Esse documento, presente no Arquivo Histórico de São Bento, refere-se a construção de um prédio por parte de Frederico Fendrich Filho. Eis o conteúdo da imagem acima: .
“Exmo. Sr. Prefeito Municipal de São Bento
Como requer; uma vez pagas as Taxas legais, ao Fiscal para os devidos fins.
S. Bento, 16-8-933.
Eduardo Virmond
Prefeito
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Frederico Fendrich, comerciante e proprietário, residente a Rua Visconde de Taunay, nesta Vila, pretendendo construir um prédio de acordo com a planta junta, em terreno de sua propriedade, á referida rua, vem requerer a …… se …….. conceder-lhe o necessario ……….. e o alinhamento respectivo. Neste termo
O. ……………….
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………, 16 de agosto de 1933
Frederico Fendrich”
Eis a planta do prédio, onde há a anotação “Planta para uma casa moradia para o Snr. Frederico Fendrich”
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Frederico Fendrich nasceu em 18.09.1881 em São Bento do Sul, filho dos imigrantes Friedrich Fendrich e Catharina Zipperer. Foi batizado no dia seguinte, sendo padrinhos os seus tios Josef Zipperer e Anna Maria Pscheidt.
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Herdou o ofício de sapateiro de seu pai, que aprendera ainda na Europa. O seu irmão Francisco também aprendeu esse ofício. Quando o pai dos dois faleceu em 1906, os irmãos não concordaram sobre a continuidade dos negócios dos pais, e Francisco mudou-se para Curitiba, lá montando a sua sapataria.
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Frederico Fendrich Filho ficou então tomando conta da “Sapataria São Bento”, onde também comerciava os sapatos. Contava com alguns empregados, e ensinou também o filho Alexandre. A Sapataria, que já era popular no tempo do velho Friedrich, continuou mantendo a tradição, sendo bastante procurada. Durou até os primeiros anos da década de 70, quando Alexandre Fendrich faleceu.
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Casou-se em São Bento no dia 23.09.1908 com Anna Roesler, filha de Johann Rössler e sua primeira esposa Amalia Preussler, imigrantes boêmios da região de Gablonz, ao norte, e que vieram ao Brasil em 1876.
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No final de 1934, Frederico Fendrich idealizou a construção de uma carroça para transportar os falecidos até o cemitério. Foi a primeira carroça exclusivamente fúnebre da cidade. Ele possuía um velho trole que herdou de seu pai. Utilizando ferragens, fabricou uma moderna carroça.
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Não possuia modelos para construí-la. Deslocou-se então até a Funerária Stoll, em Joinville, onde fotografou a carroça fúnebre que eles utilizavam. Voltou com as fotos no terceiro dia. Solicitou então a construção da carroça para Leopoldo e Alexandre Zchoerper, Jack Matil e Gustavo Stratmann. Esses homens então trabalharam e se dedicaram totalmente, e por fim concluíram a obra.
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A pintura foi feita por Ernst Walter Zulauf. As primeiras cortinas foram confeccionadas em Joinville. Uma vez pronta, o primeiro esquife que a carroça fúnebre levou até o Cemitério Municipal foi o de Otto Beckert, o popular “Putzi”. Isso em 15 de fevereiro de 1935.
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Até falecer em 1947, o próprio Frederico costumava guiar a carroça. Quando não podia, guiava um de seus agregados, conduzindo os cortejos fúnebres de São Bento do Sul. Muitas vezes, a carroça tinha que atender outras localidades, como Rio Negrinho e Campo Alegre.
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Quando Frederico faleceu, a carroça passou para as mãos da Prefeitura. Mas continou atendendo as suas funções. Trabalharam como condutores José Zipperer Filho, Wenzel Pscheidt, Paulo Chapiewski, Alfonso Rank e Rodolfo Denk. O último a trabalhar como condutor foi Paulo Muller, que conduziu por 15 anos.
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Em meados de 1976, aboliu-se esse costume de utilizar carroças fúnebres nos enterros. A carroça trouxe centenas de pessoas de todas as classes sociais até o Cemitério. Em 1992, o filho de Frederico, Herbert Alfredo Fendrich, resolveu perpetuar a história dessa carroça, e restaurou-a, com a ajuda da Prefeitura e das costuras de Nilda Habowski e as pinturas de Pedro Santos, contando ainda com o auxílio do engenheiro Paulo Roberto Knop. Uma vez restaurada, desfilou com ela no aniversário da cidade, em 23.09.1992.
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A carroça idealizada por Frederico Fendrich está na casinha logo à entrada do Cemitério Municipal de São Bento, onde pode ser observada. Há também uma foto de Frederico conduzindo o esquife de Jorge Zipperer, seu primo, e pessoa por demais benquista na região, falecido em 1944.
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Frederico Fendrich faleceu por volta das 18h40 do dia 25.05.1947, de miocardite no curso de febre tifóide. Quem declarou seu óbito foi o próprio filho Alexandre Fendrich, e o atestado médico foi firmado pelo Dr. Pedro Cominese. Seu corpo foi enterrado no Cemitério Municipal, no mesmo túmulo de seu pai Friedrich Fendrich, e onde também descansaria depois a sua esposa, falecida 21 anos depois.
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Frederico gostava bastante de falar sobre a história de São Bento, revelando bastante coisas dos primórdios de São Bento. Esse gosto histórico passou a seu filho Herbert Alfredo Fendrich, e depois foi herdado por esse humilde historiador.
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Em 1960, recebeu o nome de uma rua em sua homenagem. Ela fica em frente ao Hotel Urupês, ao lado da centenária Sociedade Literária São Bento. Há inclusive descendentes de Frederico Fendrich que moram nessa rua.

Eis o conteúdo do documento:
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“Carlos Zipperer Sobrinho, Prefeito Municipal de São Bento do Sul, Santa Catarina,
faz saber a todos os habitantes deste Município que a Câmara Municipal decretou e eu sancionei a Lei nr. 15/59 que denominou
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Rua Frederico Fendrich Junior
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a uma das ruas de nossa cidade.
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E por assim ter sido sancionada, determino que se espeça o presente diploma em favor de sua Exma. Família, o qual deverá ser entregue por ocasião dos festejos do DIA DO COLONO em sinal de gratidão e respeito à pessoa do homenageado.
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Prefeitura Municipal de São Bento do Sul, 25 de Julho de 1960.
Carlos Zipperer Sobrinho – Prefeito”