32. Franz Fendrich 33. Maria Magdalena Trnka
135 Anos de Imigração da Família Giese
31. Barbara Mühlbauer (1872-1943)
Luiz Hannusch, um dos filhos de Johann Hannusch e Barbara Mühlbauer, com sua esposa Eloína.
Sobre "O Tronco Zipperer"
Na introdução do livro, o autor afirma que escreveu com base em documentos de Jorge Zipperer, que teriam sido passados a ele por seu irmão Martim Zipperer. Não sei em que ano Martim faleceu (nasceu em 1890, enquanto que Kormann nasceu em 1941, e aparentemente a única relação entre eles é que são de Rio Negrinho). De qualquer forma, admitindo que o historiador ainda jovem tivesse acesso a essas informações, algumas questões não ficam bem esclarecidas.
Capítulo “Der Auswanderer Anton Zipperer, der Sohn der Witwe”, o primeiro a ser traduzido sem ser mencionado
Deixando de lado Blau, nesse capítulo o autor se propõe a reescrever “São Bento no Passado”, de Josef Zipperer (novamente, sem mencioná-lo). Na seqüência, há algumas fotos aparentemente desconexas com a Família Zipperer, à exceção da foto de Martim Zipperer que, de fato, não aparece em outros livros.
Voltando então para Blau, há a tradução de informações sobre os primeiros dias dos imigrantes na nova pátria. O autor teve o trabalho de corrigir a informação que Jorge Zipperer passou a Blau, dizendo que São Bento está a 900 metros acima do nível do mar. No “Tronco Zipperer”, em meio à tradução, lemos que esse nível é na verdade de 840 metros. Não corrigiu, no entanto, a informação de que o imigrante Anton Zipperer faleceu em 1892. Conforme um dos livros de registros de óbitos da Igreja em São Bento do Sul, ficamos sabendo que na verdade ele faleceu em 20.12.1891. Jorge Zipperer e Josef Blau falam que Anton tinha 79 anos. Kormann deu dez anos a mais de vida para ele, ficando, erroneamente, 89 anos.
O capítulo “Der zweit Transport” virou, naturalmente, “O Segundo Transporte”. Eu realmente acho que é importante uma tradução para o livro de Blau. Assim como acho importante que ela seja mencionada. Próximo capítulo de Kormann: “O Zé Tem que Casar”. Na obra de Blau: “Der Sepp muss heiraten”. Suspeita-se então que os documentos que Martim entregou a Kormann foram na verdade alguns exemplares de “Bayern in Brasilien”. Afinal, até a seqüência é a mesma.
Capítulo sobre o Primeiro Casamento Boêmio em SBS também foi traduzido. Está presente no livro de Blau, que não foi mencionado, e tem pouca coisa a ver com o Tronco Zipperer
30. Johann Hannusch (1873-antes de 1943)
Homenagem para Herbert Fendrich
(Jornal A Gazeta de 20.11.2007)
São Bento do Sul – Fundada em outubro de 1994, a “Bandinha do Opa” já é considerada uma das mais tradicionais bandas de música germânica de São Bento do Sul. Parte deste sucesso se deve a uma pessoa: Herbert Alfredo Fendrich, músico fundador, falecido no final de julho deste ano.
Conhecido por “seu Fendrich” ou “seu Herbi”, Herbert acompanhou o grupo do início até o ano de 2006, além de participar de outras bandas como “Bandinha de Oxford” (sic), “Bandinha Continental”, “Bandinha São Bento”, “Banda Treml” e “Banda Padre José Maurício”. Ele tocava Bombardino.
Com saudade, sua família guarda todos os registros em detalhes para a memória do artista são-bentense, neto do primeiro professor da cidade, Frederico Fendrich. Com exclusividade, A Gazeta teve acesso às informações.
Coral
Além de músico de destaque, ano a ano Herbert se dedicava a outros projetos. Seu interesse pelo canto coral surgiu quando ainda era solteiro, como integrante do Coral “Santa Cecília”, da Igreja Matriz Puríssimo Coração de Maria. Cantou ali por mais de 30 anos.
