32. Franz Fendrich 33. Maria Magdalena Trnka

Meus tetravós Franz Fendrich e Maria Magdalena Trnka eram moradores da velha Boêmia. O sobrenome Fendrich é de origem austríaca e o sobrenome Trnka é visivelmente tcheco. Franz Fendrich é o mais antigo Fendrich conhecido até hoje. Esse casal batizou um filho chamado Friedrich no ano de 1843 em Lomnitz, na Boêmia.
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Em registro de batismo de um filho de Friedrich Fendrich, já nascido no Brasil, o nome da avó da criança aparece como Maria Margarida Trnka.
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Não há mais informações a respeito do casal. Friedrich Fendrich se mudou para a Viena, mas também não se sabe se os pais o acompanharam para lá. Não se conhece também outros filhos para Franz Fendrich e Maria Magdalena Trnka.
Publicado em: on 31/12/2007 at 9:22 PM Deixe um comentário

135 Anos de Imigração da Família Giese

No dia 30.12.1872 chegou no porto de São Francisco do Sul o Navio Henry Knight, que há cerca de dois meses havia saído do porto de Hamburgo, na Alemanha. Entre os imigrantes que chegaram a bordo desse navio estava a família Giese, vinda de Regenwald, na Pomerânia. Era o patriarca Johann Karl Giese com sua esposa Emilie Wegner, meus tetravós, e os filhos Wilhelmine Giese, August Giese, Emilie Giese e meu trisavô Karl Giese.
Publicado em: on 30/12/2007 at 4:00 PM Deixe um comentário

31. Barbara Mühlbauer (1872-1943)

Minha trisavó Barbara Mühlbauer nasceu na aldeia de Kleinagn, na Bavária, em 28 ou 29.09.1872 e foi batizada em Eschlkam, tendo por madrinha uma mulher chamada Magdalena, com sobrenome ilegível. Na sua sepultura, o ano de nascimento está como 1871. Mas cremos que o correto é 1872, pois assim nos foi passado pelo alemão Franz Mühlbauer, que pesquisou os registros religiosos na própria Bavária.

Barbara Mühlbauer imigrou para o Brasil na companhia dos pais e irmãos a bordo do Navio Rio em 1877. Casou-se com Johann Hannusch, ou João Hannusch, filho de Wenzel Hannusch e Anna Trojan, família que imigrou pelo mesmo navio. Com ele, teve: João Hannusch Filho, solteiro; Catharina Hannusch, casada com Antônio Basílio da Rocha; André Hannusch, casado com Sebastiana; Luiz Hannusch, casado com Eloína, que nesse começo de 2008 ainda está viva, na casa dos 90 anos; um filho que faleceu com 5 anos em 1910 e que o padre não aponta o nome; Rozina Hannusch, casada com Luiz Thomé Fragoso; e Lina Hannusch, que faleceu com 2 anos em 1914, conforme registro de óbito.

Luiz Hannusch, um dos filhos de Johann Hannusch e Barbara Mühlbauer, com sua esposa Eloína.

Barbara faleceu em 02.07.1943, de acordo com a lápide em seu túmulo, no Cemitério de Fragosos.
Publicado em: on 28/12/2007 at 12:34 PM Deixe um comentário

Sobre "O Tronco Zipperer"

O historiador José Kormann lançou em 2005 um livro chamado “O Tronco Zipperer”. Na verdade é uma ampliação de alguns artigos que ele havia feito para o Jornal Evolução. Alguns deles foram inclusive publicados numa espécie de coletânea. E esses últimos trazem muitas informações contraditórias com as que estão no próprio livro “O Tronco Zipperer”.

Na introdução do livro, o autor afirma que escreveu com base em documentos de Jorge Zipperer, que teriam sido passados a ele por seu irmão Martim Zipperer. Não sei em que ano Martim faleceu (nasceu em 1890, enquanto que Kormann nasceu em 1941, e aparentemente a única relação entre eles é que são de Rio Negrinho). De qualquer forma, admitindo que o historiador ainda jovem tivesse acesso a essas informações, algumas questões não ficam bem esclarecidas.

Isso porque os primeiros capítulos são a simples tradução de um capítulo sobre a Família Zipperer presente no livro “Bayern in Brasilien”, de Josef Blau, sem tradução para o português. É um livro que tenta traçar o destino dos boêmios e bávaros depois que imigraram para o Brasil. O autor também era boêmio, e jamais deve ter tirado os pés da Europa. Os dados foram passados a ele, justamente, por Jorge Zipperer e seu irmão Martim.

Não haveria nada demais nisso, desde que fosse mencionado que se tratava de uma tradução. Mas ao contrário, a obra de Blau não é citada em nenhum momento. Podemos supor então que os capítulos na verdade são os mesmos documentos que Martim passou a Kormann, e que este não sabia da existência da publicação “Bayern in Brasilien”. Hipótese pouco provável, pois qualquer historiador de São Bento pelo menos já ouviu falar no livro de Blau.

O capítulo que antecede as informações que foram traduzidas no livro traz muitas informações históricas que foram esquecidas. Por lá, sabe-se, por exemplo, o nome de muitos ancestrais da família Zipperer. Mesmo não sabendo muita coisa de alemão, como é o meu caso, com algum dicionário é possível traduzir um importante trecho que explica que o imigrante Anton Zipperer, além de filho de Adam e neto de Jakob, como também consta no “O Tronco Zipperer”, era bisneto de Peter, trineto de outro Peter e tetraneto de Georg Zipperer. Informações essas que não ficamos sabendo com o livro de Kormann.

