158 Anos do Falecimento de Ermenegildo Rodrigues d’Oliveira Preto: A Busca Por Seus Pais

 

Em meados de 2006, encontrei o registro de casamento de meus tetravós Generoso Fragoso d’Oliveira e Leopoldina Maria de Almeida, em São José dos Pinhais. Generoso e sua família estiveram entre os primeiros moradores da localidade de Fragosos, hoje localidade de Campo Alegre. Na região, conseguiu grande prestígio, e recebeu o nome de uma rua em sua homenagem.

E pelo seu casamento, ocorrido em 12.05.1866, fiquei descobrindo o nome de seus pais: Ermenegildo Rodrigues d’Oliveira, já falecido na ocasião, e Francisca Soares. Enquanto que pelo lado de Francisca as pesquisas evoluíram consideravelmente, pelo lado de Ermenegildo elas pouco caminharam. Mas, recentemente, pesquisando na Lapa, consegui algumas novas pistas que talvez ajudem a elucidar alguns aspectos da origem de Ermenegildo.

Sabia eu, por esse mesmo registro de 1866, que ele já havia falecido. Considerando que, à época, seu filho Generoso contava com 20 anos, já deduzia que havia morrido relativamente cedo. Há na Lapa algumas famílias Rodrigues de Oliveira, as quais achei estarem, de alguma maneira, relacionadas com a desse meu pentavô.

A maneira mais fácil de descobrir quem eram seus pais era, naturalmente, encontrar o seu registro de casamento. Mas isso, até o momento, não foi possível. Embora tenha batizado o filho Generoso e a filha Celestina na Lapa, entre 1845-1847, o casamento de Ermenegildo e Francisca não consta nos livros daquela cidade – até por isso, se faz necessária uma pesquisa extensiva aos arquivos de outras cidades próximas.

Encontrando o registro de uma Francisca Soares casando-se na Lapa em 1854, tratei de verificar se era a mesma que, viúva, casava-se pela segunda vez, ou se tratava-se de homônima. E de fato era a minha tetravó que estava se consorciando novamente. O padre anotou que ela era viúva de Ermenegildo Rodrigues Preto. Foi a primeira vez que o nome “Preto” apareceu referindo-se a Ermenegildo – todas as outras fontes citavam Rodrigues, ou Oliveira, ou ambos. E foi a menção a esse nome que abriu novas portas, dando novas pistas para descobrir a sua origem.

Também na Lapa, encontrei o registro de óbito de Ermenegildo, uma verdadeira preciosidade, cujo conteúdo transcrevo abaixo:

 

“Aos sete d’Agosto de mil oitocentos e cincoenta faleceu Ermenegildo Rodrigues, de idade 28 anos mais ou menos, casado com Francisca Soares, não recebeu os sacramentos por ser a sua morte apressada, foi enchomendada sua alma e seu corpo sepultado no Cemiterio desta Parochia”

 

Os dados nos registros nos mostram alguns aspectos misteriosos: de quê teria morrido Ermenegildo, aos 28 anos de idade? A “morte apressada” significava que não houve tempo de receber a extrema unção. Embora seja muito difícil descobrir a causa, já que não foi apontada pelo padre que escreveu o assento, a questão merece ser pesquisada em outras fontes.

Como visto, o registro também não nos informa os pais de Ermenegildo. Mas encontrei algumas famílias que podem estar relacionadas, já que, entre seus nomes, misturam-se Preto, Rodrigues e Oliveira. Uma delas é a de Antônio Preto de Oliveira, que casou-se com Benedita Maria Rodrigues e teve os seguintes filhos, dos quais conseguimos encontrar até o momento:

 

1.1 Maria, batizada na Lapa a 07.07.1816.

1.2 Máximo Rodrigues, casado em 23.07.1837 com Damázia Soares, filha de Theodoro Soares Fragoso e Feliciana Rodrigues França.

1.3 Rosa, batizada na Lapa em 29.11.1826.

1.4 Silvano Rodrigues, casado na Lapa em 1855 com Carolina de Lima, filha de Francisco Pires Gonçalves e Anna Lourença de Lima.