Nos anos 70, fazia parte do Coral “Montanara” e em 1973 cantou no Coral “Centenário”, especialmente formado para comemorar o aniversário de 100 anos do município.
Outros grupos que Herbert participou foram o Coral da Igreja Evangélica de Oxford, Grupo “Cítaras Edelweiss”, no Coral 25 de Julho “Saengerhall” e Coral “Deutsch Bayrisch Saengerbund”. A partir de 1983 iniciou como regente, tendo concluído curso específico em Gramado na serra gaúcha.
Marceneiro
Quando criança, Herbert ajudava a família em casa e na roça. Trabalhou nas Indústrias Zipperer desde aos (sic) 14 anos, onde aprendeu a profissão de marceneiro. Casou-se com Doris Izolda Giese e chegou a morar em Piên, tendo auxiliado o sogro em casa de comércio. Como marceneiro e modelista, trabalhou na Madeireira Weihermann, Copam, Bercka e Móveis James. Quando se aposentou, passou a exercer a profissão de marceneiro nos fundos de casa. Fazia bengalas, muletas, porta-cortinas, cortador de legumes, esfregadeiras, casinha, cabides, entre outros, e também consertava.
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A foto é de uma apresentação da Banda Treml na praça João Treml, mas do tempo em que Herbert Alfredo Fendrich já não fazia parte da banda.
29. Joaquina Fragoso Cavalheiro (1869-?)
Casou-se em 22.01.1895 com Saturnino Fragoso de Oliveira, filho de seu primo Generoso Fragoso de Oliveira e Leopoldina Maria de Almeida. Com ele, teve ao menos a filha Lina e o filho Luiz Thomé Fragoso, casado com Rozina Hannusch. Há 112 anos…
28. Saturnino Fragoso de Oliveira (1868-?)
Há 116 anos…
Filha de João Soares Fragoso
Há 102 anos…
No dia 18.12.1905 faleceu minha trisavó Catharina Zipperer, nascida em Flecken, Boêmia, em 08.07.1845. Estava no Brasil desde 1875, quando veio com o esposo Friedrich Fendrich (Frederico Fendrich) e mais uma filha.
Infelizmente eu ainda não vi foto alguma de Catharina Zipperer. Vi a foto de alguns de seus irmãos, mas dela mesmo, nunca foi possível. Ela está sepultada no Cemitério Municipal de São Bento. Faleceu pouco mais de um mês antes que Frederico Fendrich.
Já tratamos de algumas coisas sobre a Catharina Zipperer nesse post aqui:
http://coisavelha.blogspot.com/2007/11/17-catharina-zipperer.html
Não parece ser verdade as informações presentes no livro “O Tronco Zipperer”, de José Kormann, falando que Catharina assistiu ao incêndio do teatro Ringtheaters, no ano de1883 em Viena. Primeiro, porque esse incêncio aconteceu em 1881, e segundo porque, como já foi dito, ela estava no Brasil desde 1875. O autor não respondeu meus questionamentos a respeito.
24. Pedro 25. Bertulina
O Trole Virado
Há 313 anos…
Bodas de Ouro de Otto Roesler e Maria Treml
Entre as preciosidades que existem no arquivo do meu avô está o programa da festa comemorativa das bodas de ouro do casal Otto Roesler e Maria Treml, ocorrida em 26.06.1952. Como não poderia deixar de ser, foi animada pela Banda Treml. Otto era o primogênito de Johann Rössler e Amalia Preussler, enquanto que Maria era filha de Jacob Treml e Maria Böhm, o casal patriarca da família Treml em São Bento. Ele faleceu em 16.12.1956. Conforme registrou meu avô Herbert Alfredo Fendrich, o falecimento de Otto Roesler “foi um dos maiores enterros em São Bento”. Ela faleceu em 23.06.1965. 23. Catharina Brandl (1865-1912)
Há 266 anos…
22. Benedikt Beyerl (1854-1928)
http://coisavelha.blogspot.com/2007/09/benedikt-beyerl.html
Benedikt Beyerl, ou Benedicto Bail, faleceu em 24.02.1928. Seu registro de óbito está com os seguintes termos:
“Aos vinte e cinco dias do mez de Fevereiro do ano mil novecentos e vinte e oito, nesta villa de São Bento, Estado de Santa Catarina, em meu cartório compareceu Benedito Bail e perante as testemunhas abaixo assignadas declarou que no dia de hontem às dezoito e meia horas, falleceu em seu domicilio na Estrada Argolo, neste distrito, seu pai Benedicto Bail, vítima de fraqueza cardíaca, com idade de 71 anos, natural de Áustria, de cor branca, profissão lavrador, viúvo de Catharina Brandl, de filiação ignorada, residia à dita Estrada Argolo, tendo fallecido sem assistência médica, não deixa bens, vae ser sepultado no Cemitério Público desta villa de São Bento, do que para constar lavrei o presente termo, depois de lido e achado conforme, assina Luiz Guenther a rogo do declarante, por não saber este escrever, conforme declarou, com as testemunhas que são Paulo Grossl, alfaiate, e Antônio Ruzanowski, ambos residentes nesse districto. Eu, Erico Bollmann, official do Registro Civil, o escrevi e também assigno.”