“Antônio Zipperer, o filho da víuva” é o segundo capítulo do livro. Na obra de Blau, esse trecho se chama “Der Auswanderer Anton Zipperer, der Sohn der Witwe”. Ou, “O imigrante Antônio Zipperer, o filho da viúva”. A seguir há a simples tradução do texto, com a omissão de alguns detalhes. Nesse capítulo vi com estranheza a afirmação de que minha trisavó Catharina Zipperer viu o incêncido do Teatro Ringtheather, em Viena, no ano de1883. Isso porque ela estava no Brasil desde 1875. E essa afirmação não está no livro de Blau. Pesquisando, descobri que esse incêndio aconteceu em 1881 (em 8 de dezembro, pra ser mais exato). Na minha inocência, mandei uma carta ao autor, perguntando sobre essas questões. Me respondeu a carta mas nada falou sobre o que eu tinha perguntado. De qualquer forma, parece impossível a história que ele conta.

Capítulo “Der Auswanderer Anton Zipperer, der Sohn der Witwe”, o primeiro a ser traduzido sem ser mencionado

O próximo capítulo se chama “O Filho Doente”, que coincidentemente em alemão é “Der Kranke Sohn”, expressão que faz parte do título do próximo capítulo também do livro de Blau. O tema seguinte do “Tronco Zipperer” aborda a emigração. E já no começo, afirma que o Dia de Santo Antônio é 19 de junho. Afirmação esta que não está no livro de Blau. Depois de algumas palavras, essas sim, ditas pelo próprio autor, retoma-se uma tradução. E depois se fala da “Viagem de Flecken a São Bento do Sul”. Como essa parte não é tradução, repetiram-se algumas informações existentes no capítulo anterior. E houve mesmo algumas informações que se confrontavam, a exemplo da data de imigração, que está diferente nos dois capitulos.

Deixando de lado Blau, nesse capítulo o autor se propõe a reescrever “São Bento no Passado”, de Josef Zipperer (novamente, sem mencioná-lo). Na seqüência, há algumas fotos aparentemente desconexas com a Família Zipperer, à exceção da foto de Martim Zipperer que, de fato, não aparece em outros livros.

Voltando então para Blau, há a tradução de informações sobre os primeiros dias dos imigrantes na nova pátria. O autor teve o trabalho de corrigir a informação que Jorge Zipperer passou a Blau, dizendo que São Bento está a 900 metros acima do nível do mar. No “Tronco Zipperer”, em meio à tradução, lemos que esse nível é na verdade de 840 metros. Não corrigiu, no entanto, a informação de que o imigrante Anton Zipperer faleceu em 1892. Conforme um dos livros de registros de óbitos da Igreja em São Bento do Sul, ficamos sabendo que na verdade ele faleceu em 20.12.1891. Jorge Zipperer e Josef Blau falam que Anton tinha 79 anos. Kormann deu dez anos a mais de vida para ele, ficando, erroneamente, 89 anos.

O capítulo “Der zweit Transport” virou, naturalmente, “O Segundo Transporte”. Eu realmente acho que é importante uma tradução para o livro de Blau. Assim como acho importante que ela seja mencionada. Próximo capítulo de Kormann: “O Zé Tem que Casar”. Na obra de Blau: “Der Sepp muss heiraten”. Suspeita-se então que os documentos que Martim entregou a Kormann foram na verdade alguns exemplares de “Bayern in Brasilien”. Afinal, até a seqüência é a mesma.

Há uma carta realmente muito interessante de Josef Zipperer, escrita quando ele estava com 85 anos, e destinada a parentes na Europa. Por um momento pensei que essa carta poderia ser algum dos documentos doados por Martim Zipperer, mas veio nova decepção quando constatei que ela também está no livro de Blau. Uma carta de Jorge Zipperer, que em “Bayern in Brasilien” já está na seqüência, foi deixada mais para frente no “Tronco Zipperer”. Mas está lá, naturalmente.
Antes dele há o capítulo “De Como Josef Zipperer Comprou a Primeira Vaca”, a versão tupiniquim para “Wie Josef Zipperer die erste Kuh ankaufte”. Depois de mais essa tradução que não menciona nem Jorge Zipperer nem Josef Blau, há o capítulo “Jorge Zipperer”. Ou “Georg Zipperer”, como diz Blau. Lembro que uma simples visita à Secretaria Paroquial em São Bentopoderia dar ao autor o registro de batismo de Jorge Zipperer. Essas informações “oficiais”, no entanto, não foram procuradas em nenhum momento. A tradução desse capítulo, se isso é um mérito, não é literal.
Jorge Zipperer escreveu uma crônica chamada “Die Erste Böhmerwaldler-Hochzeit in São Bento”. Ela está presente no livro de Blau e não resta dúvidas sobre sua autoria, já que abaixo do título há um “Von Georg Zipperer”. Pois esse capítulo também se encontra no “Tronco Zipperer”, como “O Primeiro Casamento Boêmio em São Bento do Sul”. Esse é realmente um tema muito interessante, ainda mais se formos analisar toda a história que há por trás desse casamento, e que foi muito bem contada por Jorge Zipperer. Uma história que já mereceu inclusive encenação teatral. Eu só não sei porque cargas d´água essa história está presente num livro que se propõe a falar da Família Zipperer. Os noivos foram meu trisavô Benedikt Beyerl e sua primeira esposa Anna Maria Neppel. A única referência a alguém da família Zipperer em toda a história é o fato de Theresia Zipperer ter sido uma das “daminhas de honra” e de Josef Zipperer ter assinado como uma das testemunhas. Esse seria um bom mote para um capítulo. Só que Theresia e Josef, que eram irmãos, em nenhum momento são protagonistas da história. Eu não esperava que no livro do Tronco Zipperer eu soubesse tanto sobre meu trisavô, da Família Beyerl. Obviamente, no livro de Blau essa história faz todo o sentido. Afinal, não é um livro sobre a família Zipperer, mas sim sobre os boêmios e bávaros em São Bento, como eram Benedikt Beyerl e sua noiva.