1.5 Laurinda Rodrigues Preto, casada na Lapa a 05.03.1867 com Venâncio Maciel, de São José dos Pinhais, filho de Pedro José Maciel e Maria Bernardes.

1.6 Belarmino Rodrigues Preto, casado na Lapa a 29.03.1873 com Gertrudes dos Anjos, natural de São José dos Pinhais, filha de Maria dos Anjos.

 

O casamento de Máximo Rodrigues com Damázia Soares (tia de Francisca Soares, a esposa de Ermenegildo Rodrigues d’Oliveira) conta como um ponto a se considerar, já que prova que essa família Preto mantinha relação com membros da família Fragoso. O uso de nomes menos usuais para batizar os filhos (Silvano, Belarmino, Máximo) também é algo que pode ter importância, já que Ermenegildo, notadamente, não era um nome tão comum, mesmo naqueles tempos.

O que chama também a atenção nesse rol dos filhos de Antônio Preto de Oliveira e Benedita Rodrigues é o grande tempo que separa o casamento de alguns dos seus filhos. Enquanto Máximo se casou em 1837, seu irmão Belarmino casou-se em 1873. Mas, de qualquer forma, essas datas não excluem a possibilidade do casal ter sido também pai de Ermenegildo, já que esse, conforme seu registro de óbito, nasceu por volta de 1822.

Outro fator que pode que pode ser significante é que Antônio Preto, nos maços populacionais da Lapa referentes ao anos de 1846, aparece como morador do 15º Quarteirão da cidade, o mesmo em que eram chefes de família Máximo Rodrigues, Antônio Soares Fragoso e Manoel Soares Fragoso – pai de Francisca Soares, esposa do Ermenegildo Rodrigues d’Oliveira Preto.

Consideramos esse como o casal mais provável como pais de Ermenegildo. Mas, naturalmente, isso só poderá ser confirmado se um dia for comprovado documentalmente. Do contrário, teremos apenas uma boa hipótese.

Há ainda outros casais, como um certo Ignácio José de Oliveira Preto, que casou-se com Júlia Rodrigues. Foram pais de:  

 

1.1 Maria Ignácia Rodrigues Preto, batizada na Lapa a 01.07.1792 e casada em 1807 com Luciano Dias, filho de Manoel Dias e Maria da Silva.

1.2 Mariana, batizada na Lapa em 24.03.1794

1.3 Maria, batizada na Lapa a 22.03.1796.

1.4 Joaquim Preto de Oliveira, casado na Lapa em 1825 com Roza Maria Lima, filha de Henrique de Lima e Delfina Maria.

1.5 Ignácia, batizada na Lapa a 19.11.1809.

1.6 Florinda Maria Rodrigues Preto, casada na Lapa a 15.01.1827 com Miguel Soares.

1.7 Antônia, batizada na Lapa a 17.01.1812.

1.8 Jezuína, batizada na Lapa a 10.01.1814.

 

Contra esse casal se põe, necessariamente, a questão das idades, uma vez que Ermenegildo tem como data aproximada de nascimento o ano de 1822 – 30 anos depois do nascimento do primeiro filho.

Temos ainda um Manoel Preto, casado com Luzia Rodrigues. Esse casal tem idade compatível. Tiveram:

 

1. Antônia Maria Domingues, casada na Lapa em 26.06.1818 com Polycarpo Domingues Maciel, filho de Bento Domingos Maciel e Innocência Soares.

2. Maria, batizada na Lapa a 12.03.1811.

3. Maria, batizada na Lapa a 30.03.1824.

 

E o último casal que também encontramos é o de João Preto e Maria da Conceição, que tiveram o filho Jozé Ignácio Preto, casado na Lapa em 1798 com Anna Rodrigues de Oliveira. Poderia vir daí o “Rodrigues de Oliveira Preto” do Ermenegildo.

Cremos que, se de fato Ermenegildo tem suas origem na Lapa, como o cremos e como se evidencia, seus pais são um desses quatro casais acima. Apenas pesquisas exaustivas e rigorosas quanto aos resultados documentais poderão nos dizer se estamos certos em nossas conjecturas.

