Minha tetravó Wilhelmine Witt nasceu provavelmente na região de Eichstedt, na Prússia, por volta de 1849. Era filha de Michael Witt e Relina Witt. Suspeito que a família era protestante. Casou-se com Friedrich Labenz, como quem imigrou para o Brasil a bordo do Navio Bahia no ano de 1876. Esse casal teve ao mnos cinco filhas: Ida Bertha Labenz (1874-1934), casada com meu trisavô Karl Giese; Emilie Labenz (1876-?); Alma Ottília Labenz (1878-?); Hedwiges Agnes (1889-?) e Maria Augusta Labenz (1886-?). Das três filhas batizadas no Brasil, duas foram batizadas católicas (Alma e Maria), enquanto que a outra (Hedwiges) foi batizada protestante, o que reforça a idéia de ser essa a religião professada pela família Witt. Wilhemine Witt morou com o esposo na Estrada Wunderwald, e depois se mudaram para a Estrad Bismarck, onde faleceu, conforme o registro de óbito civil transcrito abaixo:
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“Aos cinco dias do mez de junho de mil novecentos e vinte e quatro, nesta Villa de S. Bento, Estado de Santa Catarina, em meu cartório compareceu João Hillebrandt, inspetor policial da Estrada Bismarck, e perante as testemunhas abaixo assignadas declarou que no dia de hoje, ás sete horas, falleceu em o domicilio de Frederico Labanz, á dita Estrada Bismarck, a mulher deste último, de nome Guilhermina Labanz, em consequencia de pneumonia, com 76 anos de idade, sendo natural da Alemanha, de profissão doméstica, côr branca, filha legítima de Miguel Witt e Relina Witt, domiciliada e residente á dita Estrada Bismarck, falleceu sem assistência médica, não deixou bens; vae ser sepultada no Cemitério Público dessa vila, do que para constar lavrei o presente termo, que vai devidamente assignado. Eu, Erico Bollmann, Oficial do Registro Civil, o escrevi e também assigno.
Erico Bollmann, Johann Hildebrandt, Adolfo Weber, Mário Scheide”
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Wilhelmine Witt faleceu pouco mais de um ano antes que seu esposo. Esse registro é a única fonte pela qual sabemos o nome de seus pais, embora com algumas dúvidas. Há famílias Witt protestantes que vieram para São Bento, inclusive a de um Michael Witt, mas que não deve ser o mesmo que foi pai de Wilhelmine. O nome “Relina” é realmente uma incógnita no alemão. Não se sabe a qual nome equivalia.