Capítulo sobre o Primeiro Casamento Boêmio em SBS também foi traduzido. Está presente no livro de Blau, que não foi mencionado, e tem pouca coisa a ver com o Tronco Zipperer

Há alguns trechos engraçados nessa tradução. A história está presente também no livro “São Bento no Passado”, embora eu não saiba se em todas as edições. De qualquer forma, na edição mais atual, que é a de 1954, a história está lá. Mas o autor parece não ter percebido, ou então não prestou a atenção devida. Isso porque Jorge Zipperer conta a história mencionando vários apelidos para as pessoas. E no “São Bento no Passado”, ao final da história, há a devida caracterização de cada um dos nomes citados. Assim, o “Häuserwirtsjohann” era Johann Cristoff. Kormann chamou apenas de “Senhor Johann”. Há ainda um “Zimmermanngirgl” traduzido apressadamente como “Jorge Zimmermann”, quando na verdade era Jorge Bayerl. É curioso também o seguinte trecho, que na falta de opção, ficou sem ser traduzido:

“Mas o recém-imigrando Hoarerwagnersepp…”. Esse apelido se referia a Johann Augustin. Creio que na verdade seria “johann” no lugar do “sepp”, havendo portanto erro involuntário de Jorge Zipperer. Mas o autor não poderia perceber isso, obviamente. Entre os outros nomes citados há um “Pöschlfranz”, que nada mais é do que aquilo que parece: Franz Pöschl. Só que no “Tronco Zipperer” também está na “versão original”. E assim com muitos outros nomes que deixaram de ser identificados, ou (pior) foram identificados de maneira errada, ficando ainda mais alheios ao propósito do livro. Lembro ainda que no começo do livro há um “Mailand”, que se fosse traduzido, seria simplesmente Milão.

Não entendi também a foto da “Oxford Kapelle” ao final desse capítulo. Nenhum membro da família Zipperer aparece nela. Também há a foto da “Musikverein Progresso”, sem mencionar qual a relação dela com a família, se de fato existe. O autor faz então verdadeiros malabarismos para fazer essa relação com os Zipperer. Vou até transcrever (com a devida citação).

“Usar nome português (se referindo ao nome “Progresso”) era muito chique. Sabe-se hoje que as primeiras duas palavras portuguesas aprendidas em São Bento do Sul foram PODE SER e quem as aprendeu foi Jorge Zipperer” (Kormann, 2005). E pronto, está justificada a foto.

A seguir começam os capítulos sobre a Móveis Cimo, dos quais me absterei de fazer comentários, pois não é assunto que eu tenha muito conhecimento.Há ali realmente algumas histórias interessantes. Mas como disse, não posso opinar criticamente a respeito.Talvez aí estejam alguns dos documentos que Kormann diz ter recebido de Martim Zipperer. Vou pular pra outro trecho em que eu possa meter o bedelho.

O último capítulo do livro se chama “Zipperer: Quem Somos Nós”, que curiosamente não é tradução. E há alguns erros capitais. Afirma que Anton Zipperer, o imigrante, faleceu em 22.12.1899 (no começo do livro, ele traduziu dizendo que foi em 1892, estão lembrados?). Isso foi, na verdade, em 20.12.1891. E diz que teve os seguintes filhos: Catharina (correto), Josef (confere), Antônio (exato), Thereza (sim), Maria (da onde surgiu essa?), André (certo) e Pedro (quem é esse?).

Mas como o autor mesmo diz, “se formos procurar nos anais e apontamentos, ainda ficamos de certa forma confusos com os membros que compunham a família ZIPPERER. É preciso uma dose de paciência e perseverança para fazermos, hipoteticamente, uma árvore genealógica” (Kormann. 2005). E mais adiante: “Se verificarmos a extensão da família, vamos encontrar alguns Antônios, alguns Jorges, alguns Josés, alguns Andrés, todos parentes, mas nem sempre irmãos, primos ou afins”. Tenho comprovado isso. Realmente há algumas confusões, que inclusive tratarei oportunamente. Mas um pouquinho de dedicação evitava erros como esses citados acima.
Não farei mais julgamentos. Não mencionarei os erros de revisão. É pena que o livro do Blau não tenha sido traduzido oficialmente ainda.
Publicado em: on 27/12/2007 at 5:14 PM Deixe um comentário

