista de moradores. Nota-se, portanto, que havia um João entre os filhos de Florêncio. Se eu estiver certo, se tratará, efetivamente, de João Florido Cavalheiro. Evidencia-se, ainda, um certo destaque social dessa família, possuidora de mão-de-obra escrava. Essa constatação será útil mais adiante.

No ano seguinte, 1826, há um novo registro da família de Florêncio nos maços populacionais da Lapa. Só que com uma significativa diferença: nele, não constam mais os filhos. Florêncio José Leme aparece com 46 anos e sua esposa Maria Benigna com 37 anos – ou seja, confirmando a idade apontada no registro do ano anterior. Os escravos e o agregado continuam morando com a família de Florêncio. Mas nem sinal de João e Joaquim, os filhos apontados em 1825.

Disso seria possível concluir que teriam se casado, passando a morar em domicílio próprio. Mas a conclusão não é tão simples assim, por conta da idade apontada para os dois. Ainda que se aceite que João, aos 17 anos, esteja casado, não é muito provável que um Joaquim de 15 anos também o seja – mesmo naquela época. Os registros posteriores me levam a crer que a idade dos dois está equivocada em alguns anos. Mas, por ora, atemo-nos ao fato de que o João que penso ser o João Florido Cavalheiro não estava mais morando com o pai, e que era possível que, nesse intervalo entre um maço populacional e outro, ele tenha se casado.

Lembro ainda que não foram encontrados registros posteriores de algum Joaquim que pudesse ser o filho de Florêncio – razão pela qual não se exclui também a possibilidade de óbito. Nota-se ainda que, confirmada a hipótese de casamento, seria provável que tal família estivesse entre as que foram mencionadas no maço populacional. E, no entanto, João não aparece, nesse ano, nem como filho de Florêncio e nem em domicílio próprio – muito menos Joaquim.

Em 1827, um novo maço populacional atualiza as informações a respeito da família de Florêncio José Leme. Agora, possuíam três escravos a mais. No entanto, os filhos não moravam com eles, a exemplo do que se percebeu no ano anterior. Mas nesse ano encontramos, efetivamente, o domicílio de João Florido Cavalheiro – seja filho do Florêncio ou não. Estava com 22 anos, e sua esposa Eduvirgens com 17. Já possuíam um filho, chamado José, que contava com 1 ano. E eram proprietários da escrava Felippa.

Ou seja, nota-se que um João aparece como filho de Florêncio em 1825, desaparece em 1826, e um João Florido Cavalheiro aparece repentinamente em 1827 – e morando em domicílios próximos: enquanto Florêncio e sua esposa moravam no fogo 80, João Florido morava no fogo 71.

Comparando-se as idades declaradas, no entanto, surgem algumas contradições. Tendo João Florido Cavalheiro 22 anos em 1827, teria 20 dois anos antes. E já se observou que a idade declarada para o filho de Florêncio na época foi de 16. Sabe-se que a questão das idades em maços populacionais é muito controversa, e são bastante freqüentes os equívocos a esse respeito. Ainda que a diferença pareça alta entre um e outro registro (4 anos), é preciso considerar a possibilidade de ter havido erro em algum deles. De qualquer forma, ainda que o maço populacional nos forneça o domicílio de João Florido, não é possível concluir daí que se trata do mesmo filho de Florêncio que desapareceu da sua residência.

Chama a atenção, ainda, o fato de João Florido e sua esposa Eduvirgens já contarem, naquele ano de 1827, com um filho de 1 ano – a aceitar a idade como próxima da realidade, ele teria nascido no ano anterior, o mesmo em que um João deixou de aparecer no domicílio de Florêncio.

Percebe-se também que, se a família de Florêncio José Leme era mais ou menos abastada, a ponto de possuir mão-de-obra escrava (e nesse ano, os escravos eram seis), a família de João Florido Cavalheiro também dispunha desse tipo de serviço – embora representado por apenas uma escrava.

O próximo ano apontado pelo maço populacional é o de 1829 – dois anos depois, portanto. Voltamos a encontrar os domicílios de Florêncio e de João Florido. Dessa vez, mais pertos do que antes: um ao lado do outro, sugerindo uma ligação que, se não era sangüínea como a cremos, ao menos era de relações cotidianas. Ambas as residências não sofreram grandes alterações, apenas mais uma agregada, chamada Anna, de 8 anos, passou a morar no domicílio de Florêncio José Leme.  João Florido ainda não aparece com outros filhos além de José. A sua idade, nesse ano, aparece como sendo de 24 anos – portanto, corroborando o maço de 1827. As informações e idades são mantidas no registro seguinte, de 1830 – o que leva a crer que, se de fato há equívoco nas idades apontadas, ele se dará no registro em que o João, filho de Florêncio, aparece com 16 anos. Se não há equívoco nesse ponto, trata-se de pessoas diferentes, e, portanto, a hipótese não se confirma. 

Das informações dos maços populacionais, passamos para outras, presentes nos livros da Igreja de Santo Antônio da Lapa. Não encontramos o registro de batismo de José, filho de João Florido Cavalheiro, assim como não encontramos, como dito, o seu registro de casamento com Eduvirgens de Pontes Maciel – de quem, portanto, também desconhecemos os pais. Há, portanto, a possibilidade de João Florido ter se casado em outro lugar, e batizado o filho nesse mesmo lugar desconhecido, para só então passar a morar na Lapa e figurar nos maços populacionais. Isso explicaria a ausência de registros, mas não o desaparecimento de um João entre os filhos de Florêncio.

Se não achamos o registro de batismo de José, achamos de seus irmãos e irmãs. O primeiro que encontramos é bem significativo. Em 15/11/1829 foi batizada Benigna, filha de João Florido Cavalheiro e Eduvirgens Maria, tendo como padrinhos Joaquim Pacheco da Silva e Rozanna Maria da Silva. Sabemos que era Benigna o nome da esposa de Florêncio José Leme. Naturalmente, a simples escolha de um nome para uma filha não significa uma relação de parentesco – por mais que o nome Benigna não estivesse, nem de longe, entre os mais comuns da época. De modo que, tendo parentesco ou não com a Benigna esposa de Florêncio, é possível que fosse a ela que estivessem homenageando – considerando-se ainda, nesse ponto, que as duas famílias moravam, naquele ano, uma ao lado da outra, como visto.

Dois anos depois, em 02/10/1831, foi batizada Rita, filha de João Florido Cavalheiro e Eduvirgens de Pontes. Foram padrinhos Florêncio José Leme e Joaquim Roberto. A presença de Florêncio nesse registro mostra que a relação entre as duas famílias era maior do que a simples vizinhança.

Rita, ao crescer, era conhecida como Rita Florida Cavalheiro, em alusão ao nome do pai. Em 23/06/1857, ela se casou com João Mariano Duarte. Dessa relacionamento, nasceu, entre outros, um filho que levou o nome de Florêncio Duarte Cavalheiro. Nesse ponto, não era João Florido que estava homenageando alguém próximo do seu círculo de relações, como é possível alegar no caso da filha Benigna. Era outra filha sua, e que provavelmente não iria se dispor a homenagear alguém apenas por ser conhecido de seu pai – a menos que houvesse profundas ligações entre essas famílias. Seria natural, no entanto, chamar um filho de Florêncio se este fosse o nome de um avô seu – a homenagem se justificaria. Ainda não há como sair, no entanto, do campo das hipóteses.  

Mas elas se tornam mais robustas quando percebemos que, em 29/07/1837, foi batizada outra filha de João Florido Cavalheiro e Eduvirgens de Pontes Maciel, chamada novamente de Benigna. Supõe-se que a primeira tenha falecido pequena. Nada exclui a possibilidade dos pais gostarem muito desse nome, a ponto de repeti-lo para uma nova filha que tiveram. Mas o fato é que, fosse filho ou não, João Florido Cavalheiro conhecia uma Benigna – e é difícil, nesse ponto, não acreditar na possibilidade de homenagem (caso isso seja verdadeiro, haveria ainda uma grande necessidade de homenagear, já que o nome foi dado para uma nova criança).

A hipótese ganha mais força ainda em 28/05/1842. Nesse dia, foi batizada na Lapa outra filha de João Florido e sua esposa, e que recebeu o nome, vejam vocês, de Benigna. Como se não bastasse uma terceira criança ter recebido o mesmo nome, os padrinhos desse batizado são Florêncio José Leme e Benigna Maria, praticamente comprovando a homenagem – mas ainda não o parentesco, obrigando-nos a nos conter nas conclusões.

Cremos que as duas primeiras Benignas realmente faleceram pequenas. Em idade adulta, encontramos apenas uma Benigna Cavalheiro, casada com João Paulo de Santana Nunes em 15/11/1874, também na Lapa. De modo que acabaram por aí os batizados de Benignas. A insistência de João Florido Cavalheiro e sua esposa na escolha desse nome sugere uma ligação entre sua família e a de Florêncio José Leme muito maior do que a de simples conhecidos – mas também não chega a dar certeza absoluta de nada.

De qualquer forma, é muito difícil se controlar para não dar como certa a filiação quando se percebe ainda que essa Benigna Cavalheiro que sobreviveu teve com seu marido uma filha, batizada na Lapa em 20/12/1881, e que recebeu o nome de… Florência. Se a hipótese não se confirmar, irei crer imensamente na capacidade do acaso em brincar com os genealogistas.

João Florido Cavalheiro e Eduvirgens de Pontes Maciel tiveram ainda um filho chamado João, o nome do pai. E a próxima a nascer foi minha ancestral que, ao contrário do que se poderia esperar, não levou o nome de Benigna. Flora Lina Cavalheiro nasceu em 17/10/1848. Nota-se ainda a insistência por nomes que possuem o mesmo radical: Florêncio, Florido e Flora. Se não for o bastante, ainda digo que a escrava Felippa, de propriedade de João Florido, teve um filho que levou o nome de Appolinário Floriano.

Caso não tenha me esquecido de nenhuma, essas são as evidências que (se me permitem o eufemismo) me fizeram suspeitar de Florêncio José Leme e Benigna Maria como pais de João Florido Cavalheiro. Benigna faleceu em 27/08/1843, com 45 anos, segundo o padre que fez o seu assento de óbito. E, segundo ele, não deixou testamento. O óbito de Florêncio não foi encontrado. O próximo passo será verificar se, por ventura, ele não chegou a deixar testamento. Caso eu encontre esse precioso documento, provavelmente as dúvidas se dissiparão. A menos que, ao falar da filiação, conste apenas algo como “filho João, casado”. Mas acho que o acaso não seria tão brincalhão assim.

Published in: on 01/12/2008 at 3:47 PM  Comments (24)  
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Presente nos 155 Anos do Nascimento de Amalie Preussler

Minha trisavó Amalie Preussler nasceu em 12.10.1853, na aldeia de Grafendorf, na Boêmia. A lembrança dos 155 anos dessa data, comemorados hoje, é ainda mais especial. Na semana passada, uma correspondência via email com o pesquisador Bruno Reckziegel fez com que eu descobrisse toda a genealogia de Amalie – em alguns ramos, chegando a 9 gerações.

Amalie era filha de Bernard Preussler e Anna Jaeger – nomes que eu já tinha. Era neta paterna de Ferdinand Preussler e Elisabeth Staffen, e neta materna Augustin Jäger e Anna Maria Ehrentraud. São esses apenas os primeiros nomes de todos os que Reckziegel me passou, e que me garantiram o meu ramo alemão mais antigo até o momento, chegando até por volta de 1590.

No Brasil, Amalie se casou com Johann Rössler, que havia imigrado ao Brasil em 1876, no mesmo navio que ela. Amalie Preussler é a matriarca de todos os Roesler de São Bento do Sul e região.

Published in: on 12/10/2008 at 10:14 PM  Comments (1)  

Centenário do Casamento de Frederico Fendrich e Anna Roesler

Há exatos 100 anos, no dia 23.09.1908, uniam-se em matrimônio na cidade de São Bento do Sul meus bisavós Frederico Fendrich, o filho, de 27 anos, e Anna Roesler, de 17. Do feliz consórcio nasceram 14 filhos, sendo que três faleceram pequenos. São os pais do meu avô Herbert Alfredo Fendrich.

Na ocasião desse casamento, tanto Frederico Fendrich quanto Anna Roesler não puderam contar com a presença dos pais, falecidos alguns anos antes. Assinaram como testemunhas desse casamento Carlos Zipperer e João Hoffmann.

Published in: on 23/09/2008 at 10:57 PM  Deixe um comentário  

1 Ano de Falecimento de Luiz da Silva

Foi por volta das 15h do dia 05.09.2007 que faleceu meu avô Luiz da Silva, com 79 anos de idade, filho de Antônio Correia Santos e Francisca da Silva, neto paterno de Pedro e Bertulina e neto materno de Francisco e Quintiliana da Silva. Estava internado há uma semana no Hospital e Maternidade Sagrada Família, em São Bento, para tratar de uma pneumonia não-curada, que posteriormente resultou em água no pulmão. Foi sepultad no dia seguinte no Cemitério de Fragosos, no mesmo túmulo em que descansa sua mãe. Foi casado com Otília Fragoso, com quem teve seis filhos.

