Meu tetravô Josef Brandl nasceu em 1837 na região de Eisenstrass, na Boêmia. Imigrou casado com Anna Schweinfurter (Weinfalter, Weinfurter) e com os filhos Catharina Brandl, Anna Brandl e Josef Brandl. Chegaram em 1874 pelo Navio Shakespeare. Josef Brandl recebeu um lote na Estrada Argolo, no lado oeste. Carlos Ficker, em seu livro sobre São Bento, cita que também recebeu um lote nessa Estrada um certo Johann Brandl. Jamais vimos menção a esse Johann em outros documentos. Não está, por exemplo, em nenhum registro de imigração.
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Em 15.10.1890, Josef Brandl ficou viúvo de minha tetravó Anna Schweinfurter. Em 08.10.1892 casou-se novamente, aos 55 anos, dessa vez com Theresia Grossl, de Hammern, filha de João Grossl e Theresia Linzmeyer, a qual contava com 40 anos. Foi através desse registro que ficamos sabendo o nome dos pais de Josef, chamados Miguel (Michael Brandl) e Margarida (Margareth Mundl).
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Faleceu no dia 02.07.1917, conforme atesta o registro de óbito transcrito abaixo (Livro 5 fls 110 Nº 49).
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“Aos dois dias do mez de (não consta, mas era julho) mil novecentos e dezesete, no distrito de São Bento, em meu cartório compareceu Benedito Bail, lavrador, residente neste Districto, e perante as testemunhas no fim assignadas, declarou que hoje ás 5 horas falleceu em seu próprio domicílio na Estrada Argolo, nesse districto, seu sogro José Brandl, com 80 anos de idade, natural da Áustria, casado com Theresia Grossl, em consequencia de velhice, deixando 3 filhos maiores, tendo de sepultar-se no Cemitério dessa villa, do que para constar faço esse termo que comigo assignam o declarante e as testemunhas. Eu, Roberto Buchmann, escrivão interino, o escrevi.
Assinatura ilegível”
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Esse registro permite algums observações interessantes. Percebe-se que Josef Brandl continuou morando na Estrada Argolo durante toda a sua vida no Brasil, aproximadamente 43 anos. O declarante foi meu trisavô Benedikt Beyerl, que na ocasião já era viúvo duas vezes, e que morava em companhia do sogro, conforme podemos deduzir do assento. Outro fato interessante é que o escrivão afirma que Benedikt assina o termo. Sei das condições humildes dessa família, tanto que em 1928, quando Benedikt faleceu, seu filho não assinou o termo por ser analfabeto. Infelizmente a assinatura está ilegível e não podemos afirmar que se trata mesmo de alguma identificação do Benedikt Beyerl. Desconhecemos quem tenham sido as testemunhas. Josef Brandl morava na sede da vila, e faleceu quando já existia o Cemitério Municipal, no mesmo local que hoje permanece. Estaria esse meu tetravô sepultado lá? Se de fato está, creio que seu nome não aparece em lápide alguma, de modo que já não é mais possível descobrir o lugar exato.
Olá, meu nome é Madelaine Brandl, será q tenho algum parentesco com Josef Brandl? Moro em Navegantes, mas minha família é de Rio do Sul, Joinville e Jaragué do Sul.