Entre os injustiçados da história de São Bento, porque não são mais lembrados, está Veit Schwedler. Sapateiro, filho de Josef Schwedler e Agueda Rösler, era de Dessendor, na Boêmia, e imigrou para o Brasil. Aqui se casou com Maria Scholze. Foi um dos primeiros regentes que teve a Sociedade de Cantores da cidade. Pelo que se apura das atas da sociedade, estudadas pelo meu avô, foi homem de grande prestígio e dedicação pela causa do canto coral na cidade. Por todos os meios tentava fazer com que os outros membros se animassem a participar com mais assiduidade dos ensaios. Não tendo muito resultado, chegou inclusive a renunciar. Convencido a permanecer, Veit sempre se preocupou em dar o máximo de si para o Coral, e naturalmente cobrava o mesmo dos outros. As atas da sociedade contém vários momentos onde se percebe a dedicação de Schwedler. Esse homem acabou ficando doente, e colocou seu cargo de regente à disposição. Começaram então a preparar um substituto, Hugo Schwarz, mas mesmo assim Veit de vez em quando realizava novamente seu trabalho de regente, apesar do seu estado de saúde. Varias vezes se viu obrigado a largar o cargo, e várias vezes voltou. Nesses tempos continuava insistindo para que os coralistas todos participassem mais dos ensaios. Esteve na regência o quanto pôde, até que a doença não mais permitiu, tendo o cargo sido entregue a Hugo Schwarz. Vito Schwedler faleceu em 31.07.1911 com pouco mais de 53 anos. E não há sequer um logradouro público que perpetue a memória desse homem que tanto fez pela cultura de São Bento através do canto coral.
Veit Schwedler
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