Luiz foi lavrador e operário, e possuía conhecimentos naturais de mecânica. Trabalhou por curto tempo consertando bicicletas, no que foi bastante procurado. Sua oficina era na casa de sua mãe Francisca, que havia falecido há pouco tempo. Depois, ainda trabalhou como guardião. Dotado de um grande senso de humor, sempre nos divertia. Gostava de acompanhar as partidas de futebol pela televisão. Por algumas vezes, passou por graves enfermidades, sendo que, em uma delas, quase recebeu extrema-unção. O médico, no entanto, afirmou que Luiz possuía um coração de leão. Segundo meu avô, nessa ocasião chegou a ver o paraíso, mas foi avisado que ainda não era a sua hora. Tocava violão e viola muito bem.

A crônica a seguir retrata um pouco do estilo bem humorado, leve e poético com que Luiz encarava a vida, e do qual penso ter herdado muito.

Parabéns

 

A última vez que vi meu avô era Dia dos Pais. Ele faleceu três semanas depois. Chegamos de longe para uma visita, e já havíamos cumprimentado meus tios pela passagem do dia. Na sala da humilde casa de madeira, conversávamos com minha avó sobre as novidades de cada um. Era de manhã, e de repente vemos no corredor a figura do meu avô, que acabara de sair do seu quarto. Ele olhou surpreso para nós. Não sabia que estaríamos lá. Com um grande sorriso, diz que tinha ouvido uma voz diferente, mas não imaginou que seríamos nós. Estava muito bem disposto. Dirijo-me até ele para cumprimentá-lo. Aproveito e dou os parabéns pelo Dia dos Pais. Ele agradece, e dá parabéns para mim também. Minha avó intervém, alertando que eu não era pai ainda.

 

- E daí? Merece os parabéns do mesmo jeito.

 

Com o seu sorriso característico, meu avô caminha até uma conhecida da família, que estava ali sentada, também fazendo uma visita.  

 

- Parabéns, Teresinha… Parabéns!

Published in: on 05/09/2008 at 4:54 PM  Comments (1)  

Lino Rodrigues de Almeida

A “Legalidade”, jornal do Dr. Philipp Maria Wolf, noticiava em 08 de julho de 1897 que Lino Rodrigues de Almeida tomou posse como vereador em São Bento do Sul. Era ele filho de Antônio Rodrigues de Almeida e Joana Maria Soares, neto paterno de meus pentavós Joaquim Rodrigues de Almeida e Maria Calisto, e neto materno de meus também pentavós Manoel Soares Fragoso e Marciana Maria de Marafigo.

Lino foi casado em Rio Negro a 28.07.1881 com sua prima Angelina Fragoso Cavalheiro, filha de meus tetravós Felippe Soares Fragoso e Flora Lina Cavalheira, neta paterna dos citados Manoel Soares Fragoso e Marciana Maria de Marafigo, e neto materno de João Florido Cavalheiro e Eduvirgens de Pontes Maciel – casal este que cremos ser de origem abastada, pois dispunha de mão-de-obra escrava na Lapa.

Published in: on 17/08/2008 at 1:02 PM  Deixe um comentário  

Fernandes França

A origem conhecida dessa família está em José Fernandes França, que era Espanhol e foi casado com Catharina Paes. Foram pais de:

 

1-1 Agostinho Fernandes França[1], casado a 03.07.1748[2] com Anna Maria Esteves, batizada em Curitiba a 25.08.1723[3], filha de Balthazar Carrasco dos Reis, o neto, e Margarida Esteves dos Reis, neto paterno de Antônio Rodrigues Side e Isabel Garcia Antunes[4], por essa bisneta do Capitão Balthazar Carrasco dos Reis e sua esposa Isabel Antunes da Silva[5]. Tiveram:

 

2-1 Manoel Fernandes França, casado em Curitiba a 20.11.1775[6] com Maria de Chaves de Almeida, filha de Paulo de Chaves de Siqueira e Joana Cardoso Esteves, neta paterna de João de Chaves de Almeida e Bárbara Rodrigues da Cunha[7] e neta materno de Salvador Cardoso e Maria Esteves[8]. Pais de:

 

3-1 Feliciana Rodrigues França, nascida por volta de 1787[9], casada em Curitiba a 21.06.1803[10] com Theodoro Soares Fragoso, filho de Domingos Soares Fragoso e Maria Dias Camacho, neto paterno de João Soares Fragoso e da índia Páscoa das Neves, e neto materno de Francisco Dias Camacho[11]. A família se mudou para São José dos Pinhais e posteriormente para a Lapa[12].

 

2-2 Juliana Rodrigues França, casada em Curitiba a 01.06.1778[13] com Salvador de Chaves de Siqueira, filho do genovês Sebastiam de Barafigo e de Julianna de Chaves de Siqueira, neto paterno de José de Barafigo e Maria de Jesus[14], e neto materno de Francisco de Anhaya de Almeida e Maria Martins de Ramos, por essa bisneto Salvador Martins Leme[15] e Isabel Fernandes de Siqueira; por Salvador, era trineto do Capitão Povoador de Curitiba Mateus Martins Leme[16].

 

2-3 José Rodrigues França, casado em Curitiba no ano de 1793[17] com Rosa Maria Chaves, filha de José Gonçalves Chaves e Quitéria Teixeira das Neves, neto paterno de Braz Gonçalves Delgado e Maria de Chaves de Siqueira. Pais de:

 

3-1 Francisca Maria de França, casada em Curitiba no ano de 1835[18] com Pedro José da Silva.

 



[1] Silva Leme Vol. VI p. 510

[2] Batch Number M020157

[3] Batch Number C038737

[4] Silve Leme Vol. VI p. 507.

[5] Silve Leme Vol VI p. 470.

[6] Batch Number M020157

[7] Silva Leme Vol. IV p. 416.

[8] Silva Leme Vol. IV p. 416

[9] Microfilme do Maço Populacional de Villa Nova do Principe em 1836, rolo 253.

[10] Curitiba, Livro 5 p. 31

[11] Curitiba, Livro 3 p. 19V

[12] Microfilme do Maço Populacional de Villa Nova do Principe em 1836, rolo 253.

[13] Batch Number M020157

[14] Batch Number M020157

[15] Silva Leme Vol. IV p. 414

[16] Batch Number M680691

[17] Silva Leme Vol. IV p. 414

[18] Batch Number M020157

Published in: on 17/08/2008 at 12:49 PM  Deixe um comentário  

Família Marafigo no Brasil

José de Barafigo, italiano, casado com Maria de Jesus[1]. Tiveram:

 

1. Sebastiam de Barafigo, natural de Gênova, imigrou para o Brasil e casou-se em Curitiba em 1744 com Julianna de Chaves de Siqueira, batizada na mesma cidade a 21.04.1725[2], filha de Francisco de Anhaya de Almeida e Maria Martins de Ramos, neta paterna de Paulo de Anhaya Bicudo e Ignez de Chaves de Silva e neta materna do Capitão Salvador Martins Leme e Izabel Fernandes de Siqueira. Por Salvador, era bisneta do Capitão Povoador de Curitiba, Mateus Martins Leme. O censo de 1776 em Curitiba[3] mostra Sebastiam casado com Julianna e com duas filhas morando com eles: Joanna e Anna Marta. No censo do ano seguinte, Sebastião aparece como nascido por volta de 1707, e sua esposa por volta de 1719. Também constam os nomes dos seguintes filhos e as respectivas idades no ano de 1777: Manoel, 30 anos; Salvador, 25 anos; Pedro, 20 anos; Maria, 19 anos; Maria, 17 anos; Rosa, 15 anos; Isabel, 12 anos; Anginha, 10 anos. Tiveram:

 

2.1 Anna de Marafigo, que foi casada em Curitiba em 1771 com Manoel de Oliveira e Sousa, filho de Antônio de Sousa de Oliveira, de Viamão, e Maria Nunes de Brito, neto paterno de Antônio de Sousa e Apollonia de Oliveira, naturais do Porto, e neto materno de Manoel Nunes de Brito, da Bahia, e Maria de Lara, de São Paulo.

 

2.2 Manoel de Marafigo, natural de Curitiba, casado na Lapa em 1784 com Quitéria Maria da Costa, também de Curitiba, filha de José da Costa e Maria Pires Teixeira. Pais de:

 

3.1 Maria, batizada na Lapa a 29.05.1789.

 

3.2 Joaquina, batizada na Lapa a 27.10.1791. Nesse registro a mãe aparece como Desidéria de Chaves.

 

3.3 Izabel Maria de Marafigo, casada na Lapa em 1817 com Jerônimo Pinto de Siqueira, natural de Itapetininga, filho de Francisco Pinto de Siqueira e Maria Francisca.

 

3.4 Maria, batizada na Lapa a 25.12.1803.

 

3.5 Anna de Marafigo, batizada na Lapa a 28.03.1806, casada em 1825 com Salvador José Pereira.

 

3.6 Francisco de Marafigo, casado na Lapa em 1828 com Flora Maria de Barros, filha de José de Barros e Joanna Maria.

 

2.3 Salvador de Chaves de Siqueira, casado na Lapa em 01.06.1778 com Julianna Rodrigues França, filha de Agostinho Fernandes França e Anna Rodrigues Cid, neta paterna do espanhol José Fernandes França com Catharina Paes, e neta materna de Balthazar Carrasco dos Reis, o neto, e sua esposa Margarida Esteves. Tiveram:

 

3.1 Joaquim Rodrigues de Marafigo, natural de Curitiba, faleceu com testamento em Lages[4]. Casou-se com Maria Rodrigues, falecida antes de 1847, e com quem teve:

 

4.1 Salvador Rodrigues Marafigo, casado com Maria Joana dos Prazeres. Falecido em Lages com inventário em 1884.

 

4.2 (Boa) Ventura de Marafigo.

 

4.3 Manoel Rodrigues de Marafigo, casado com Maria Marcellina da Costa, falecida com inventário em Lages em 1885. Pais de:

 

5.1 Manoel Rodrigues de Marafigo, casado com Ignês Ribeiro Borges, com quem teve ao menos:

 

6.1 Pedro Rodrigues de Marafigo.

 

6.2 Anacleto Borges de Marafigo. 

 

6.3 Bonifácio Borges de Marafigo, casado com Paulina Palhano Virtuoso.

 

5.2 João Rodrigues de Marafigo.

 

5.3 Maria Rodrigues de Marafigo.

 

5.4 Cypriano Rodrigues de Marafigo, casado com Rita Ribeiro Borges, filha de Pedro Ribeiro Borges e Inocência Maria Ribeiro.

 

5.4 Ignez Rodrigues de Marafigo.

 

4.4 Silvério de Marafigo, casado com Thomázia Maria José Mattos..

 

4.5 Joaquim de Marafigo, casado com Maria Thereza Ribeiro de Souza, filha de Hyppolito Maximiano Pereira de Souza e Floriana da Silva Ribeiro.

 

4.6 Maria

 

4.7 Fortunata, conforme o testamento, casada com Pedro Borges.

 

4.8 Marinha, conforme o testamento, casada com Generoso Esmério.

 

4.9 Felicidade, conforme o testamento, casada com Luiz.

 

 

2.4 Pedro de Chaves de Marafigo, Teria nascido na Lapa e casado em Curitiba no ano de 1784 com Águeda de Góes Ribeiro, filha de Plácido de Góes Ribeiro e Quitéria Dias Cortês, neta paterna de Francisco Cubas Ribeiro e Maria Magdalena da Assumpção e neta materna de João Dias Cortês e Izabel Domingues. Pedro já era falecido em 1826. Pais de ao menos:

 

3.1 Marciana Maria de Marafigo, casada em Curitiba a 30.05.1826 com Manoel Soares Fragoso, filho de Theodoro Soares Fragoso e Feliciana Rodrigues França, neto paterno de Domingos Soares Fragoso e Maria Dias Camacho e neto materno de Manoel Fernandes França e Maria de Chaves de Almeida. Marciana e Manoel em algum momento se mudaram para a Lapa. De lá, vários dos seus filhos vieram para a região de São Bento. São essas as pessoas responsáveis pelo lugar em que passaram a morar ter se chamado “Fragosos”, no interior de Campo Alegre.

 

2.5 Maria de Chaves de Almeida, casada na Lapa a 12.01.1784 com Francisco Luiz da Costa, filho de Marçal Luiz da Costa e Maria da Luz Evangelista, ou Maria Esteves de Abreu, ambos de Curitiba, neto paterno de Manoel Homem da Costa e Maria Luiz Coutinho e neto materno de Antônio Esteves dos Reis e Thereza Nunes de Góes. Por Antônio, era bisneto de Balthazar Carrasco dos Reis, o neto.

 

2.6 Maria Roza de Marafigo, casada na Lapa a 20.01.1786 com Custódio Álvares do Valle, natural de Pilar, filho de Alexandre Álvares Fontes e Theodózia Álvares de Almeida. Tiveram:

 

3.1 Anna, batizada na Lapa a 21.02.1787.

 

2.7 Izabel de Marafigo, natural de Curitiba, casada na Lapa em 1788 com Manoel Leite da Silva, também de Curitiba, filho de Lucas de Candia e Escolástica Esteves. Pais de:

 

3.1 Luzia Francisca de Marafigo da Silva, batizada na Lapa em 07.12.1793 e casada na mesma cidade em 1808 com Antônio Rodrigues, filho de Jerônimo Rodrigues e Maria Cardoso.