Esse registro mostra alguns aspectos interessantes. A idade apresentada é de 71 anos, o que daria novamente 1856 como ano de nascimento – ao contrário, repito, do que está na própria lápide do cemitério. Pode-se observar também a condição humilde da família, já perceptível nas descrições históricas feitas sobre seu casamento, e confirmado agora na sua condição de lavrador, tendo um filho que não sabia escrever, e sendo “de filiação ignorada”.
Sabemos pelo registro de seu segundo casamento, com Catharina Brandl, que ele era filho natural de Maria Beyerl. Quando casou-se pela primeira vez, o padre cometeu algum equívoco, já que afirma que Benedito era “filho natural de Benedito Bail” – a condição de filho natural valia apenas para as mulheres que não eram casadas.
Benedikt perdeu cedo a mãe, ao que consta. Não deve ter tido muito contado com o pai. Depois de viver um romance de difícil realização com Annamarie Neppel, viu-a falecer após 10 anos de casamento. Casado com Catharina Brandl, também ficou viúvo dessa em 1912. Teve uma vida com bastante perdas, como pode-se deduzir. Falecido em 1928, está sepultado junto de sua filha Catharina Bail, no centro de São Bento.
Há 169 anos…
21. Ida Bertha Labenz (1874-1934)
Casou-se com Karl Giese em 25.10.1891 e teve os seguintes filhos: Luiza Giese, casada com Carlos Blödorn; Adolfo Giese, casado com Marta Zellner; Rodolfo Giese, casado com Catharina Bail; Paulo Giese, casado com Anna Mühlbauer; Ernesto Giese, casado com Francisca Hinz, e Frederico Guilherme Giese, casado com Maria Bechler; e Ewaldo Giese, que faleceu com 1 ano de idade.
Conforme pode-se apurar de registros da igreja protestante de São Bento, Ida Bertha Labenz foi uma das madrinhas de Emil Otto Witt, batizado em 25.05.1890. Era filho de Albert Witt e Wilhelmine Witt. Isso pode denotar algum parentesco, já que a mãe de Ida também era Witt (inclusive, também era Wilhelmine, mas não se trata da mesma). Ida também foi madrinha de Auguste Emma Slopianka, batizada no dia 24.03.1891, filha de Johann Slopianka e Pauline Leffke. Essa família era de Rohmanen, também na Prússia.
Ida Bertha Labenz faleceu em São Bento do Sul em 03.10.1934. Eis o anúncio de seu falecimento conforme um jornal alemão da época.

Há 96 anos…
Em 02.12.1911 faleceu meu tetravô Anton Mühlbauer. Ele era natural da Bavária, e estava no Brasil desde 1877, quando imigrou com a esposa Barbara Pfeffer e filhos. Segundo os dados de imigração, era pedreiro. Morou em várias aldeias da Bavária, mas ainda não foi possível descobrir em qual nasceu. Quando imigrou, estava em Schwarzenberg. Conforme o registro de óbito, estava com “78 anos e 10 meses”.