30. Johann Hannusch (1873-antes de 1943)

Meu trisavô Johann Hannusch, ou Hanusch, nasceu e foi batizado em Osseg, no norte da Boêmia. Pela idade apontada no registro de seu casamento, seu nascimento ocorreu por volta de 1873. A família veio a bordo do Navio Rio, que saiu de Hamburgo em 20.03.1877 e chegou no porto de São Francisco do Sul às 10h do dia 22.04.1877.
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No Brasil seu nome foi traduzido, ficando conhecido, portanto, como João Hannusch. Casou-se com Barbara Mühlbauer, filha de Anton Mühlbauer e Barbara Pfeffer. Os Mühlbauer também imigraram pelo navio Rio. Eis o registro de casamento transcrito conforme os livros da Igreja de São Bento:
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“A vinte e um de Dezembro de mil oitocentos e noventa e cinco ás 10 1/2 horas da manhã na Capella do Smo. CoraçãodeMaria deste municipio de S. Bento, feitos os tres proclames canonicos aos 1, 8 e 15 do corrente mez, sem impedimento algum e com palavras de presente e de mutuo consentimento na forma do Sagrado Concilio Tridentino em minha presença e das testemunhas Antonio Fürst e Felippe Mühlbauer receberão-se em matrimonio João Hanosch e Barbara Mühlbauer, elle de 22 anos, filho legitimo de Venceslau Hanosch e Anna Trojan, nascido e baptisado em Oseck na Bohemia, e ella de 22 anos d’idade, filha legitima de Antonio Mühlbauer e de Barbara Pfeffer, nascida em Klein-Eigen e baptisada em Eschelkam na Baviera, ambos os contrahentes moradores e residentes neste municipio do que para constar fiz este termo que assignei com as testemunhas somente porque os contrahentes são analphabetos. O Vigario Pe. Carlos Boegershausen.
Anton Fürst Philipp Mühlbauer”
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Por esse registro, já se percebe a condição humilde do casal, bem assinalada pelo padre ao afirmar que são analfabetos. Moravam também a região de Fragosos. João Hannusch provavelmente faleceu naquela região. E se está sepultado no Cemitério de Fragosos, não há mais uma lápide de identificação.
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Como a neta de Johann Hannusch, Otília Fragoso, nasceu em 1943 e afirma não ter conhecido nenhum de seus avós, supõe-se que tenha falecido antes dessa data. Provavelmente antes da esposa Barbara Mühlbauer, que faleceu exatamente nesse ano.
Publicado em: on at 12:34 PM Deixe um comentário

Homenagem para Herbert Fendrich

(Jornal A Gazeta de 20.11.2007)

São Bento do Sul – Fundada em outubro de 1994, a “Bandinha do Opa” já é considerada uma das mais tradicionais bandas de música germânica de São Bento do Sul. Parte deste sucesso se deve a uma pessoa: Herbert Alfredo Fendrich, músico fundador, falecido no final de julho deste ano.

Conhecido por “seu Fendrich” ou “seu Herbi”, Herbert acompanhou o grupo do início até o ano de 2006, além de participar de outras bandas como “Bandinha de Oxford” (sic), “Bandinha Continental”, “Bandinha São Bento”, “Banda Treml” e “Banda Padre José Maurício”. Ele tocava Bombardino.

Com saudade, sua família guarda todos os registros em detalhes para a memória do artista são-bentense, neto do primeiro professor da cidade, Frederico Fendrich. Com exclusividade, A Gazeta teve acesso às informações.

Coral

Além de músico de destaque, ano a ano Herbert se dedicava a outros projetos. Seu interesse pelo canto coral surgiu quando ainda era solteiro, como integrante do Coral “Santa Cecília”, da Igreja Matriz Puríssimo Coração de Maria. Cantou ali por mais de 30 anos.

Nos anos 70, fazia parte do Coral “Montanara” e em 1973 cantou no Coral “Centenário”, especialmente formado para comemorar o aniversário de 100 anos do município.

Outros grupos que Herbert participou foram o Coral da Igreja Evangélica de Oxford, Grupo “Cítaras Edelweiss”, no Coral 25 de Julho “Saengerhall” e Coral “Deutsch Bayrisch Saengerbund”. A partir de 1983 iniciou como regente, tendo concluído curso específico em Gramado na serra gaúcha.

Marceneiro

Quando criança, Herbert ajudava a família em casa e na roça. Trabalhou nas Indústrias Zipperer desde aos (sic) 14 anos, onde aprendeu a profissão de marceneiro. Casou-se com Doris Izolda Giese e chegou a morar em Piên, tendo auxiliado o sogro em casa de comércio. Como marceneiro e modelista, trabalhou na Madeireira Weihermann, Copam, Bercka e Móveis James. Quando se aposentou, passou a exercer a profissão de marceneiro nos fundos de casa. Fazia bengalas, muletas, porta-cortinas, cortador de legumes, esfregadeiras, casinha, cabides, entre outros, e também consertava.

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A foto é de uma apresentação da Banda Treml na praça João Treml, mas do tempo em que Herbert Alfredo Fendrich já não fazia parte da banda.