 

3.2 Francisca de Siqueira, batizada na Lapa em 22.11.1795 e casada na mesma cidade em 09.01.1812 com Francisco José Antunes, filho de Manoel Rodrigues da Motta e Catharina Maria da Conceição. Pais de:

 

4.1 Maria, batizada na Lapa a 02.11.1819. O nome da mãe está como Francisca de Paula.

 

3.3 Anna de Marafigo, batizada na Lapa em 02.03.1799 e casada na mesma cidade no ano de 1817 com Antônio Domingues Meirelles, natural de Faxina, filho de Barnabé Antônio e Anna da Silva.

 

3.4 Gertrudes, batizada na Lapa a 27.03.1808, casou-se na mesma cidade em 1824 com Fidélis Alves de Meira, filho de Manoel Alves de Meira e Luzia de Chaves. Tiveram:

 

4.1 Maria, batizada na Lapa a 05.02.1826.

 

2.8 Angela Francisca de Marafigo, casada na Lapa em 1798 com Salvador Soares, filho de José Soares e Marta Maria.

 

Marafigos ainda não conectados:

Antônio Francisco de Marafigo e Maria da Luz (ou de Deus) Franco. Tiveram:
1.1 Maria, batizada em Curitiba a 01.11.1833.
1.2 Fermino Franco Marafigo, batizado em São José dos Pinhais a 06.02.1836. Casou-se em São José dos Pinhais a 13.10.1863 com Anna da Luz, com quem teve:
1.1.1 Francisco, batizado em São José dos Pinhais a 13.06.1864.
1.1.2 José, batizado no mesmo dia e local que seu irmão supra.
1.1.3 Joaquina, batizada em São José dos Pinhais a 25.10.1865.
1.1.4 Balduína, batizada em São José dos Pinhais a 25.12.1866.
1.1.5 Antônio, batizado em São José dos Pinhais a 19.04.1868.
1.1.6 Francellino, batizado em São José dos Pinhais a 30.01.1870.
1.1.7 Anna, batizada em São José dos Pinhais a 25.07.1872.
1.1.8 Maria, batizada no mesmo dia e local que sua irmã supra.
1.1.9 Eduardo, batizado em São José dos Pinhais a 17.10.1874.
1.1.10 Manoel, batizado no mesmo dia e local que seu irmão supra.
1.1.11 Geraldina, batizada em São José dos Pinhais a 07.03.1880.
1.3 Bernardino, batizado adulto em São José dos Pinhais a 14.05.1865 e casado a 20.05.1865 com Francisca Ribeiro Messias. Tiveram:
1.2.1 Isabel, batizada em São José dos Pinhais a 10.04.1866.
1.2.2 Anna, batizada em São José dos Pinhais a 13.07.1870.
1.2.3 Maria, batizada em São José dos Pinhais a 26.09.1872.
1.2.4 Manoel, batizado em São José dos Pinhais a 25.12.1874.
1.2.5 João, batizado em São José dos Pinhais em 1888.
1.4 Alexandrina, batizada em São José dos Pinhais a 27.10.1838. Provavelmente a mesma que se casou com João Ribeiro dos Santos Marafigo em 03.11.1859. Pais de:
1.3.1 Anna, batizada em São José dos Pinhais a 30.01.1861.
1.3.2 João, batizado em São José dos Pinhais a 05.10.1862.
1.3.3 Leopoldina, batizada a 26.05.1867 em São José dos Pinhais.
1.3.4 Joana, batizada em São José dos Pinhais a 26.09.1869.
1.3.5 Maria, batizada a 09.07.1871 em São José dos Pinhais.
1.5 João, batizado em São José dos Pinhais a 30.11.1844.

1.6 Maria, batizada a 07.10.1846 em São José dos Pinhais.
1.7 Francellina, batizada em São José dos Pinhais a 19.04.1851.
1.8 José, nascido em São José dos Pinhais a 29.05.1853 e batizado a 24.06.1853. Provavelmente é o José Domingos Franco de Marafigo, casado em São José dos Pinhais a 05.02.1874 com Maria Munhoz da Silva, com quem teve:
1.5.1 João, nascido em 02.11.1887 e batizado em São José dos Pinhais a 30.01.1888.
1.5.2 Agostinho, batizado em São José dos Pinhais a 20.01.1893.
1.5.3 Glória, batizada em São José dos Pinhais a 24.01.1895, nascida a 20.01.1895.
1.5.4 José, batizado em São José dos Pinhais a 30.01.1896.
1.9 Anna, batizada em São José dos Pinhais a 27.12.1855.
1.10 Geraldina, batizada em São José dos Pinhais a 02.05.1858.
1.11 Manoel, batizado em São José dos Pinhais a 06.11.1859.

Ezfrianor Rodrigues de Marafigo, nascido por volta de 1883 em São Joaquim.

Francisco José e Inocência de Marafigo
1.1 Antônio, batizado na Lapa a 05.05.1844.

Francisco Mariano ou Marciano de Marafigo e Flora Leal da Cruz. Pais de:
1.1 Cândido, nascido em 06.11.1892 e batizado a 07.01.1893 em São José dos Pinhais.
1.2 Maria, batizada em 03.06.1894 em Curitiba.
1.3 José, nascido em 06.01.1895 e batizado naquele ano em São José dos Pinhais.

Joaquim Libio de Marafigo e Domingas Maria de Paula.
1.1 Abílio, batizado em São José dos Pinhais a 01.01.1890.

Joaquim Rodrigues de Marafigo e Maria Perpétua de Jesus.
1.1 Manoel Rodrigues de Marafigo

Joaquim Silvino Tobias (Sebias) de Marafigo, casado em São José dos Pinhais a 11.01.1866 com Joaquina Pereira de Castilho.
1.1 Leonarda, batizada a 07.05.1868 em São José dos Pinhais.
1.2 Cândido, batizado a 21.09.1870 em São José dos Pinhais.
1.3 Isaac, batizado a 09.11.1872 em São José dos Pinhais.
1.4 Claudina, batizada a 23.04.1878 em São José dos Pinhais.

João Baptista de Marafigo e Francisca Munhões da Silva.
1.1 Maria, nascida em 1889 e batizada em 1890 em São José dos Pinhais.
1.2 Augusta, batizada em São José dos Pinhais em 1891.
1.3 Anna, batizada em São José dos Pinhais a 25.01.1895.

João Baptista de Marafigo e Marcellina Borges Vieira, casados na Lapa em 1852, ela filha de José Mariano da Ressureição e Roberta Borges Vieira.
1.1 Etelvina, batizada na Lapa a 19.09.1868.
1.2 Elisa, batizada na Lapa a 08.10.1870.

João Baptista de Marafigo e Rosália Ferreira das Neves, casados em São José dos Pinhais a 04.06.1874.

João Ribeiro dos Santos Marafigo, casado em Sâo José dos Pinhais a 03.11.1859 com Alexandrina Maria Marafigo.

João Rodrigues de Marafigo, casado com Isabel Ribeiro de Mello.
1.1 Cecília Rodrigues de Marafigo.
1.2 Maria Magdalena Rodrigues de Marafigo.
1.3 Salvador Rodrigues de Marafigo

José Ignácio de Marafigo e Joana Maria d’Anhaia:
1.1 Maria, batizada a 17.01.1869 na Lapa.
1.2 Alexandrina, batizada em 30.01.1875 na Lapa.
1.3 Florência, batizada na Lapa em 12.09.1880.
1.4 Floriana (ou seria a mesma Florência?)

José Salvador de Marafigo e Joanna dos Santos:
1.1 Maria, batizada na Lapa em 17.03.1878.

Lino Antônio de Marafigo e Anna Bernarda de Lima:
1.1 Maria, batizada a 25.02.1844 em São José dos Pinhais
1.2 João, batizado em São José dos Pinhais a 12.09.1847.
1.3 Brandina, batizada a 30.01.1853 em São José dos Pinhais.
1.4 Gertrudes, batizada a 08.03.1857 em São José dos Pinhais.
1.5 Joaquina, batizada em São José dos Pinhais a 21.07.1859.

Manoel Franco de Marafigo e Balduína de Paula Marafigo:
1.1 Maria, batizada em São José dos Pinhais em 1888.
1.2 Antônio, batizado em São José dos Pinhais a 14.01.1890.
1.3 Geraldina, batizada em São José dos Pinhais a 31.03.1894. Uma Geraldina Júlia de Marafigo foi casada com Nestor Franco de Oliveira.

Manoel Rodrigues de Marafigo e Maria Ribeiro de Mello.
1.1 Maria Bento de Mello, nascida por volta de 1883. Casada com Francelizio Ribeiro Borges.
1.2 Pedro de Mello Marafigo, nascido por volta de 1885. Casado em 24.06.1911 com Joaquina Francisca de Oliveira.
1.3 Clara de Mello Marafigo, nascida por volta de 1889.
1.4 Joaquina de Mello Marafigo, nascida em 16.10.1890. Casou-se em São Joaquim com Saturnino Vicente da Silva, a 25.10.1908, filho de Vicente dos Santos Barbosa e Maria Feliciana de Jesus.
1.5 Isabel de Mello Marafigo, nascida por volta de 1895. Casada com José Raphael Ribeiro Borges a 04.05.1912 em São Joaquim, filho de Rafael Ribeiro Borges e Anna Diolinda da Silva dos Prazeres.
1.6 Antônio de Mello Marafigo, nascido por volta de 1897. Provavelmente o mesmo casado em São Joaquim a 10.10.1916 com Mercedes Nascimento dos Prazeres, filha de Francisco da Silva Santos e Maria Nascimento dos Prazeres.
1.7 Bento de Mello Marafigo.
1.8 Ignez de Mello Marafigo, nascida por volta de 1898.
1.9 Joaquim de Mello Marafigo, nascido por volta de 1899.
1.10 Anna Maria de Mello Marafigo, nascida em 12.02.1905, casou-se em São Joaquim com Gerêncio Ribeiro da Silva a 04.11.1924.
1.11 Maria Ignácia de Mello Marafico, nascida por volta de 1905, casada em São Joaquim a 28.11.1931 com Joaquim Ribeiro de Mattos.

Maurício Rodrigues de Marafigo e Maria Nascimento do Espírito Santo.
1.1 Ana Maria de Marafigo, nascida a 11.10.1911. Casada em São Joaquim a 16.09.1932 com Indalício Antunes de Oliveira, nascido a 09.08.1906.

Paulo Ribeiro de Marafigo e Isabel Pereira dos Santos.
1.1 Elpídio Pereira de Marafigo, nascido em 01.09.1900. Casou-se com Clara Furtado Goulart.
1.2 Leovegildo Pereira de Marafigo
1.3 Donatílio Pereira de Marafigo
1.4 Sebastião Pereira de Marafigo
1.5 Rufino Pereira de Marafigo
1.6 Ercílio Pereira de Marafigo
1.7 Dercílio Pereira de Marafigo
1.8 Antônio Pereira de Marafigo
1.9 Alzira Pereira de Marafigo
1.10 Maria Benta Pereira de Marafigo
1.11 Inês Pereira de Marafigo
1.12 Dejalmo Pereira de Marafigo
Pedro José de Marafigo e Rosa dos Santos Cortês ou Cordeira.
1.1 José, batizado em São José dos Pinhais a 23.11.1834.
1.2 Maria, batizada em São José dos Pinhais a 13.09.1837.
1.3 Ermeliana, nascida em 20.04.1843 e batizada na Lapa a 29.04.1843.

Pedro Marafigo Franco e Maria Marcellina da Rocha.
1.1 Manoel, batizado em São José dos Pinhais em 1889.

Ricardo de Marafigo e Maria Gertrudes. Pais de:
1.1 Gertrudes, batizada em Curitiba a 08.06.1840.

Rodolpho Rodrigues de Marafigo e Lídia Maria de Oliveira:
1.1 Arcílio Rodrigues de Marafigo, nascido por volta de 1895 em São Joaquim.
1.2 Cecílio Rodrigues de Marafigo, nascido por volta de 1898.
1.3 José Rodrigues de Marafigo, nascido por voltade 1899.
1.4 Maia José de Oliveira Marafigo, nascido por volta de 1900 e casada com Amandio Ribeiro Borges em São Joaquim a 14.04.1917.
1.5 Miguel Rodrigues de Marafigo, nascido por volta de 1901.
1.6 Ignácio Rodrigues de Marafigo, nascido por volta de 1904.
1.7 Constância Rodrigues de Marafigo, nascida por volta de 1905.

Salvador José de Marafigo e Anna Joaquina
1.1 Maria, batizada na Lapa a 13.09.1835.
1.2 Manoel José Marafigo, casado na Lapa a 07.01.1874 com Amélia de Sousa.


[1] Batch Number M020157

[2] Batch Number C038737

[3] Pesquisa de Antônio Correia.

[4] Registros de Testamentos e Codicílios N. 2 Lages 1848, com termo de abertura que data de 09.11.1848, conforme pesquisa de Tânia Arruda Kotchergenko.

Published in: on 16/08/2008 at 11:03 PM  Comments (42)  

100 Anos do Açougue Fendrich

Ontem, dia 15 de agosto, comemorou-se 100 anos da inauguração do Açougue Fendrich. O empreendimento foi criado por José Fendrich, filho de Friedrich Fendrich, o professor e sapateiro, e sua esposa Catharina Zipperer.