Nesse 07 de agosto lembramos 158 anos desde que Ermenegildo faleceu, aos 28 anos. Como essa data só foi descoberta recentemente, é a primeira vez que pode ser lembrada – coisa que não acontecia, certamente, há pelo menos 80 anos, desde que seus filhos faleceram. O seu nome é um daqueles que não constam em livro ou publicação alguma, e do qual me orgulho de ter sido o descobridor, tirando-o do esquecimento eterno e procurando fazer justiça e dar-lhe a importância devida na minha história.

 

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Published in: on 07/08/2008 at 4:04 PM  Comments (10)  

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10 ComentáriosDeixe um comentário

  1. Meu Pai chama-se Ramiro de Oliveira Preto, faleceu há mais de 30 anos.
    Sei que teve irmão e irmãs, porém, não os conheci.

    Já ouviu falar desse nome?

    Abraço

  2. moro em campo grande-ms e minha bisavo maria augusta de oliveira preto casada com ignacio rodrigues viviam no interior de sp,promissão,getulina,e sua filha ana augusta rodrigues preto casou-se com joão ramos da silva e tiveram seus filhos e vieram para o estado do ms.a ana augusta faleceu em 2005 com 86 anos.procuro os outros filhos de maria augusta de oliveira preto,que provavelmente moram no interior de sp e tem idade entre 80 e 90 anos.sei que o nome de um deles é olga,e a filha de um deles e noemia.

  3. sou jose de oliveira preto 52.anos filho de joao de oliveira preto e maria antonia preto eu mesmo sempre tive esta curiozidade pois meu pai era loiro dos olhos azuis nasido santo antonio da pratina pr e sempre me perguntava a onde foi a rumar este sobre nome preto muito raro se por acaso tiver novidades me avise obrigado

  4. Olá…gostaria de saber se tem alguma informação sobre meu nome. Estes são os dados
    nome: Claudenir de Oliveira Preto
    pai:Lazaro de Oliveira Preto
    mãe:Zulmira Santos de Oliveira Preto
    irmãos:José Ariovaldo de Oliveira Preto
    Clesio de Oliveira Preto
    desde já agrade3ço pela atenção

  5. Olá,a minha vó nascida em 1914 q já é falecida veio de SP para MS e perdeu contato c/ toda sua familia,ela nasceu em Borborema,seu pai chamava-se José Inácio de Oliveira Preto e sua mãe Maria Augusta Rodrigues.O nome de minha vó é Ana Augusta Rodrigues da Silva depois de casada com João Ramos da Silva com quem teve 6 filhos e estão todos vivos aqui no MS.Querem muito reencontrar a familia que está a maioria em SP.Os irmãos de minha vó chamava-se Lázaro Inácio(falec),Aparecido,Jovino,Dionísio,e Gertrudes.Os 4 ultimos não sabemos aonde estão,já o Lazaro faleceu aqui conosco.

  6. não sabia de tanta gente com o nome de João de Oliveira Preto, que é meu avô, pai de minha mãe Maria Margareth de Oliveira Preto, nascida em Amparo SP

  7. oi me chamo Isaac Rubens de oliveira preto,a familia do meu pai é natural de socorro,meu avó Pedro de oliveira preto,teve 11 filhos destes 7 já (falec)qualquer novidade mandem algum comentario

  8. eu sou filho de joao de oliveira preto naseu em pratatina norte do parana pertence a sta antonio da pratina minha mae maria antonia meus tios e meus pais falecidos meus primos estao em sp capital

  9. MEU NOME JOAO PRETO DE OLIVEIRA, NASCI EM JAU SP, FILHO DE AMADEU DEMETRIO PRETO, GOSTARIA DE ENCONTRAR PARENTESCO,

  10. Eu me chamo Elena de oliveira preto,filha de José de oliveira preto ,meu avó Joaquim de Oliveira Preto minha avo Horalina Maria de Jesus,meus tios Francisco de Oliveira Preto,Antonio de Oliveira preto,Paulo de Oliveira Preto,Cirilo de Oliveira Preto e Pedro de Oliveira Preto todos naturais da cidade de Bragança paulista e socorro.gostaria de contactar parentes.
    Pois não conheço a família,so alguns.Moro em Santo Andre-sp


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