Publicado em: on at 11:29 AM Deixe um comentário

29. Joaquina Fragoso Cavalheiro (1869-?)

Minha trisavó Joaquina Fragoso Cavalheiro nasceu em 1869, a julgar pela idade apontada no seu registro de casamento. Era filha de Felippe Soares Fragoso e Flora Lina Cavalheiro, e deve ter nascido na região próxima da divisa entre Paraná e Santa Catarina. Seus pais eram naturais da Lapa.
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Casou-se em 22.01.1895 com Saturnino Fragoso de Oliveira, filho de seu primo Generoso Fragoso de Oliveira e Leopoldina Maria de Almeida. Com ele, teve ao menos a filha Lina e o filho Luiz Thomé Fragoso, casado com Rozina Hannusch.
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Não se sabe quando Joaquina Fragoso Cavalheiro faleceu, embora provavelmente tenha sido antes de 1943 ou pouco tempo depois, já que sua neta Otília Fragoso nasceu nesse ano e afirma que não chegou a conhecer nenhum de seus avós.
Publicado em: on 21/12/2007 at 9:28 PM Deixe um comentário

Há 112 anos…

No dia 21.12.1895 se casaram meus trisavós Johann Hannusch e Barbara Mühlbauer. Os dois imigraram para o Brasil ainda crianças, ambos pelo Navio Rio, que chegou em 1877. A família Hannusch era de Osseg, no norte da Boêmia, e a família Mühlbauer era da Bavária.
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João Hannusch teve um irmão chamado Franz Hannusch, ou Francisco Hannusch, que se casou com uma irmã de sua esposa Barbara, chamada Catharina Mühlbauer. Eram todas essas pessoas que moravam na região de Fragosos, e estão sepultadas no Cemitério daquela localidade.
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Uma curiosidade é que dois anos depois de Johann Hannusch se casar, ele assistiu o segundo casamento da própria mãe, Anna Trojan, que com 67 anos e já viúva se consorciava pela segunda vez.
Publicado em: on at 12:09 PM Deixe um comentário

28. Saturnino Fragoso de Oliveira (1868-?)

Meu trisavô Saturnino Fragoso de Oliveira nasceu provavelmente na região de Piên, na época pertencente a Rio Negro, no Paraná. Pela data apontada em seu registro de casamento, presume-se que nasceu em 1868. Deveria ser portanto um dos primeiros filhos que teve o casal Generoso Fragoso de Oliveira e Leopoldina Maria de Almeida.

Eis o registro, transcrito dos livros de casamento de Paróquia Puríssimo Coração de Maria, em São Bento do Sul:

“A vinte e dous de Janeiro de mil oitocentos e noventa e cinco, às 10 horas da manhã, na Capella da Sma. Trindade do Campo Alegre neste municipio de S> Bento, feitos tres banhos a 19, 20 e 21 do corrente mez, durante a minha visita parochial, com dispensa no impedimento de consanguinidade em 3º grau misto do 2º da linha transversal desigual, concedida por mim em Provisão da mesma data por Delegação Apostólica a mim communicada pelo Exmo. Revmo. Snr. Internuneio (?) no Brasil Frei Jeronymo Maria, Arcebispo de Petra (?), em seu Rescripto de 12 d’Outubro de 1893, sem outro impedimento algum e com palavras de presente e de mutuo consentimento, em a forma do Sagrado Concilio Tridentino, em minha presença e das testemunhas Luiz Brockmann e Francisco Bueno Franco receberão-se em matrimonio Saturnino Fragoso d’Oliveira e Joaquina Fragoso Cavalheiro, elle de 26 annos d’idade, filho legitimo de Generoso Fragoso d’Oliveira e Leopoldina Maria Callista, e ella de 25 annos d’idade, filha legitima de Felippe Soares Fragoso e de Flora Lina Cavalheiro, ambos os contrahentes nascidos e baptisados na freguesia do Rio Negro e moradores neste municipio. E logo em seguida lhes dei as Bençãos Nupciais Solemnes na minha pro sponsis do que para constar fiz este termo que assignei junto com os contrahentes e as testemunhas. O Vigário Pe. Carlos Boegershausen.

Saturnino Fragoso d’Oliveira
Joaquina Fragoso Cavalheiro
L. Brockmann
Francisco Bueno Franco”

Pelo registro, fica-se sabendo que Saturnino Fragoso de Oliveira e sua esposa Joaquina Fragoso Cavalheiro eram parentes. A consangüinidade em 3º grau misto com o 2º quer dizer que o bisavô de um dos noivos era o avô de outro. Em palavras mais simples, o pai de Saturnino era primo em primeiro grau da esposa dele. Os casamentos envolvendo parentes eram muito freqüentes entre os elementos nacionais que habitaram São Bento naqueles primeiros tempos. Para os imigrantes, no entanto, eram extremamente raros.