Ao contrário do pai e de seus irmãos Frederico e Francisco, José Fendrich não se dedicou à sapataria. Aprendeu em Curitiba o ofício de açougueiro, no Açougue Garmatter, de propriedade de Reinhold Garmatter, que se localizava na rua José Bonifácio, hoje um calçadão ao lado da Catedral Metropolitana. Quando voltou para São Bento do Sul, já casado com Anna Pfeiffer, montou seu próprio açougue. Em 15/08/1908, o jornal “Der Volskbote” publicou o seguinte anúncio, traduzido conforme o livro “São Bento na Memória das Gerações”, de Alexandre Pfeiffer:

“ABERTURA DE NEGÓCIO

Comunico ao distindo público de São Bento e adjacências que acabo de inaugurar nesta Vila, na antiga casa “Becker”, na rua Gültzow, um

AÇOUGUE

Vendendo às terças-feiras e aos sábados, CARNE DE GADO e, às sextas-feiras, CARNE DE SUÍNOS.
Mantenho também uma primorosa

FRIAMBERIA,

Recomendando às esclarecidas e dedicadas donas-de-casa, especialidades como: salame rosa, salame “cervelat”, chouriço, morcília, lingüiça prensada, presunto, finas carnes defumadas, toucinho defumado, etc.

Todos os sábados, à tardinha, salsichas de Viena fresquinhas!

Benevolente afluência pede
José Fendrich”

O açougue é localizado até hoje na atual Rua Felipe Schmidt. Com o falecimento de José em 20.11.1940, o comando passou aos seus descendentes, como Bento Carlos Fendrich e João Fendrich. Esse último faleceu em 2004, passando o açougue a ser cuidado pelos seus filhos. O seu irmão Bento faleceu em um assalto ao açougue, exatamente no dia em que comemorava 50 anos, em 1981.

Published in: on 16/08/2008 at 10:51 PM  Deixe um comentário  

158 Anos do Falecimento de Ermenegildo Rodrigues d’Oliveira Preto: A Busca Por Seus Pais

 

Em meados de 2006, encontrei o registro de casamento de meus tetravós Generoso Fragoso d’Oliveira e Leopoldina Maria de Almeida, em São José dos Pinhais. Generoso e sua família estiveram entre os primeiros moradores da localidade de Fragosos, hoje localidade de Campo Alegre. Na região, conseguiu grande prestígio, e recebeu o nome de uma rua em sua homenagem.

E pelo seu casamento, ocorrido em 12.05.1866, fiquei descobrindo o nome de seus pais: Ermenegildo Rodrigues d’Oliveira, já falecido na ocasião, e Francisca Soares. Enquanto que pelo lado de Francisca as pesquisas evoluíram consideravelmente, pelo lado de Ermenegildo elas pouco caminharam. Mas, recentemente, pesquisando na Lapa, consegui algumas novas pistas que talvez ajudem a elucidar alguns aspectos da origem de Ermenegildo.

Sabia eu, por esse mesmo registro de 1866, que ele já havia falecido. Considerando que, à época, seu filho Generoso contava com 20 anos, já deduzia que havia morrido relativamente cedo. Há na Lapa algumas famílias Rodrigues de Oliveira, as quais achei estarem, de alguma maneira, relacionadas com a desse meu pentavô.

A maneira mais fácil de descobrir quem eram seus pais era, naturalmente, encontrar o seu registro de casamento. Mas isso, até o momento, não foi possível. Embora tenha batizado o filho Generoso e a filha Celestina na Lapa, entre 1845-1847, o casamento de Ermenegildo e Francisca não consta nos livros daquela cidade – até por isso, se faz necessária uma pesquisa extensiva aos arquivos de outras cidades próximas.

Encontrando o registro de uma Francisca Soares casando-se na Lapa em 1854, tratei de verificar se era a mesma que, viúva, casava-se pela segunda vez, ou se tratava-se de homônima. E de fato era a minha tetravó que estava se consorciando novamente. O padre anotou que ela era viúva de Ermenegildo Rodrigues Preto. Foi a primeira vez que o nome “Preto” apareceu referindo-se a Ermenegildo – todas as outras fontes citavam Rodrigues, ou Oliveira, ou ambos. E foi a menção a esse nome que abriu novas portas, dando novas pistas para descobrir a sua origem.

Também na Lapa, encontrei o registro de óbito de Ermenegildo, uma verdadeira preciosidade, cujo conteúdo transcrevo abaixo:

 

“Aos sete d’Agosto de mil oitocentos e cincoenta faleceu Ermenegildo Rodrigues, de idade 28 anos mais ou menos, casado com Francisca Soares, não recebeu os sacramentos por ser a sua morte apressada, foi enchomendada sua alma e seu corpo sepultado no Cemiterio desta Parochia”

 

Os dados nos registros nos mostram alguns aspectos misteriosos: de quê teria morrido Ermenegildo, aos 28 anos de idade? A “morte apressada” significava que não houve tempo de receber a extrema unção. Embora seja muito difícil descobrir a causa, já que não foi apontada pelo padre que escreveu o assento, a questão merece ser pesquisada em outras fontes.

Como visto, o registro também não nos informa os pais de Ermenegildo. Mas encontrei algumas famílias que podem estar relacionadas, já que, entre seus nomes, misturam-se Preto, Rodrigues e Oliveira. Uma delas é a de Antônio Preto de Oliveira, que casou-se com Benedita Maria Rodrigues e teve os seguintes filhos, dos quais conseguimos encontrar até o momento:

 

1.1 Maria, batizada na Lapa a 07.07.1816.

1.2 Máximo Rodrigues, casado em 23.07.1837 com Damázia Soares, filha de Theodoro Soares Fragoso e Feliciana Rodrigues França.

1.3 Rosa, batizada na Lapa em 29.11.1826.

1.4 Silvano Rodrigues, casado na Lapa em 1855 com Carolina de Lima, filha de Francisco Pires Gonçalves e Anna Lourença de Lima.

1.5 Laurinda Rodrigues Preto, casada na Lapa a 05.03.1867 com Venâncio Maciel, de São José dos Pinhais, filho de Pedro José Maciel e Maria Bernardes.

1.6 Belarmino Rodrigues Preto, casado na Lapa a 29.03.1873 com Gertrudes dos Anjos, natural de São José dos Pinhais, filha de Maria dos Anjos.

 

O casamento de Máximo Rodrigues com Damázia Soares (tia de Francisca Soares, a esposa de Ermenegildo Rodrigues d’Oliveira) conta como um ponto a se considerar, já que prova que essa família Preto mantinha relação com membros da família Fragoso. O uso de nomes menos usuais para batizar os filhos (Silvano, Belarmino, Máximo) também é algo que pode ter importância, já que Ermenegildo, notadamente, não era um nome tão comum, mesmo naqueles tempos.

O que chama também a atenção nesse rol dos filhos de Antônio Preto de Oliveira e Benedita Rodrigues é o grande tempo que separa o casamento de alguns dos seus filhos. Enquanto Máximo se casou em 1837, seu irmão Belarmino casou-se em 1873. Mas, de qualquer forma, essas datas não excluem a possibilidade do casal ter sido também pai de Ermenegildo, já que esse, conforme seu registro de óbito, nasceu por volta de 1822.

Outro fator que pode que pode ser significante é que Antônio Preto, nos maços populacionais da Lapa referentes ao anos de 1846, aparece como morador do 15º Quarteirão da cidade, o mesmo em que eram chefes de família Máximo Rodrigues, Antônio Soares Fragoso e Manoel Soares Fragoso – pai de Francisca Soares, esposa do Ermenegildo Rodrigues d’Oliveira Preto.

Consideramos esse como o casal mais provável como pais de Ermenegildo. Mas, naturalmente, isso só poderá ser confirmado se um dia for comprovado documentalmente. Do contrário, teremos apenas uma boa hipótese.

Há ainda outros casais, como um certo Ignácio José de Oliveira Preto, que casou-se com Júlia Rodrigues. Foram pais de:  

 

1.1 Maria Ignácia Rodrigues Preto, batizada na Lapa a 01.07.1792 e casada em 1807 com Luciano Dias, filho de Manoel Dias e Maria da Silva.

1.2 Mariana, batizada na Lapa em 24.03.1794

1.3 Maria, batizada na Lapa a 22.03.1796.

1.4 Joaquim Preto de Oliveira, casado na Lapa em 1825 com Roza Maria Lima, filha de Henrique de Lima e Delfina Maria.

1.5 Ignácia, batizada na Lapa a 19.11.1809.

1.6 Florinda Maria Rodrigues Preto, casada na Lapa a 15.01.1827 com Miguel Soares.

1.7 Antônia, batizada na Lapa a 17.01.1812.

1.8 Jezuína, batizada na Lapa a 10.01.1814.

 

Contra esse casal se põe, necessariamente, a questão das idades, uma vez que Ermenegildo tem como data aproximada de nascimento o ano de 1822 – 30 anos depois do nascimento do primeiro filho.

Temos ainda um Manoel Preto, casado com Luzia Rodrigues. Esse casal tem idade compatível. Tiveram:

 

1. Antônia Maria Domingues, casada na Lapa em 26.06.1818 com Polycarpo Domingues Maciel, filho de Bento Domingos Maciel e Innocência Soares.

2. Maria, batizada na Lapa a 12.03.1811.

3. Maria, batizada na Lapa a 30.03.1824.

 

E o último casal que também encontramos é o de João Preto e Maria da Conceição, que tiveram o filho Jozé Ignácio Preto, casado na Lapa em 1798 com Anna Rodrigues de Oliveira. Poderia vir daí o “Rodrigues de Oliveira Preto” do Ermenegildo.

Cremos que, se de fato Ermenegildo tem suas origem na Lapa, como o cremos e como se evidencia, seus pais são um desses quatro casais acima. Apenas pesquisas exaustivas e rigorosas quanto aos resultados documentais poderão nos dizer se estamos certos em nossas conjecturas.

Nesse 07 de agosto lembramos 158 anos desde que Ermenegildo faleceu, aos 28 anos. Como essa data só foi descoberta recentemente, é a primeira vez que pode ser lembrada – coisa que não acontecia, certamente, há pelo menos 80 anos, desde que seus filhos faleceram. O seu nome é um daqueles que não constam em livro ou publicação alguma, e do qual me orgulho de ter sido o descobridor, tirando-o do esquecimento eterno e procurando fazer justiça e dar-lhe a importância devida na minha história.

 

Published in: on 07/08/2008 at 4:04 PM  Comments (9)  

1 Ano do Falecimento de Herbert Alfredo Fendrich

Nesse 30 de julho, faz um ano que faleceu meu avô Herbert Alfredo Fendrich, casado com Dóris Isolda Giese, e filho de Frederico Fendrich Filho e Anna Roesler, neto paterno de Friedrich Fendrich e Catharina Zipperer, e neto materno de Johann Rössler e Amália Preussler.

Era uma pessoa que vivia música, tendo tocado em várias bandas tradicionais germânicas, além de cantar em diversos corais. Merece destaque a sua participação na Banda Treml, que foi de 35 anos, os quais foram cuidadosamente registrados em cadernos de anotações, semelhantes a um “diário” da banda.

Seleciono dois trechos escritos na década de 50 que julgo representativos da dedicação que meu avô tinha em relação a música e aos seus companheiros. É certamente uma das facetas mais marcantes de seu caráter.

“Por motivo de chuvas, eu não fui aos ensaios nas últimas duas semanas. Hoje, 14-9-58, realiza-se novamente a festa dos Atiradores em São Bento. Mas infelizmente, está chovendo outra vez, e eu, por assim dizer, obrigado a ficar chocando aqui. De certo que com chuva mesmo eles se divertem. É sempre para mim um dia enjoado sabendo que a banda está tocando em alguma festa e eu não posso ir.”

O trecho mostra a importância dos eventos em que tocava com seus amigos, e na cidade em que nascera e que amava. Herbert morava na época em Campinas dos Crispim, uma localidade de Piên, e nem sempre podia se deslocar até São Bento para acompanhar os ensaios e apresentações da Banda Treml. Muitas vezes, quando o tempo permitia, ia de bicicleta. Outra tantas, ia de ônibus – o que não podia acontecer sempre, já que as passagens não eram das mais baratas para ele. E em casos como esse citado, em que chovia e nem o ônibus era capaz de chegar até a sua casa e levá-lo para São Bento, Herbert certamente passava o dia amuado e tristonho.

O outro trecho, embora descrito rapidamente por ele, é de uma beleza imensa se prestarmos mais atenção no que ele realmente significa.

No dia 8-5 o Xerife me mandou diversas folhas de músicas para copiar, porque, para nossos instrumentos, só veio uma folha de cada peça, e é muito ruim ler as notas em três por folha. Aproveito assim as noites, com lampião, para este serviço.”

Tentem evocar essa imagem de meados de 1958: um jovem de 28 anos, sob a luz do lampião, se propõe a passar as noites transcrevendo as músicas que a banda irá tocar, a fim de que todos tenham a sua própria folha, facilitando o trabalho de todos.

É de uma beleza poética estupenda, que só vem ressaltar a generosidade e dedicação que tanto pareciam dirigir suas atitudes, e que convém destacar sempre, especialmente no dia de hoje.

Published in: on 30/07/2008 at 10:18 PM  Comments (2)  

Família Mühlbauer

(quem tiver correções ou acréscimos, deixe seu email nos comentários)

Foram duas as famílias Mühlbauer que vieram para São Bento com grande descendência, sendo que houve ainda algumas famílias menores. Uma dessas grandes famílias era da Bavária e a outra da Boêmia, mais precisamente de Flecken, aldeia natal de tantas outras famílias que para cá vieram. Começamos com os Mühlbauer bávaros:

1. Mathias Mühlbauer, que casou com Klara, eram proprietários em Schwarzenberg, e foram pais do imigrante:

1.1 Anton Mühlbauer, sobre o qual não foi encontrado registro de batismo nos arquivos de Eschelkam, na Bavária, sendo portanto a sua origem um mistério, devendo ser natural de outra paróquia. Conforme o registro de navio que temos através do livro de Böbel, era pedreiro e nasceu por volta de 1834. Com a família, imigrou para o Brasil em 1877 a bordo do Navio Rio. Casou-se em Eschelkam no dia 03.10.1868 com Barbara Pfeffer, a qual nasceu em 09.12.1838 às 11h e foi batizada no mesmo dia, tendo por madrinha Barbara, que morava em Kleinagn, e que segundo nos foi possível apurar com a ajuda de pesquisadores bávaros, era fª de Georg Pfeffer e Anna Singer, neta de Josef Pfeffer e Anna Hastreiter, bisneta de Josef Pfeffer e Anna Maria Laurer, trineta de Peter Pfeffer e Margareth Hauser, a qual era fª de Georg e Barbara Hauser, tetraneta de Wolgang e Walburga Pfeffer, pentaneta de Andreas e Anna Pfeffer, e cremos ainda hexaneta de outro Andreas Pfeffer. Pelos registros de batismos dos filhos, sabe-se que Anton estava em 1859 em Schwarzenberg, 1869 em Kleinagn, 1872 em Grossaign e 1873 em Ritzenried. Em 1877 estava em São Bento, onde faleceu em 02.11.1911. Pais de:

1.1.1 Theresia Mühlbauer, que nasceu antes dos pais se casarem, no dia 01.11.1859 em Eschelkam, sendo batizada no dia seguinte, tendo por madrinha Theresia Schwarz, solteira e proprietária em Kleinagn. Imigrando para o Brasil, casou-se em São Bento do Sul no dia 20.09.1881 com Anton Fürst, filho natural de Anna Fürst, natural de Hammern, na Boêmia. Theresia faleceu em 27.03.1939, aos 79 anos. O casal morava na Estrada das Neves e teve ao menos:

1.1.1.1 Bárbara Fürst, nascida em 10.02.1883 e batizada em 09.04.1883, sendo padrinhos José Linzmayer e Bárbara Linzmeyer. Teve:

1.1.1.1.1 Maria, que faleceu com 1 ano e 10 meses no dia 25.10.1910.

1.1.1.2 José Fürst, nascido em 04.04.1884 e batizado no dia 20.04.1884, tendo como padrinhos José Linzmeyer e sua esposa Bárbara Linzmeyer.

1.1.2 Philipp Mühlbauer, nascido em Kleinagn e batizado em Eschelkam. Não foi encontrado seu registro de batismo, mas provavelmente também nasceu antes do casamento de seus pais. Casou-se em São Bento do Sul aos 24 anos no dia 19.10.1889 com Rosalia Kellnner, nascida em “Seigenhof”, e batizada em Eschelkam, filha de Josef Kellner e Barbara Kerscher, por essa neta de Wolfang Kerscher e Barbara Seltner. Como testemunhas, serviram Gaspar Liebl e Ignatz Fischer. Lá por volta de 1900, Phillip pegou tifo e sua situação era preocupante, restando pouca chance de salvação. No entanto, a sua esposa e filhos passaram a orar muito para Deus a fim de que Philippe pudesse sair dessa com vida. Mostrando grande fé, prometeram que caso ele se recuperasse, construiriam uma capela para louvar a Deus. Aos poucos, Philipp foi melhorando. Algum tempo depois, ele conseguiu voltar a trabalhar. Cumprindo a promessa, a família construiu a Capela, que foi inaugurada em 1902 e atendeu a muitos dos moradores da redondeza. Como patrono da igrejinha, a população achou por bem colocar “São Felipe”, pois fora o Philipp Muehlbauer que motivou e liderou a construção da Capela em Banhados I, na atural Rua Conrado Liebl. Philipp faleceu no dia 02.11.1926, com 63 anos. Pais de:

1.1.2.1 João Mühlbauer, casado em São Bento do Sul no dia 15.05.1916 com Margarida Müller, filha de Carlos e Mathilde Müller, com quem teve ao menos:

1.1.2.1.1 João Mühlbauer, casado.
1.1.2.1.2 Ervino Mühlbauer, casado com Renata.
1.1.2.1.3 Ewaldo Mühlbauer, casado com Maria.
1.1.2.1.4 Carlos Mühlbauer, que ainda vive em 2008.
1.1.2.1.5 Willy Mühlbauer
1.1.2.1.6 Maria Mühlbauer, casada com Erico Bail.
1.1.2.1.7 Elly Mühlbauer, casada com Erhardt Weiss.
1.1.2.1.8 Regina Mühlbauer, casada.
1.1.2.1.9 Odete Mühlbauer, casada.
1.1.2.1.10 Iracema Mühlbauer, casada.
1.1.2.1.11 Cristina Mühlbauer, casada.
1.1.2.1.12 Frida Mühlbauer, casada com Erhardt Pauli.

1.1.2.2 Felipe Mühlbauer, que se tornou padre.
1.1.2.3 Francisco Mühlbauer
1.1.2.4 José Mühlbauer, casado com Francisca, e pais de:

1.1.2.4.1 Leonardo Mühlbauer, casado com Wally.

1.1.3 Franziska Mühlbauer, nascida em Kleinagn e batizada Eschelkam no dia 06.05.1868, tendo por madrinha Katharina Pfeffer. Casou-se em São Bento do Sul no dia 23.06.1888 com Johann Augustin, nascido e batizado em Santa Katharina, na Boêmia, e que contava com 26 anos na ocasião, filho de outro Johann Augustin e Theresia Altmann. Pais de ao menos:

1.1.3.1 João Augustin, falecido no dia 21.06.1947, com 53 anos. Casou-se com Francisca Liebl.
1.1.3.2 Carlos Augustin, que faleceu com 5 dias em 11.12.1902, sendo sepultado na sede de São Bento do Sul.
1.1.3.3 Antônio Augustin, que faleceu com 6,5 anos no dia 06.02.1914, na Estrada das Neves.

1.1.4 Ludwig Mühlbauer, que teria nascido em 23.07.1869, às 19h30, e batizado no dia seguinte, tendo por padrinho Ludwig, solteiro, morador de Kleinagn. Como não imigrou, supõe-se que tenha falecido pequeno.

1.1.5 Katharina Mühlbauer, nascida em 14.06.1870 às 19h30 e batizada em seguida, sendo madrinha Katharina Vogl, moradora de Kleinagn. Casou-se aos 22 anos no dia 09.01.1892 com Franz Hannusch, natural de Osseg, na Boêmia, filho de Wenzel Hannusch e Anna Trojan, por essa neto de Anton Trojan e Elisabeth Tausch. Serviram de testemunhas Anton Fürst e Philippe Mühlbauer. Franz faleceu no dia 15.07.1921, aos 55 anos, vítima de influenza. Tiveram ao menos:

1.1.5.1 Francisco Hannusch, nascido em 09.07.1896 e batizado em Bechelbron no dia 26.07.1896, sendo madrinha Barbara Mühlbauer.
1.1.5.2 João Hannusch Sobrinho.
1.1.5.3 Rosália Hannusch, que faleceu com 2 meses no dia 19.12.1905, em Mato Preto, sendo sepultada na sede de São Bento do Sul.

1.1.6 Barbara Mühlbauer, nascida em 29.09.1872 às 16h30, tendo por madrinha Magdalena. Faleceu em Fragosos, onde está sepultada, nno dia 02.07.1943. Se casou no dia 21.12.1895 com Johann Hannusch, filho de Wenzel Hannusch e Anna Trojan, por essa neto de Anton Trojan e Elisabeth Tausch. Como testemunhas, assinaram Anton Fürst e Philipp Mühlbauer. Tiveram ao menos:

1.1.6.1 Francisco Hannusch, batizado na Capela de Nossa Senhora Auxiliadora dos Cristãos, em Lençol, no dia 15.03.1896, tendo como padrinhos seus tios Franz Hannusch e Catharina Mühlbauer.
1.1.6.2 João Hannusch Filho, que nasceu no dia 26.04.1898 e falecido em 22.07.1983, solteiro. Sepultado em Fragosos.
1.1.5.3 Catharina Hannusch, nascida em 26.02.1900 e falecida em 20.11.1982, sendo sepultada em Fragosos. Casou-se com Antônio Basílio da Rocha, e teve:

1.1.6.3.1 Alzira da Rocha
1.1.6.3.2 Lucila da Rocha
1.1.6.3.3 Olinda da Rocha

1.1.6.4 André Hannusch, casado com Sebastiana, e pais de:

1.1.6.4.1 Darci Hannusch

1.1.6.5 Luiz Hannusch, casado com Eloína, com quem teve:

1.1.6.5.1 Jovino Hannusch

1.1.6.6 um filho que faleceu com 5 anos em 1910.
1.1.6.7 Rozina Hannusch, nascida no dia 07.01.1909 e falecida em Fragosos no dia 16.04.1980, sendo sepultada no Cemitério de Fragosos. Casou-se com Luiz Thomé Fragoso, descendente da tradicional família que primeiro ocupou aquela região, filho de Saturnino Fragoso de Oliveira e Joaquina Fragoso Cavalheiro, neto paterno de Generoso Fragoso de Oliveira e Leopoldina Maria de Almeida, e neto materno de Felippe Soares Fragoso e Flora Lina Cavalheira. Pais de:

1.1.6.7.1 Cristina Fragoso, casada com Narciso Ferreira da Silva.
1.1.6.7.2 Adelina Fragoso, casada com Livarte Cordeiro de Meira.
1.1.6.7.3 Carlos Fragoso, casado com Maria Diva Gonçalves.
1.1.6.7.4 Bernardo Fragoso, casado com Benedita de Mello.
1.1.6.7.5 Otília Fragoso, nascida em Fragosos no dia 31.07.1943, casado com Luiz da Silva, nascido em Piên no dia 04.01.1928 e falecido em Fragosos no dia 05.09.2007.

1.1.6.8 Lina Hannusch, falecida com 2 anos no dia 11.08.1914.

1.1.7 Georg Mühlbauer, nascido em 05.12.1873 às 23h e batizado no dia seguinte, tendo como padrinho Georg Rank, proprietário. Faleceu em São Bento do Sul no dia 19.11.1949, aos 75 anos.

Published in: on 29/06/2008 at 2:49 PM  Comments (24)  

Família Giese – Atualizado

Quem tiver correções, ou mais informações, por favor entre em contato. Não se esqueçam de se identificar nos comentários, passando o email de contato.

A história da Família Giese na região de São Bento do Sul começa com a vinda de de Johann Karl Giese e Emilie Wegner para o Brasil, a bordo do navio Henry Knight em 1872. Vieram de Regenwald, na Pomerânia, hoje parte da Polônia, chegando na cidade de Joinville com seus quatro filhos:

1.1 Minna Giese, nascida por volta de 1851.

1.2 August Giese, nascido por volta de 1854.

1.3 Emilie Giese, nascida por volta de 1857.

1.4 Karl Giese, nascido em 30.05.1859, casou-se em 25.10.1891 na Igreja Protestante de São Bento do Sul com Ida Bertha Labenz, nascida em 03.11.1874 (segundo o registro de casamento, 06.11.1874), filha de Friedrich Labenz e Wilhelmine Witt, família que imigrou ao Brasil em 1877 a bordo do navio Bahia, vindo de Eichstedt, na Prússia, hoje também pertecente à Polônia. Nesse assento consta que Carl morava em São Paulo e que a família Labenz morava na Estrada Bismarck. Carl Giese faleceu em 24.06.1924, sendo sepultado no Cemitério Municipal de São Bento do Sul. Sua esposa Ida Bertha Labenz faleceu em 03.10.1934. Tiveram:

1.4.1 Luiza Giese, nascida em São Bento do Sul a 17.11.1892 e falecida a 12.09.1918. Casou-se com Carlos Blödorn, nascido em 05.10.1884 e falecido em 25.07.1956.

1.4.2 Adolfo Giese, nascido em São Bento do Sul a 06.01.1895 e falecido a 06.12.1977. Casou-se com Martha Zoellner, nascida em 22.08.1894 e falecida em 28.03.1972. O casal morava na localidade de Fragosos, pertencente a Campo Alegre, e lá deixaram grande descendência. Descansam no Cemitério local. Tiveram:

1.4.2.1 Afonso Giese, nascido por volta de 1923 e falecido em agosto de 2005, casado com Margarida. Pais de: Odete Giese, Salete Giese, Margarete Giese, Alcione Giese, Anselmo Giese, Marcelo Giese, Rubens Giese, Elizete Giese, Dori Giese, Arlete Giese, Airton Giese, Charles Giese.