Não se sabe mais detalhes da vida de Saturnino, tampouco quando faleceu. Se de fato está sepultado no Cemitério de Fragosos, onde inclusive está seu pai e um irmão, não deve ter lápide identificando. Pesquisas em outros cemitérios próximos podem ajudar a descobrir.
Publicado em: on 20/12/2007 at 10:02 PM Deixe um comentário

Há 116 anos…

No dia 20.12.1891 faleceu meu tetravô Anton Zipperer, nascido em Flecken no ano de 1813. Veio com Elisabeth Mischeck e filhos ao Brasil no ano de 1873. Anton Zipperer está entre os primeiros 70 colonos que desbravaram as matas de São Bento para ali formar mais uma colônia de imigrantes.
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Quando imigrou, Anton já era de idade avançada para a média dos imigrantes (60 anos). Nos registros de embarque e desembarque do Navio Zanzibar, que os trouxe, vemos sua idade como “47 anos”, e ainda não foi possível descobrir por quê tamanha diferença.
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Anton Zipperer, ou Antônio Zipperer, faleceu de fraqueza senil e foi sepultado no antigo cemitério de São Bento, que hoje é a Praça dos Imigrantes, perto do Hospital, e sem mais nenhum vestígio do que foi no passado.
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A história da sua vida, com muitas informações presentes no livro “Bayern in Brasilien”, de Josef Blau, será descrita oportunamente.
Publicado em: on at 11:58 AM Deixe um comentário

Filha de João Soares Fragoso

Meu ancestral João Soares Fragoso, natural de Taubaté e que se mudou para Curitiba, bastante citado na Genealogia Paulistana, teve mais uma filha, não mencionada na dita obra de Silva Leme. Considerando que ele se casou na capital paranaense em 1745 com Ignez de Chaves, deve ter sido a primogênita.
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Chama-se Maria, e foi batizada em 08.12.1745, tendo como padrinhos João de Siqueira e Silva e sua esposa Joanna Garcia das Neves, que eram os avós da criança.
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Não descobri batizado de Domingos Soares Fragoso, também filho de João Soares Fragoso, só que com a índia Páscoa das Neves, de propriedade de João de Siqueira. Também não há qualquer menção a essas pessoas na Genealogia Paulistana.
Publicado em: on 18/12/2007 at 10:58 PM Deixe um comentário

Há 102 anos…

No dia 18.12.1905 faleceu minha trisavó Catharina Zipperer, nascida em Flecken, Boêmia, em 08.07.1845. Estava no Brasil desde 1875, quando veio com o esposo Friedrich Fendrich (Frederico Fendrich) e mais uma filha.

Infelizmente eu ainda não vi foto alguma de Catharina Zipperer. Vi a foto de alguns de seus irmãos, mas dela mesmo, nunca foi possível. Ela está sepultada no Cemitério Municipal de São Bento. Faleceu pouco mais de um mês antes que Frederico Fendrich.

Já tratamos de algumas coisas sobre a Catharina Zipperer nesse post aqui:

http://coisavelha.blogspot.com/2007/11/17-catharina-zipperer.html

Não parece ser verdade as informações presentes no livro “O Tronco Zipperer”, de José Kormann, falando que Catharina assistiu ao incêndio do teatro Ringtheaters, no ano de1883 em Viena. Primeiro, porque esse incêncio aconteceu em 1881, e segundo porque, como já foi dito, ela estava no Brasil desde 1875. O autor não respondeu meus questionamentos a respeito.

Publicado em: on at 12:31 PM Deixe um comentário

24. Pedro 25. Bertulina

O casal Pedro e Bertulina são meus trisavós. Não tenho muitas informações sobre eles. Seus nomes foram conseguidos com meu avô Luiz da Silva, que na verdade não podia se lembrar muita coisa deles. Eram da família de seu pai, Antônio Correia Santos, e deviam morar na mesma região que ele nasceu, entre Agudos do Sul, Piên e Fragosos.
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Não se pode afirmar com segurança qual era o sobrenome de meu trisavô Pedro, já que o único filho conhecido levava esse “Correia Santos”, que tanto pode ser um sobrenome só como pode ser um do pai e um da mãe.
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Entre as coisas de que Luiz da Silva podia se lembrar, estava a de que Bertulina (ou Bertula, como também era chamada), era de pele mais escura. Isso talvez denote, bem lá pra trás, alguma relação com escravos, coisa que ainda falta na minha genealogia.
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Pedro deve ter falecido antes de 1928, quando Luiz da Silva nasceu, e Bertulina alguns anos depois, quando ele ainda era criança. Os dois tiveram, como já foi dito, Antônio Correia Santos, que teve três filhos naturais com minha bisavó Francisca da Silva.
Publicado em: on at 12:10 PM Deixe um comentário

O Trole Virado

Conta o meu avô Herbert Alfredo Fendrich em seus diários uma história curiosa que aconteceu com seu pai, e que ficou sabendo quando encontrou Hans Schreiner num bar em Blumenau, onde a Banda Treml havia ido se apresentar, em 28.05.1955.
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Meu bisavô Frederico Fendrich estava em companhia de Hans Schreiner, e foram os dois tratar de negócios na casa e serraria de Affonso Jung. Este, serviu aos dois bastante vinho, e ficaram tomando até anoitecer. Quando resolveram enfim retornar para o centro da cidade, sem querer pegaram o caminho errado. No trole em que estavam, acabaram virando à direita, e quando se deram conta já estavam em Lençol.
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Percebendo-se do engano, deram meia-volta com o trole, dessa vez no caminho certo rumo a São Bento. Aproveitando que estavam ali, entraram os dois no negócio do Sr. Maia, que ficava naquela região. E demoraram-se ali algum tempo. O suficiente para que algum espertinho tornasse a virar o trole na direção contrária. Deixou-o, portanto, novamente virado para Lençol.
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Quando Frederico Fendrich e Hans Schreiner saíram e embarcaram de novo no trole, não perceberam a mudança, e seguiram no sentido em que os cavalos estam virados. Os dois já estavam ansiosos por chegar em São Bento. Mas estava demorando demais. Quando perceberam, já estavam quase em Rio Negrinho!
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Era por volta das 5h da manhã quando finalmente chegaram de volta e puderam dar um descanso aos cavalos.
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Uma história curiosa, que deve ter acontecido há uns 70 anos ou mais, e que chegou ao conhecimento do meu avô há 52 anos. E se ele não tivesse deixado anotado, ninguém jamais ficaria sabendo.
Publicado em: on 17/12/2007 at 9:37 PM Deixe um comentário