1.4.2.2 Irene Giese, casada com Pedro Cavalheiro Neto, falecido em 13.08.2005, com quem teve: Alda Cavalheiro.

1.4.3 Rodolfo Giese, nascido em São Bento do Sul a 13.09.1897 e falecido a 07.03.1965, sepultado no Cemitério Municipal. Casou-se em 27.08.1921 com Catharina Bail, nascida São Bento do Sul a 03.05.1896 e falecida a 30.11.1974, filha de Benedicto Bail e Catharina Brandl, neta pelo lado paterno de Maria Bail e pelo lado materno de Josef Brandl e Anna Schweinfurter, imigrantes de Eisenstrasse, na Boêmia, que chegaram ao Brasil em 1874 a bordo do Navio Shakespeare. Rodolfo morava com sua família em Campina dos Crispim, no Município de Piên. Foi comerciante e sapateiro. Rodolfo e Catharina tiveram:

1.4.3.1 Ermelino Carlos Giese, casado com Dorita Maria Treml. Pais de:

1.4.3.1.1 Carlos Séris Giese, casado com Janete Teresinha Wolff. Tiveram: Ellen Cristine Giese, Carlos Henrique Giese.

1.4.3.1.2 Sérgio Giese, casado com Dóris Eugênia Welter, com quem teve:

1.4.3.1.2.1 Christopher Giese, casado com Vanessa Cristina Vidal. Pais de Berkeley.

1.4.3.1.2.2 Soraya Giese

1.4.3.1.2.3 Diogo Giese

1.4.3.1.2.4 Christiane Giese

1.4.3.2 Laurindo Vitorino Giese, casado com Anita Spitzner. Pais de ao menos:

1.4.3.2.1 Zilda Giese, nascida por volta de 1949 e falecida em 23.06.2005 em Curitiba. Casou-se com Salvador de Souza.

1.4.3.3 Alcides Paulo Giese, casado com Elvira Weiss. Pais de:

1.4.3.3.1 Elimar Giese, o “Tico”, casado com Glaci de Lima. Faleceu no dia 10.02.2008, em casa.

1.4.3.3.2 Ademir Giese

1.4.3.4 Dóris Isolda Giese, nascida em 23.08.1931 em Piên, casada em São Bento do Sul a 06.10.1951 com Herbert Alfredo Fendrich, nascido em 05.04.1930 e falecido em 30.07.2007, filho de Frederico Fendrich Filho e Anna Roesler, neto paterno de Friedrich Fendrich e Catharina Zipperer e materno de Johann Rössler e Amália Preussler.

1.4.4 Paulo Giese, nascido em 06.10.1900 e falecido em 02.08.1975, sendo sepultado no Cemitério Municipal de São Bento do Sul, lado protestante. Casou-se com Anna Mühlbauer, nascida em 24.05.1904 e falecida em 13.11.1992, e com quem teve:

1.4.4.1 Alfredo Raymundo Giese, casado com Melanie Hoffmann. Tiveram: Dolores Giese, Lucinda Giese, Líria Giese, Renato Antônio Giese, Dorly Giese, Ingelore Ana Giese, Neusa Maria Giese, Raymundo Paulo Giese, Janete Teresinha Giese, Lianda Inês Giese, Rogério Luís Giese, Marcelo Rui Giese.

1.4.4.2 Olinda Giese, casada com Afonso Hoffmann.

1.4.4.3 Milda Giese, casada com Afonso Maria Weihermann. Pais de: Luiz Carlos Weihermann, Renate Marli Weihermann, Aroldo Weihermann, Dario Weihermann, Vera Lúcia Weihermann, Jony Weihermann.

1.4.4.4 Aloísio Giese, falecido em 02/02/2006, casado com Anita Iris Tschá. Tiveram os seguintes filhos, a maioria morador de Ampére:

1.4.4.4.1 Stela Maris Giese, casada com Luiz Krindges. Pais de Tathiana, Pedro Paulo e Mariana.

1.4.4.4.2 Solange Maria Giese, casada com Oswaldo Hofmann. Pais de: Barbara e Gregório

1.4.4.4.3 Jacson Luiz Giese, morador de Curiiba, casado com Do Hee Kim. Sem geração.

1.4.4.4.4 Edson Carlos Giese, casado com Zuleika Crisina Antonello. Pais de: Marcos Felipe, Giulia e Joana Laura.

1.4.4.5 Adelina Giese, casada com Aloís Maros, com quem teve: Sueli Maros, Eliane Maros, Elisa Maros, Cristiane Maros.

1.4.5 Ernesto Giese, nascido em 27.04.1903 e falecido em 19.04.1980. Casou-se com Francisca Hinz, nascida em 28.09.1905 e falecida em 24.05.1980. Pais de:

1.4.5.1 Isolde Giese, casada com Davi.

1.4.5.2 Reinaldo Giese, casado com Líria.

1.4.5.3 Norma Giese, casado com Jeremias.

1.4.5.4 Erico Giese, casado com Adelina.

1.4.5.5 Teolindo Giese, casado com Cecília.

1.4.5.6 Vanilda Giese, falecida em Curitiba a 15.10.2005, casado com Antônio Seidel.

1.4.5.7 Leopoldo Giese, casado com Alice.

1.4.5.8 Lauro Giese

1.4.5.9 Ervino Giese

1.4.5.10 Waldemar Giese, casado com Cidália.

1.4.6 Frederico Guilherme Giese, nascido em 30.04.1906 e falecido em Piên a 24.04.1968. Casou-se com Maria Bechler, nascida em 14.07.1912 e falecida em 19.05.1978. Frederico foi o primeiro prefeito de Piên, no começo da década de 60. Ganhou em sua homenagem o nome da principal escola daquela cidade.

1.4.7 Ewaldo Giese, que faleceu com 1 ano às 15h de 26.12.1916, vítima de diarréia.

Published in: on 28/06/2008 at 1:22 PM  Comments (25)  

84 Anos do Falecimento de Generoso Fragoso de Oliveira

No dia 25.06.1924 faleceu meu tetravô Generoso Fragoso de Oliveira, filho de Hermenegildo Rodrigues de Oliveira e Francisca Soares, por essa neto de Manoel Soares Fragoso e Marciana Maria de Marafigo. Contava com 79 anos. Natural da Lapa, casou-se em São José dos Pinhais com Leopoldina Maria de Almeida, com quem teve, entre outros, meu trisavô Saturnino Fragoso de Oliveira.

Com a família, mudou-se para a região limítrofe entre Paraná e Santa Catarina. É tradição oral na família que Generoso foi o primeiro morador da região de “Fragosos”, sendo que, provavelmente, foi “um dos”. De qualquer forma, tudo indica que tenha sido pessoa de prestígio naquela região, onde possui o nome de uma rua em sua homenagem. Está sepultado no Cemitério de Fragosos no mesmo túmulo de seu filho Ernesto Crescêncio Fragoso.

Curiosamente, meu tetravô Generoso Fragoso de Oliveira faleceu exatamente um dia depois de meu trisavô Karl Giese – só que um é pelo lado materno e outro pelo lado paterno, e certamente jamais chegaram a se conhecer.

Published in: on 25/06/2008 at 11:15 PM  Comments (1)  

84 Anos do Falecimento de Karl Giese

Há 84 anos faleceu meu trisavô Karl Giese. Natural da região de Regenwald, na Pomerânia, imigrou com 13 anos para a Colônia Dona Francisca, em companhia dos pais Johann Karl Giese e Emilie Wegner e seus três irmãos. Morou em São Paulo por um tempo, e casou-se em São Bento do Sul no ano de 1891 com Ida Bertha Labenz. Com ela, teve, entre outros, meu bisavô Rodolfo Giese. Quando seu pai faleceu, Rodolfo estava com 26 anos. Está sepultado no Cemitério Municipal de São Bento do Sul, no lado protestante, pois na época ainda havia essa divisão, e era essa a religião que professava. Há duas placas no cemitério com suas datas de batismo e nascimento, sendo que uma, a mais antiga, está colocada numa sepultura que não a sua. Karl Giese é ancestral direto de todas as famílias Giese de São Bento do Sul, Rio Negrinho e Piên.

Published in: on 24/06/2008 at 10:35 PM  Deixe um comentário  

205 Anos do Casamento de Theodoro Soares Fragoso e Feliciana Rodrigues França

Foi no dia 21.06.1803, pela manhã, que se casaram em Curitiba meus ancestrais Theodoro Soares Fragoso e Feliciana Rodrigues França, ambos naturais dessa cidade, ele filho de Domingos Soares Fragoso e Maria Dias Camacho, neto paterno de João Soares Fragoso, de Taubaté, e da índia Páscoa das Neves, e neto materno de Francisco Dias Camacho; e ela filha de Manoel Fernandes França e Maria de Chaves de Almeida, neta paterna de Agostinho Fernandes França e Anna Maria Esteves, e neta materna de Paulo de Chaves de Siqueira e Joana Cardoso Esteves.

Muito provavelmente, os dois nunca souberam que eram primos distantes: ambos descendem do português Antônio Preto e também de Domingos Dias e Marianna de Chaves.

Os nomes de Theodoro Soares Fragoso e Feliciana Rodrigues França são dois dos quais me orgulho de ter tirado do esquecimento eterno por meus próprios méritos. Como muitas vezes há outras pessoas pesquisando as mesmas famílias, é comum acontecer de outra pessoa já ter descoberto nossos ancestrais em determinado ramo. Da mesma forma, é possível encontrar o nome de algumas dessas pessoas em livros genealógicos e históricos. O filho de Theodoro, Manoel Soares Fragoso, de quem descendo, já aparecia em muitos registros em São Bento do Sul e, assim, acabou aparecendo no livro do Paulo Jürgensen “Famílias Tradicionais”. Já o pai de Theodoro, Domingos Soares Fragoso, aparece num Batch Number do familysearch, de modo que era possível consultar seu nome virtualmente.

Mas Theodoro Soares Fragoso não aparecia em lugar nenhum, a não ser no próprio livro de registros de casamento, de onde o tirei para o mundo novamente, mais de duzentos anos depois. Posteriormente, eu descobriria uma porção de coisas interessantes: que ele era vários anos mais velho que Feliciana, que se mudou para São José dos Pinhais, e que logo em seguida se mudou para a Lapa, e que lá colhia “duzentas mãos de milho e nove alqueires de feijão” e tinha “de renda cem mil réis”.

O casal Theodoro e Feliciana teve ao menos sete filhos, entre eles o citado Manoel Soares Fragoso, que casou-se com Marciana Maria de Marafigo, de quem descendo.

Published in: on 21/06/2008 at 4:20 PM  Deixe um comentário  

Famílias de Pelkowitz: Os Wawrich

Com muita dificuldade e com a ajuda de pessoas mais entendidas, eu havia descoberto que descendo também da família Wawrich. Esse nome aparece no registro de batismo de meu trisavô Johann Rössler, e corresponde ao sobrenome de sua avó materna: Barbara Wawrich, casada com Josef Lang. O registro também informa que essa família era de Pelkowitz, na Boêmia. E informa o ainda o pai de Barbara, chamado Josef Wawrich (verdadeira preciosidade encontrar um registro de batismo que informa alguns dos bisavós da criança).

Pesquisando, percebi que esse sobrenome “Wawrich” parece bem pouco comum hoje em dia, e mesmo antigamente não parecia ser dos mais populares, embora todos as pessoas com esse nome fossem moradores de regiões próximas a Pelkowitz. No livro “Famílias Tradicionais”, do Paulo Jürgensen, encontrei por acaso outros nomes que, sem dúvida, são da mesma família que me interessa.

Maria Anna Ullrich, natural de “Boeshing” era casada com Franz Seiboth, de Pelkowitz, e juntos imigraram para São Bento do Sul. O registro de uma filha do casal, já brasileira, nos dão o nome de seus pais, os avós da criança. E Maria Anna era filha de Josef Ullrich e Maria Anna Wawrsich. Esse sobrenome parece claramente ser uma variação de Wawrich. Entre os padrinhos da filha Inez, de Franz Seiboth e Maria Anna Ullrich, também estava um certo Antônio Wawrisch. Ao que parece, no entanto, não há famílias com esse sobrenome nas listas de passageiros dos navios que chegaram a São Bento.  Por serem praticamente da mesma região que os meus Wawrich, certamente há parentesco.

Na internet, encontrei menção a um Jozef Wawrich, nascido por volta de 1765, casado com Anna Didková, pais de uma Anna Wawrich, nascida por volta de 1793, esposa de Franz Hawlina. Eram de “Chloudov 2″. Como ainda não conheço profundamente a geografia da época na região, não sei dizer se moravam próximos ou não de Pelkowitz, região de meu interesse.

Pelo livro de Jürgensen, é possível encontrar uma séria de sobrenomes que eram comuns na região norte da Boêmia, incluindo Pelkowitz, Gablonz, Johannesberg e muitas outras aldeias. São sobrenomes que, invariavalmente, acabam se relacionando entre eles. Entre eles, estão as famílias: Rössler, Lang, Preissler, Seiboth, Ullrich, Jaeger, Wünsch, Hübner, Pfeiffer, Weiss, Pilz, Posselt, Reckziegel, Schwedler, Wöhl, Jantsch, Seidl e muitas outras.

40 Anos do Falecimento de Anna Roesler

Minha bisavó Anna Roesler faleceu há 40 anos, no dia 14.06.1968, aos 77 anos. Era filha de Johann Rössler e Amalia Preussler, neta paterna de Franz Rössler e Antonia Lang, e neta materna de Bernard Preussler e Anna Jaeger. Lavradora, doméstica e cozinheira bastante conhecida na região, sempre ajudando nos eventos comunitários. Casada com Frederico Fendrich Filho, de quem já era viúva há 21 anos, teve 14 filhos, entre eles meu avô Herbert Alfredo Fendrich, que assim anotou essa triste data em seus registros:

“No dia seguinte, 14-6-68, tivemos em nossa família a maior tristeza da vida: a morte de minha querida mãe, que alcançou a idade de 77 anos. Depois deste acontecimento, faltei em alguns ensaios e tocatas. Mas nós devemos continuar.”

Anna está sepultada no mesmo túmulo de seu esposo e de seu sogro Frederico Fendrich, no Cemitério Municipal de São Bento.

Published in: on 14/06/2008 at 10:28 PM  Deixe um comentário  
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176 Anos do Casamento de Georg Pfeffer e Anna Singer

No dia 11.06.1832, em Eschlkam, na Bavária, se casaram meus pentavós Georg Pfeffer e Anna Singer, sendo ele filho de Josef Pfeffer e Anna Hastreiter. O casal foi pai de, entre outros, minha tetravó Barbara Pfeffer, que se casou com Anton Mühlbauer e imigrou com a família para São Bento do Sul em 1877.

Published in: on 13/06/2008 at 10:39 AM  Comments (2)  
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301 Anos do Falecimento de Wolfgang Pfeffer

No dia 06.06.1707 faleceu na Bavária meu ancestral Wolfgang Pfeffer, filho de Andreas e Anna Pfeffer. Era casado com Walburga, com quem teve, entre outros, meu antepassado Peter Pfeffer, esposo de Margareth Hauser. Um ramo dessa família acabou indo para os Estados Unidos, e consegui relacioná-los com a minha árvore de brasileiros.

Published in: on 06/06/2008 at 10:56 AM  Deixe um comentário  
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84 Anos do Falecimento de Wilhelmine Witt

No dia 05.06.1924, às sete horas da manhã, na Estrada Bismarck, em São Bento do Sul, faleceu minha tetravó Wilhelminte Witt, natural da Prússia, filha de Michael Witt e Relina (?). Deixou viúvo o esposo Friedrich Labenz, com quem havia imigrado ao Brasil em 1876. Contava com 76 anos e faleceu vítima de pneumonia, sem assistência médica. O seu registro de óbito informa que foi sepultada no “Cemitério Público dessa vila”. Mas se de fato está no Cemitério Municipal de São Bento, não existe qualquer lápide que informe o local, a exemplo do que também acontece com outros ancestrais antigos.

Wilhelmine Witt e seu esposo tiveram, ao que se sabe, apenas filhas mulheres. Entre elas, minha trisavó Ida Bertha Labenz, que se casaria com Karl Giese, da Pomerânia, e que seriam pais do meu bisavô Rodolfo Giese. Suspeita-se que a família Witt fosse de origem protestante, enquanto que os Labenz eram católicos.

Published in: on 05/06/2008 at 9:46 AM  Comments (2)  
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162 Anos do Batizado de Felippe Soares Fragoso

Meu tetravô Felippe Soares Fragoso foi batizado na Lapa há 162 anos, ou seja, no dia 31.05.1846. Era filho de Manoel Soares Fragoso e Marciana Maria de Marafigo, casados em Curitiba, neto paterno de Theodoro Soares Fragoso e Feliciana Rodrigues França e neto materno de Pedro de Chaves de Marafigo e Águeda de Góes Ribeiro. Não tenho a data de batismo de todos os filhos de Manoel e Marciana, mas com certeza Felippe foi um dos últimos a nascer. Eu descendo também de sua irmã, Francisca Soares, que nasceu ainda em Curitiba em 1827.

Felippe Soares Fragoso casou-se em 1865 com Flora Lina Cavalheiro, filha de João Florido Cavalheiro e Eduvirgens de Pontes Maciel. Com ela teve três filhas conhecidas, entre elas minha trisavô Joaquina Fragoso Cavalheiro, esposa de Saturnino Fragoso d’Oliveira. Felippe ficou viúvo precocemente dela, e então casou-se novamente com Anna Muniz Santana. Esse casamento aconteceu na Lapa em 1883.  Não sei em que momento Felippe Soares Fragoso e família se mudaram para a região de Fragosos, no interior de Campo Alegre.

Published in: on 31/05/2008 at 4:40 PM  Deixe um comentário  
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182 Anos do Casamento de Manoel Soares Fragoso e Marciana Maria de Marafigo

Foi no dia 30.05.1826 que se casaram em Curitiba meus antepassados Manoel Soares Fragoso e Marciana Maria de Marafigo, ele filho de Theodoro Soares Fragoso e Feliciana Rodrigues França, neto paterno de Domingos Soares Fragoso e Maria Dias Camacha, neto materno de Manoel Fernandes França e Maria de Chaves de Almeida, e ela filha de Pedro de Chaves de Marafigo e Agueda de Góes Ribeiro, neta paterna de Sebastiam de Marafigo e Julianna de Chaves de Siqueira, neta materna de Plácido de Góes Ribeiro e Quitéria Dias Cortês.

Ainda não achei o batizado do casal, para saber com maior segurança a idade que tinham, mas Manoel não tinha mais que 23 anos, pois seus pais foram casados em 1803. Um ano depois de casados, Manoel e Marciana tiverama primogênita Francisca Soares, minha pentavó. Depois disso, a família passou um tempo em Curitiba e se mudou para São José dos Pinhais, e posteriormente para a Lapa. Lá, nasceria também o filho Felippe Soares Fragoso, que também é meu ancestral – ou seja, eu descendo de dois filhos desse casamento que hoje completa 182 anos. Os descendentes do casal se mudariam para a região de Fragosos, que levou o nome, justamente, por causa das famílias que primeiro a ocuparam.

Published in: on 30/05/2008 at 11:26 AM  Deixe um comentário  
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149 Anos do Nascimento de Karl Giese

Meu trisavô Karl Giese nasceu no dia 30.05.1859, em Regenwald, na Pomerânia, ou numa aldeia das proximidades. Era o filho caçula do casal Johann Karl Giese e Emilia Wegner. Com apenas 13 anos imigrou para o Brasil com a sua família. Primeiramente, se mudaram para a Colônia Dona Francisca, atual Joinville. Em algum momento, Karl subiu a serra até São Bento do Sul, que só foi fundada depois que os Giese já estavam no Brasil. No registro de casamento de Karl Giese com Ida Bertha Labenz tem-se a informação que ele era morador em São Paulo. Ainda não me foi possível descobrir a razão dessa moradia na capital paulista. Com a esposa, o casal teve, entre outros, meu bisavô Rodolfo Giese.

Published in: on 30/05/2008 at 11:16 AM  Comments (1)  
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61 Anos do Falecimento de Frederico Fendrich Filho

Eram por volta de 18h40 do dia 25.05.1947 quando faleceu meu bisavô Frederico Fendrich Filho, em sua própria residência na Rua Visconde de Taunay 39, em São Bento do Sul, vítima de  “miocardite no curso de febre tifóide”, conforme atestou o Dr. Pedro Cominese. Era filho de Friedrich Fendrich, sapateiro e primeiro professor do centro da cidade, e sua esposa Catharina Zipperer, que imigraram em 1875 para o Brasil. Aprendera com o pai o ofício de sapateiro, tomando conta de “Sapataria Fendrich”. Contava então com 65 anos, e estava casado há 38 com Anna Roesler, filha dos imigrantes Johann Rössler e Amalia Preussler. O sepultamento seguiu para o Cemitério Municipal, e seu corpo foi sepultado no mesmo túmulo do pai, e onde posteriormente também descansaria Anna Roesler, falecida 21 anos depois.

Frederico Fendrich Filho e sua esposa Anna Roesler tiveram 14 filhos, dos quais apenas duas estão vivas. Há pouco tempo, faleceu Erna Fendrich, casada com Sebastião Sthäelin. E no passado faleceu o meu avô Herbert Alfredo Fendrich.

Ao que parece, Frederico Fendrich Filho gostava bastante de assuntos relacionados à história de São Bento. Destacou-se na Sociedade Atiradores da cidade. Chegou a exercer o cargo de vereador, quando ele não era remunerado. Participou da Sociedade Auxilidade Austro-húngara, da qual o pai havia sido presidente. Foi também o idealizador da primeira carroça fúnebre da cidade, sendo ele próprio o seu condutor na maioria das vezes. Em sua homenagem, há uma rua em frente do Hotel Urupês, ao lado da Sociedade Literária São Bento.

Published in: on 25/05/2008 at 11:23 AM  Deixe um comentário  
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198 Anos do Nascimento de Anna Singer

No dia 24.05.1810, na Bavária, nasceu minha ancestral Anna Singer. Ela viria a se casar com Georg Pfeffer, com quem teria minha ancestral Barbara Pfeffer. Essa, depois de casada com Anton Mühlbauer e já com vários filhos, imigrou para São Bento do Sul no ano de 1877.

Published in: on 25/05/2008 at 11:14 AM  Deixe um comentário  
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Almoço de Família

Em 13 de julho de 1958, houve um almoço na casa de meus bisavós Rodolfo Giese e Catharina Bail, em Campina dos Crispim, Piên, onde também moravam meus avós Herbert Alfredo Fendrich e Dóris Isolda Giese. Foi convidada a família de José Fendrich Sobrinho, irmão de Herbert, e casado com Maria Tereza Linzmeyer. O prato servido foi churrasco de cabrito. Herbert, que havia tocado com a Banda Treml em Joinville na noite anterior, conseguiu chegar em casa a tempo, ao meio-dia.

Published in: on 23/05/2008 at 1:56 PM  Deixe um comentário  
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181 Anos do Batizado de Francisca Soares

Minha pentavó Francisca Soares foi batizada em Curitiba no dia 14.05.1827. Era a primeira filha do casal Manoel Soares Fragoso e Marciana Maria de Marafigo, neta paterna de Theodoro Soares Fragoso e Feliciana Rodrigues França, que foram seus padrinhos, e neta materna de Pedro de Chaves de Marafigo e Águeda de Góes Ribeiro. Francisca se mudou com seus pais, irmãos e avós para a cidade da Lapa, onde se casou com Hermenegildo Rodrigues de Oliveira. Com ele, teve meu tetravô Generoso Fragoso de Oliveira, um dos primeiros moradores da região de “Fragosos”, no interior de Campo Alegre.

Published in: on 14/05/2008 at 10:28 AM  Deixe um comentário  
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142 Anos do Casamento de Generoso Fragoso d’Oliveira e Leopoldina Maria de Almeida

Foi no dia 12.05.1866 que se casaram meus tetravós Generoso Fragoso de Oliveira e Leopoldina Maria de Almeida, sendo ele natural da Lapa, filho de Hermenegildo Rodrigues de Oliveira, já falecido, e Francisca Soares, e ela de São José dos Pinhais, filha de Joaquim Rodrigues de Almeida e Maria Calisto. Contava Generoso com 20 anos e Leopoldina com apenas 16. O casamento aconteceu em São José dos Pinhais, onde morava a família da noiva, e onde moraram alguns ancestrais de Generoso, antes de migrarem para a Lapa. Havia grande intercâmbio entre as duas cidades. Generoso e Leopoldina, já com alguns filhos, estão entre os primeiros casais que povoaram a região que, em homenagem à essas família, ficou conhecida como “Fragosos”, nome que ostenta até os nossos dias.

Published in: on 12/05/2008 at 9:36 AM  Deixe um comentário  
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Famílias Roesler da Boêmia

Tenho registrado as seguintes famílias Roesler na Boêmia, sem que tenha sido possível estabelecer ainda uma relação com os meus Roesler que imigraram para São Bento do Sul/SC:

Franz Roesler, nascido em 1785 em Schlag, Boêmia. Casou-se em 1812 com Barbara Wuensch, nascida em 1790 em Gablonz
 
Maria Elisabeth Roesler, nascida em 1737 em Gablonz e falecida em 1805, casada com Johann Wenzel Wuensch.
 
Catharina Roesler, casada com Wenzel Neumann, tiveram o filho Franz Neumann, nascido em Pollaum, Boêmia, em 1838.
 
Herepir Rossler, casada com Anton Wüsnch, tiveram Joseph, nascido em 1855 em Gablonz.
 
Anna Rosina Rossler, nascida em Johannesberg em 1712 e falecida em 1760, casada com Heinrich Wünsch (1712-1783).
 
Johanna Rosler, casada com Franz Heiderich, tiveram Anna, nascida em 1836 em Johannesberg, falecida em Gablonz em 1921.
 
Maria Anna Rossler, casada com Franz Nosswitz, tiveram Josef, nascido em 1818 em Gablonz, falecido em 1901.
 
Antônio Roesler, casado com Paulina Holdemburk. Tiveram Olga, nascida em Imbituva em 1900.
 
Joseph Roessler, nascido por volta de 1760 em Gruenwald, casado com Theresia Roggin.

Meus ancestrais são Franz Rössler, casado com Antônia Lang, filho de outro Franz Rössler, casado com Klara Preissler.

Published in: on 10/05/2008 at 2:35 PM  Deixe um comentário  
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112 Anos do Nascimento de Catharina Bail

No dia 03.05.1896, em São Bento do Sul, nasceu minha bisavó Catharina Bail, filha dos imigrantes Benedikt Beyerl e sua segunda esposa Catharina Brandl, neta paterna de Maria Beyerl e neta materna de Josef Brandl e Anna Schweinfurter. Com 14 anos, Catharina perdeu a mãe, de quem herdou o nome. Teve vários irmãos. Em 1921, casou-se com meu bisavô Rodolfo Giese, filho dos imigrantes Karl Giese e Ida Bertha Labenz. Com ele, passou a morar na localidade de Campina dos Crispim, no município de Piên. Faleceu, já viúva, no ano de 1974. Teve quatro filhos, dos quais dois ainda vivem.