Há 313 anos…

Em 17.12.1694 nasceu em Curitiba meu octavô e oncavô João Dias Cortês, filho de Guilherme Dias Cortês e Maria das Neves. Casou-se com Isabel Domingues, com quem teve, entre outros filhos, minha ancestral Quitéria Dias Cortês, esposa de Plácido de Góes Ribeiro.
Publicado em: on at 11:29 AM Deixe um comentário

Bodas de Ouro de Otto Roesler e Maria Treml

Entre as preciosidades que existem no arquivo do meu avô está o programa da festa comemorativa das bodas de ouro do casal Otto Roesler e Maria Treml, ocorrida em 26.06.1952. Como não poderia deixar de ser, foi animada pela Banda Treml. Otto era o primogênito de Johann Rössler e Amalia Preussler, enquanto que Maria era filha de Jacob Treml e Maria Böhm, o casal patriarca da família Treml em São Bento. Ele faleceu em 16.12.1956. Conforme registrou meu avô Herbert Alfredo Fendrich, o falecimento de Otto Roesler “foi um dos maiores enterros em São Bento”. Ela faleceu em 23.06.1965.
Publicado em: on 16/12/2007 at 1:04 PM Deixe um comentário

23. Catharina Brandl (1865-1912)

Minha trisavó Catharina Brandl nasceu em 21.03.1865 na região de Eisenstrass, próxima da divisa entre Boêmia e Bavária. Veio para o Brasil com os pais e irmãos a bordo do Navio Shakespeare em 1874. Por esse mesmo navio viria o seu futuro esposo, Benedikt Beyerl.
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Eis o registro desse casamento, conforme os livros da Igreja Católica de São Bento do Sul:
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“A dez de fevereiro de mil oitocentos e oitenta e seis, às 10 horas da manhã, na Capella do Smo. Coração de Maria deste Municipio de S. Bento, feitos os tres banhos canonicos a 24 e 31 de Janeiro e 2 de Fevereiro do corrente anno, sem impedimento algum e com palavras de presente e de mutuo consentimento na forma do sagrado Concilio de Trento, em minha presença e das testemunhas José Schroeder e Jorge Weiss, receberão-se em matrimonio Bendedicto (sic) Beierl e Catharina Prandl, elle de idade de 30 annos, viuvo por obito de sua primeira mulher Maria Neppel, filho natural de Maria Beierl, nascido em Holzschlag e baptisado em Gutwasser na Bohemia, e ella de idade de 18 annos, solteira, filha legitima de José Prandl e Anna Weinfalter, nascida e baptisada em Eisenstrass, também na Bohemia, ambos os contrahentes livres, estrangeiros, lavradores e moradores neste Municipio. E logo em seguida na missa pro sponcis lhes dei a Benção Nupcial Solemne do que para constar lavrei este termo que assignei com as testemunhas. O Vigário Pe. Carlos Boegershausen”.
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A grafia nesse registro está como “Prandl”, mas os dados de imigração e mesmo outros da família apontam para “Brandl”. Tendo nascido em 1865, Catharina não poderia ter 18 anos em 1886. Há portanto algum equívoco, certamente involuntário, por parte do padre.
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Desse casamento, nasceriam os seguites filhos, não necessariamente na ordem: Luiz Bail, casado com Francisca Fleischmann; Thereza Bail, casada com Engelberto Bechler; Maria Bail, casada com Otto Zeithammer; José Bail, casado com Marta Maahs; Carlos Bail, casado com Maria Quandt; Engelberto Bail, casado com Paula Heiden; Benedito Bail, casado com Maria Grosskopf; Catharina Bail, casada com Rodolfo Giese; Rodolfo Bail, casado com Margarida Hübl; e Paulo Bail, casado com Marta Grosskopf.
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Catharina faleceu em 04.02.1912 ou 1911, pois também há alguma divergência nesse ponto. De qualquer forma, ainda era nova, e com isso Benedicto Bail ficou viúvo pela segunda vez.
Publicado em: on at 12:40 PM Deixe um comentário

Há 266 anos…

Em 16.12.1741 nasceu em Curitiba minha octavó por um lado e oncavó por outro, Joanna Cardoso Esteves. Casada com Paulo de Chaves de Siqueira, tiveram minha ancestral Maria de Chaves de Almeida. São todos esses nomes novos para a minha pesquisa, conseguidos durante esse ano e que cairam naturalmente na Genealogia Paulistana.
Publicado em: on at 12:34 PM Deixe um comentário