Published in: on 03/05/2008 at 3:15 PM  Deixe um comentário  

152 Anos do Nascimento de Benedikt Beyerl

No dia 30.04.1856 nascia o meu trisavô Benedikt Beyerl, filho natural de Maria Beyerl. Era de Holzchalg, na Boêmia, e foi batizado em Gutwasser, nas proximidades. Teve, ao que se sabe, ao menos mais uma irmão, chamada Barbara Beyerl, casada com Franz Pöschl. Imigrou ao Brasil em 1874, a bordo do Navio Shakespeare. Em São Bento do Sul, casou-se com Anna Maria Neppel, uma paixão que nasceu na Boêmia, sempre contrariada pelos pais da noiva. Viúvo dessa, casou-se com minha trisavó Catharina Brandl, que havia imigrado, ainda criança, pelo menos navio de Benedikt.

A data de sua lápide no Cemitério Municipal aponta como dia de nascimento 30.04.1854. Dois anos antes, portanto. Cremos que há aí um equívoco, naturalmente involuntário. As datas apontadas em registros sempre colocam o nascimento de Benedikt pra em torno de 1856. O seu segundo casamento, em 1886, por exemplo, diz que tinha trinta anos (apesar do casamento ter sido em fevereiro, e o aniversário dele ser em abril). A sua certidão de óbito, por sua vez, ocorrido em 24.02.1928, afirma que possuía 71 anos de idade. Novamente, chegamos até 1856 como ano de nascimento.

Bemedikt ficou famoso na historiografia local por ter sido o noivo do primeiro casamento boêmio da cidade, e por toda a história shakesperiana que havia por trás desse matrimônio. Deve ter passado uma vida muito sofrida, pois cedo consta que ficou órfão. Morreu viúvo de duas esposas.

Recentemente, descobriu-se que fez parte da Sociedade Auxiliadora Austro-húngara, coisa que nenhum historiador da cidade havia conseguido saber ainda.

Published in: on 30/04/2008 at 9:17 AM  Comments (1)  
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165 Anos do Nascimento de Friedrich Fendrich

No dia 24.04.1843, em Lomnitz, na Boêmia, nasceu meu trisavô Friedrich Fendrich, filho de Franz Fendrich e Maria Magdalena Trnka. Desconheço seus possíveis irmãos. Em algum momento, Fendrich se mudou para Viena, onde se casou com Catharina Zipperer. Com ela, e já com uma filha, Hedwiges Fendrich, imigrou para o Brasil em 1875. É o primeiro Fendrich brasileiro. Já em São Bento do Sul, cuidou da sua sapataria e foi o primeiro professor das crianças alemãs da cidade, por quase três anos. Posteriormente, foi presidente da Sociedade Auxiliadora Austro-húngara. Faleceu em 1906 e recebeu em sua homenagem o nome da escola “Frederico Fendrich”, em Serra Alta.
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Quanto aos seus antepassados, a exceção dos pais, o resto ainda é um mistério. Um pesquisador tcheco garantiu não ter encontrado evidência alguma de membros da família Fendrich nas cidades chamadas “Lomnitz” na República Tcheca (há mais de uma). O nome da mãe, “Trnka”, é visivelmente de origem tcheca, o que supõe alguma relação dos Fendrich por aquelas bandas. Faltam, no entanto, maiores evidências que permitam avanços à pesquisa.

131 Anos de Imigração dos Hannusch e Mühlbauer

No dia 22.04.1877, chegou ao porto de São Francisco do Sul o Navio Rio, que trouxe, entre os seus imigrantes, a família de Wenzel Hannusch e a de Anton Mühlbauer, ambos meus antepassados. As famílias conseguiriam lotes vizinhos, e se uniriam através de casamentos entre irmãos: Franz Hannusch com Catharina Mühlbauer e Johann Hannusch com Bárbara Mühlbauer. Os descendentes da família Hannusch encontram-se, a maior parte, na região de Fragosos. Os Mühlbauer se expalharam por outros pontos da região, como Serra Alta. Ao chegarem ao Brasil, assim como acontecia com todos os imigrantes, nutriam a esperança de legar melhores condições de vida aos seus descendentes, uma vez que na Europa não passavam de serviçais mal-pagos.

283 Anos do Batizado de Julianna de Chaves de Siqueira

Minha ancestral Julianna de Chaves de Siqueira foi batizada em Curitiba no dia 21.04.1725. Ela era filha de Francisco de Anhaya de Almeida e Maria Martins de Ramos, neta paterna de Paulo de Anhaya Bicudo e Ignez de Chaves da Silva, e neta materna de Salvador Martins Leme e Isabel Fernandes de Siqueira; Salvador era filho ilegítimo de Matheus Martins Leme, o Capitão Povoador de Curitiba. No ano de 1744, também em Curitiba, casou-se com Sebastiam de Marafigo, italiano de Gênova, filho de José de Marafigo e Maria de Jesus. Entre os filhos do casal está Pedro de Chaves de Marafigo, de quem descendo.
Published in: on 21/04/2008 at 1:47 PM  Comments (1)  
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Família de Ignácio Preto Bueno

Minha ancestral Maria Dias Camacho foi deixada na porta da casa de Ignácio Preto Bueno quando nasceu. Ela era filha de Francisco Dias Camacho e possivelmente de uma índia. Assim o cremos porque, em 1765, ela viria a se casar com Domingos Soares Fragoso, que era mameluco, e também ilegítimo. A escolha de Francisco, ou de quem quer que tenha sido, sobre a casa onde largariam a filha, parece ter sido definida pelos padrões sociais da época: a família de Ignácio Preto era uma das mais abastadas de Curitiba e, assim, poderia cuidar melhor da criança abandonada.
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Ignácio Preto Bueno era filho de Inocêncio Preto Moreira e Joanna de Franca, naturais de São Paulo (Genealogia Paranaense, Vol. I .160). Faleceu em 1760, conforme Silva Leme (Vol. I p. 438).
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Ele era casado com Luzia Cardoso de Leão, falecida em Curitiba no ano de 1792, filha de João Cardoso de Leão e Luiza ou Thereza Corrêa Guedes Brito, neta paterna de Domingos Cardoso de Leão e Ignez de Faria (Genealogia Paranaense, Vol. I p. 305). O casal teve os seguintes filhos:
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1. Joanna França Moreira, casada com Pedro Antonio Moreira, de Lisboa, filho de Antônio Martins e Theresa Maria (Genealogia Paulistana, Vol. I p. 438).
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2. Isabel Bueno, casada com o Alferes João Simões da Costa, filho de Manoel Simões Correa e Caetana da Costa, da Ilha Terceira (id).
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3. Manoel Preto Bueno, casado com Luzia de Chaves de Almeida, filha de João de Chaves Siqueira, de Itu e Bárbara Rodrigues da Cunha (Genealogia Paranaense, Vol. I p. 160 e Vol. III p. 588)
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4. Antonio de Oliveira Preto, casada com Isabel Rodrigues França ou Coutinho (id, Vol. III p. 590), filha de Domingos Gonçalves Padilha e Anna de Mello Coutinho, neta paterna de Manoel Gonçalves de Siqueira e Paula Rodrigues França, ambos de Paranaguá, e neta materna de Francisco de Mello Coutinho, de São Paulo, e Izabel Luiz Tigre , de Curitiba (id, Vol. I p. 161 e Vol. III p. 575)
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5. Ignacio José Preto, casado com Maria Rodrigues Pinto, filha do Capitão Estêvão Ribeiro Bayão e de Feliciana Fernandes dos Reis, neta paterna do Capitão Antônio Ribeiro da Silva e Maria de Siqueira de Almeida, e neta materna de João Martins Leme e Catharina Rodrigues Pinto. (id, Vol. I p. 294)
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6. Maria de França ou Franco, casada com João Coelho Borges, natural da Ilha do Pico, filho de Francisco Coelho e Catharina Pereira (Genealogia Paulistana, Vol. I p. 439)
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7. João Preto de Oliveira, casada com Francisca Leme de Jesus
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8. Anna de Oliveira Preto, casada com Manoel Rodrigues Coura, filho de Francisco Rodrigues Coura e Lucrécia Leme (id, Vol. I p. 440)
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9. Escolástica de Oliveira Preto, casada primeiro com Gabriel Fernandes de Moraes, filho do capitão Gabriel Fernandes de Mendonça e Theresa Leite de Moraes (id). e depois com José Rodrigues de França, filho de Francisco Rodrigues Barbosa ou Coura e Victoria Rodrigues de França, neto paterno de outro Francisco Rodrigues Coura e Lucrécia Leme de Brito, de Guaratinguetá (Genealogia Paranaense, Vol. III p. 585) e neto materno de Domingos Gonçalves Padilha, falecido em Tamanduá, e Anna de Mello Coutinho (id, p. 575).
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Além desses nove filhos tidos com sua esposa, todos mencionados nas Genealogias Paulistana e Paranaense, a primeira ainda lhe dá dois filhos naturais, dos quatro que teve, e que eram os únicos ainda vivos em 1760, quando Ignácio faleceu:
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10. Catharina, moradora em São Paulo.
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11. Silvestre Bueno, casado e morador em Curitiba.
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Não sei dizer ainda se o inventário de Ignácio Preto Bueno faz alguma refência a Maria Dias Camacho. Quando Maria se casou, em 1765, Ignácio já era falecido há cinco anos. Ela e seu esposo Domingos Soares Fragoso tiveram uma filha chama Anna Soares, que se casou com João Rodrigues França, também filho de Francisco Rodrigues Coura e Victoria Rodrigues de França, assim como José Rodrigues França, esposo de Escolástica Preto, número 9 acima. Antônio de Oliveira Preto, número 4, casou-se com Izabel Rodrigues Coutinho, que era irmã de João e José Rodrigues França. Já Anna de Oliveira Preto (nº 8), casou-se com um tio desses três irmãos, Manoel Rodrigues Coura. Disso tudo, concluo que Maria Dias Camacho ainda mantinha alguma espécie de relação com o círculo social da Família Preto Bueno, mesmo depois de já ter sido casada. Havia, naturalmente, um “desnível” em relação aos demais nomes, uma vez que Maria apenas foi criada por eles, não sendo filha. Anna Soares, a filha de Maria, descendia de um casal de filhos ilegítimos, possivelmente ambos mamelucos. Apesar disso, conseguiu matrimônio com João Rodrigues França, uma pessoa “da sociedade” na época, e de uma família que mantinha relações com a família que a criou. Essa é a única menção de membros da família Soares Fragoso em toda a Genealogia Paranaense, que, naturalmente, privilegia as classes mais abastadas e os laços familiares mais tradicionais.
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Ainda não se sabe a que tipo de tratamento Maria Dias Camacho estava submetida na casa de Ignácio Preto e sua esposa. O fato é que ela conseguiu sobreviver a um abandono por parte dos pais, arrumou casamento – com pessoa do seu nível social, é verdade – e alcançou provecta idade, tendo grande descendência. Todos os Fragoso de Campo Alegre, Piên, São Bento do Sul, Canoinhas, Concórdia, Lapa, Curitiba e outras cidades onde o nome é comum, são descendentes dessa mulher.
Published in: on 20/04/2008 at 4:13 PM  Comments (8)  
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27 Anos do Falecimento de Francisca da Silva

No enterro da minha bisavó Rozina Hannusch, dia 16.04.1980, minha outra bisavó, Francisca da Silva, havia dito que no ano seguinte seria a vez dela. Com uma precisão incrível, a 20.04.1981, portanto um ano e quatro dias depois, também ela veio a falecer. Segundo a certidão de óbito, ele faleceu às 15h da tarde, de “morte natural, sem assistência médica”, na sua residência em Fragosos. Contava com 81 anos, e era filha de Francisco e Quintiliana da Silva. A sua passagem foi rápida: alguns poucos dias de cama e logo acabou falecendo. Em seus últimos dias, estava com uma ferida na testa que aumentou consideravelmente de tamanho, e que talvez tenha infeccionado, segundo conta a família. A causa talvez tenha sido algo generalizado. Francisca teve três filhos com Antônio Correia dos Santos, há muito tempo já falecido, sem que, no entanto, fossem casados. Seu sepultamento seguiu para o Cemitério de Fragosos. No mesmo túmulo, foi sepultado em setembro de 2007 meu avô Luiz da Silva, último dos filhos de Francisca.
Published in: on 20/04/2008 at 4:03 PM  Deixe um comentário  
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28 Anos do Falecimento de Rozina Hannusch

Faleceu há 28 anos, no dia 16.04.1980, minha bisavó Rozina Hannusch, contando com 71 anos de idade. Era filha dos imigrantes alemães Johann Hannusch e Bárbara Mühlbauer, neta paterna dos também imigrantes Wenzel Hannusch e Anna Trojan, e neta materna de Anton Mühlbauer e Barbara Pfeffer. Nasceu e sempre morou na região de Fragosos, interior de Campo Alegre. Ela já estava viúva de Luiz Thomé Fragoso, e morava em companhia da filha mais nova, Otília Fragoso, que dispensava cuidados a ela quando começou a ficar doente. Quando a sua situação piorou, tentou-se ainda levá-la de carro até o hospital. Rozina, no entanto, acabou falecendo durante o trajeto. O sepultamento seguiu para o Cemitério de Fragosos.
Published in: on 16/04/2008 at 4:44 PM  Comments (1)  
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