22. Benedikt Beyerl (1854-1928)

Meu trisavô Benedikt Beyerl nasceu em 30.04.1854, conforme lápide no Cemitério Municipal de São Bento do Sul. Em alguns lugares aparece como tendo nascido em 1856. Realizou o primeiro casamento boêmio de São Bento, com Annamarie Neppel. Foi uma história de amor iniciada na Europa e contrariado pelos pais da noiva. A história já foi encenada por grupos de teatro em São Bento. Os detalhes desse casamento e também da vida de Benedikt, inclusive com a sua foto, estão nesse post já publicado aqui no blog:

http://coisavelha.blogspot.com/2007/09/benedikt-beyerl.html

Benedikt Beyerl, ou Benedicto Bail, faleceu em 24.02.1928. Seu registro de óbito está com os seguintes termos:

“Aos vinte e cinco dias do mez de Fevereiro do ano mil novecentos e vinte e oito, nesta villa de São Bento, Estado de Santa Catarina, em meu cartório compareceu Benedito Bail e perante as testemunhas abaixo assignadas declarou que no dia de hontem às dezoito e meia horas, falleceu em seu domicilio na Estrada Argolo, neste distrito, seu pai Benedicto Bail, vítima de fraqueza cardíaca, com idade de 71 anos, natural de Áustria, de cor branca, profissão lavrador, viúvo de Catharina Brandl, de filiação ignorada, residia à dita Estrada Argolo, tendo fallecido sem assistência médica, não deixa bens, vae ser sepultado no Cemitério Público desta villa de São Bento, do que para constar lavrei o presente termo, depois de lido e achado conforme, assina Luiz Guenther a rogo do declarante, por não saber este escrever, conforme declarou, com as testemunhas que são Paulo Grossl, alfaiate, e Antônio Ruzanowski, ambos residentes nesse districto. Eu, Erico Bollmann, official do Registro Civil, o escrevi e também assigno.”

Esse registro mostra alguns aspectos interessantes. A idade apresentada é de 71 anos, o que daria novamente 1856 como ano de nascimento – ao contrário, repito, do que está na própria lápide do cemitério. Pode-se observar também a condição humilde da família, já perceptível nas descrições históricas feitas sobre seu casamento, e confirmado agora na sua condição de lavrador, tendo um filho que não sabia escrever, e sendo “de filiação ignorada”.

Sabemos pelo registro de seu segundo casamento, com Catharina Brandl, que ele era filho natural de Maria Beyerl. Quando casou-se pela primeira vez, o padre cometeu algum equívoco, já que afirma que Benedito era “filho natural de Benedito Bail” – a condição de filho natural valia apenas para as mulheres que não eram casadas.

Benedikt perdeu cedo a mãe, ao que consta. Não deve ter tido muito contado com o pai. Depois de viver um romance de difícil realização com Annamarie Neppel, viu-a falecer após 10 anos de casamento. Casado com Catharina Brandl, também ficou viúvo dessa em 1912. Teve uma vida com bastante perdas, como pode-se deduzir. Falecido em 1928, está sepultado junto de sua filha Catharina Bail, no centro de São Bento.

Publicado em: on 15/12/2007 at 3:14 PM Deixe um comentário

Há 169 anos…

Em 09.12.1838 nasceu minha tetravó Barbara Pfeffer, filha de Georg Pfeffer e Anna Singer. Casada com Anton Mühlbauer e já com grande descendência, imigrou para o Brasil em 1877, onde faleceu com avançada idade.
Publicado em: on 09/12/2007 at 11:02 PM Deixe um comentário

21. Ida Bertha Labenz (1874-1934)

Minha trisavó Ida Bertha Labenz nasceu no dia 03.11.1874, na região de Eichstaedt, na Prússia, hoje território pertencente à Polônia. Imigrou para o Brasil em 1876 a bordo do Navio Bahia, junto com seus pais e a até então única irmã.

Casou-se com Karl Giese em 25.10.1891 e teve os seguintes filhos: Luiza Giese, casada com Carlos Blödorn; Adolfo Giese, casado com Marta Zellner; Rodolfo Giese, casado com Catharina Bail; Paulo Giese, casado com Anna Mühlbauer; Ernesto Giese, casado com Francisca Hinz, e Frederico Guilherme Giese, casado com Maria Bechler; e Ewaldo Giese, que faleceu com 1 ano de idade.

Conforme pode-se apurar de registros da igreja protestante de São Bento, Ida Bertha Labenz foi uma das madrinhas de Emil Otto Witt, batizado em 25.05.1890. Era filho de Albert Witt e Wilhelmine Witt. Isso pode denotar algum parentesco, já que a mãe de Ida também era Witt (inclusive, também era Wilhelmine, mas não se trata da mesma). Ida também foi madrinha de Auguste Emma Slopianka, batizada no dia 24.03.1891, filha de Johann Slopianka e Pauline Leffke. Essa família era de Rohmanen, também na Prússia.

Ida Bertha Labenz faleceu em São Bento do Sul em 03.10.1934. Eis o anúncio de seu falecimento conforme um jornal alemão da época.

Publicado em: on at 5:20 PM Deixe um comentário

Há 96 anos…

Em 02.12.1911 faleceu meu tetravô Anton Mühlbauer. Ele era natural da Bavária, e estava no Brasil desde 1877, quando imigrou com a esposa Barbara Pfeffer e filhos. Segundo os dados de imigração, era pedreiro. Morou em várias aldeias da Bavária, mas ainda não foi possível descobrir em qual nasceu. Quando imigrou, estava em Schwarzenberg. Conforme o registro de óbito, estava com “78 anos e 10 meses”.

Publicado em: on 02/12/2007 at 5:34 PM Deixe um comentário